Recebi hoje por e-mail. Normalmente não concordo com a totalidade dum texto. Hoje não tenho mesmo nada a acrescentar!
"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição. Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o sonho, os restaurantes de sonho. Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac.
É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima. Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade! "
O autor deste texto é João Pereira Coutinho, jornalista.
E que os Jogos se iniciem! - diria o Nero.
Luz ao fundo do túnel!
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sexta-feira, 5 de março de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
Teoria - Parte II
Um retrato da espécie humana.
O solo está duro. Existe um homem forte que cava. Consegue plantar. Consegue sobreviver, colhendo o fruto da sua força e inegável vontade de sobreviver.
O solo está duro. Existe um homem fraco que tenta cavar. Encosta-se, suando. Descansando e olhando para o fruto do seu esforço. Nada. Olha para o lado. Está o homem forte encostado e suando. Olha para aquela paisagem verdejante que jamais irá alcançar. Olha à sua volta e vê mais dez iguais a si. Suando e esqueléticos. Estômagos inchados da falta de alimento. Dirige-se a esses dez. Convence-os, no meio da covardia individual, a juntarem-se à coragem social. Rodeiam o mais forte e obrigam-no a trabalhar. Este cava o chão de todos. O primeiro mais fraco reclama o prémio de 20 por cento da colheita de todos. Foi ele que teve a ideia! A fraqueza e covardia individual dos outros não permite-lhes negar. Esquecem-se que são 10 contra 1. São fracos. E assim os fracos governam. Sobre os fortes e os outros fracos.
Um retrato...
Como ser individual. Destruir o próximo garantido assim a sua sobrevivência no mundo hostil que o mata sozinho. Junta-se a outros para combater o mais forte para depois ser destruído por um mais fraco. Composto por um todo mais forte com mais fracos. E todos os mais fracos se juntam na destruição da sobrevivência de uma espécie forte. Tornando a espécie fraca na defesa dos direitos dos fracos perante os fortes. E os mais fracos dos fracos juntam-se na pisadela cósmica dos restantes que já são demasiado fracos para se defenderem. E assim se atinge a hegemonia dos mais fracos. Os mais espertos dos mais fracos que conseguiram a eleminação dos mais fortes para poderem subjugar os restantes mais fracos. Na sua busca pela sobrevivência tornam-se os mais fortes dos fracos. Na matança colectiva de uma sobrevivência forte.
O forte não responde. Não necessita. Já é forte e nada teme. Mas é subjugado pelo mais fraco. Pelo número dos mais fracos que se juntam para sobreviver. Até à morte do mais forte. Até à morte da espécie.
Ninguém sobreviverá neste mundo fraco. Nem o fraco que matou o forte. Ninguém o protegerá. Não saberá. Era o forte que o alimentava. Com os restos que não precisava. Dignos de um mais fraco. Nem os restos sobram. A espécie outrora forte e presentemente fraca morre porque o mais forte não lutou. Não precisava. O mais fraco não era ameaça à sua sobrevivência. Adormeceu e não acordou.
O último suspiro do fraco dá-se ao sabor de um vento que traz-lhe, sussurrando ao ouvido, a memória dos restos do mais forte. Esboça um esgar de ódio auto-mutilante.
Mais valia ter morrido do que ter matado a espécie humana!
E que os jogos se iniciem! - diría o Nero.
O solo está duro. Existe um homem forte que cava. Consegue plantar. Consegue sobreviver, colhendo o fruto da sua força e inegável vontade de sobreviver.
O solo está duro. Existe um homem fraco que tenta cavar. Encosta-se, suando. Descansando e olhando para o fruto do seu esforço. Nada. Olha para o lado. Está o homem forte encostado e suando. Olha para aquela paisagem verdejante que jamais irá alcançar. Olha à sua volta e vê mais dez iguais a si. Suando e esqueléticos. Estômagos inchados da falta de alimento. Dirige-se a esses dez. Convence-os, no meio da covardia individual, a juntarem-se à coragem social. Rodeiam o mais forte e obrigam-no a trabalhar. Este cava o chão de todos. O primeiro mais fraco reclama o prémio de 20 por cento da colheita de todos. Foi ele que teve a ideia! A fraqueza e covardia individual dos outros não permite-lhes negar. Esquecem-se que são 10 contra 1. São fracos. E assim os fracos governam. Sobre os fortes e os outros fracos.
Um retrato...
Como ser individual. Destruir o próximo garantido assim a sua sobrevivência no mundo hostil que o mata sozinho. Junta-se a outros para combater o mais forte para depois ser destruído por um mais fraco. Composto por um todo mais forte com mais fracos. E todos os mais fracos se juntam na destruição da sobrevivência de uma espécie forte. Tornando a espécie fraca na defesa dos direitos dos fracos perante os fortes. E os mais fracos dos fracos juntam-se na pisadela cósmica dos restantes que já são demasiado fracos para se defenderem. E assim se atinge a hegemonia dos mais fracos. Os mais espertos dos mais fracos que conseguiram a eleminação dos mais fortes para poderem subjugar os restantes mais fracos. Na sua busca pela sobrevivência tornam-se os mais fortes dos fracos. Na matança colectiva de uma sobrevivência forte.
O forte não responde. Não necessita. Já é forte e nada teme. Mas é subjugado pelo mais fraco. Pelo número dos mais fracos que se juntam para sobreviver. Até à morte do mais forte. Até à morte da espécie.
Ninguém sobreviverá neste mundo fraco. Nem o fraco que matou o forte. Ninguém o protegerá. Não saberá. Era o forte que o alimentava. Com os restos que não precisava. Dignos de um mais fraco. Nem os restos sobram. A espécie outrora forte e presentemente fraca morre porque o mais forte não lutou. Não precisava. O mais fraco não era ameaça à sua sobrevivência. Adormeceu e não acordou.
O último suspiro do fraco dá-se ao sabor de um vento que traz-lhe, sussurrando ao ouvido, a memória dos restos do mais forte. Esboça um esgar de ódio auto-mutilante.
Mais valia ter morrido do que ter matado a espécie humana!
E que os jogos se iniciem! - diría o Nero.
Teoria - Parte I
Crente ou descrente?
Ingénuo ou esperto?
Desesperado ou esperançoso?
Condições humanas que explicam a existência de um deus.
Existe energia. Energia inexplicável. Dizem que não se gasta. Apenas se transforma.
E se a alma humana não for mais do que energia?
O espírito.
Energia!
Não existe morte. Existe uma transição de energia.
E se se quer explicar o transcendente?
Uma junção de partes de um todo ou de todos numa parte. Se houver uma ligação de alguém que morre com todos os que já viveram, haverá uma infinidade de almas cujas energias se juntam numa única alma supra consciente. Uma consciência indidual numa consciência de todos. Todos existem num só. Mas não existem individualmente porque a supra consciência é absoluta. Mas existe a individualidade que constrói o todo. A defesa do todo suplanta a individualidade e a sua tentativa destruidora do todo em relação à sobrevivência da individualidade. Protege-se. Tem o poder do resto da energia contra o indivíduo. Mas não é nada sem o indivíduo. E a energia individual não atinge o todo se não se juntar, perdendo a sua individualidade que procurava o todo.
Co-existência de um todo.
Não co-existe uma vez que é um todo individual. Logo, co-existe fruto da necessidade de sobrevivência de um indivíduo. Total. Energia única divisível em ínfimas partes. Indivisível no seu todo divisível, composto por todas as almas e espíritos energéticos humanos.
A enrgia não é boa. Não é má. Apenas é.
Não tem conceitos morais.
Não decide que energia se junta. Toda se junta. Toda a energia faz parte da supra energia.
Poder absoluto na destruição de uma energia individual que faz parte dela. Que é indestrutível fruto da sobrevivência infinita provocada pela individualidade de cada ser energético inexistente. Inexistente como indivíduo no todo. Mas que defende e transmite o estado máximo da existência.
A Sobrevivência. Subvivida individualmente pelo individuo inexistente que faz parte de um todo indivisível. Indestrutível. Sobrevivência levada ao extremo.
Simplesmente é.
E que os jogos se iniciem! - diría o Nero.
Ingénuo ou esperto?
Desesperado ou esperançoso?
Condições humanas que explicam a existência de um deus.
Existe energia. Energia inexplicável. Dizem que não se gasta. Apenas se transforma.
E se a alma humana não for mais do que energia?
O espírito.
Energia!
Não existe morte. Existe uma transição de energia.
E se se quer explicar o transcendente?
Uma junção de partes de um todo ou de todos numa parte. Se houver uma ligação de alguém que morre com todos os que já viveram, haverá uma infinidade de almas cujas energias se juntam numa única alma supra consciente. Uma consciência indidual numa consciência de todos. Todos existem num só. Mas não existem individualmente porque a supra consciência é absoluta. Mas existe a individualidade que constrói o todo. A defesa do todo suplanta a individualidade e a sua tentativa destruidora do todo em relação à sobrevivência da individualidade. Protege-se. Tem o poder do resto da energia contra o indivíduo. Mas não é nada sem o indivíduo. E a energia individual não atinge o todo se não se juntar, perdendo a sua individualidade que procurava o todo.
Co-existência de um todo.
Não co-existe uma vez que é um todo individual. Logo, co-existe fruto da necessidade de sobrevivência de um indivíduo. Total. Energia única divisível em ínfimas partes. Indivisível no seu todo divisível, composto por todas as almas e espíritos energéticos humanos.
A enrgia não é boa. Não é má. Apenas é.
Não tem conceitos morais.
Não decide que energia se junta. Toda se junta. Toda a energia faz parte da supra energia.
Poder absoluto na destruição de uma energia individual que faz parte dela. Que é indestrutível fruto da sobrevivência infinita provocada pela individualidade de cada ser energético inexistente. Inexistente como indivíduo no todo. Mas que defende e transmite o estado máximo da existência.
A Sobrevivência. Subvivida individualmente pelo individuo inexistente que faz parte de um todo indivisível. Indestrutível. Sobrevivência levada ao extremo.
Simplesmente é.
E que os jogos se iniciem! - diría o Nero.
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