Luz ao fundo do túnel!
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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Dívida pública

Nós estamos em crise? Não temos dinheiro? Então e os americanos?

A dívida pública dos EUA é, daqui:

The Outstanding Public Debt as of 11 Jul 2011 at 12:08:56 PM GMT is:





The estimated population of the United States is 310,913,367

so each citizen's share of this debt is $46,176.59.

The National Debt has continued to increase an average of $3.87 billion per day since September 28, 2007!


O total das nossas privatizações será, por estimativa do governo/FMI/BCE, de €5,5 biliões (mil milhões). Isto quer dizer que basta dois dias para os americanos se endividarem mais do que valem as nossas empresas públicas. Parafraseando um seleccionador nacional:

"E o ruim somos nós?"

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Uma ideia luminosa!

Imaginemos uma sociedade em que só precisamos trabalhar durante 10 anos. Trabalhamos naquilo que mais gostamos. Entre os 20 e os 30 anos. Durante esse tempo seríamos desencorajados a ter filhos. Desse modo, o acompanhamento dos filhos seria total. Caso quiséssemos continuar a trabalhar após os 30, deveríamos trabalhar em part-time no caso de termos filhos. Não faltaria nada a ninguém no que toca a necessidades básicas. Bastaria passar pelo supermercado ou centro comercial e trazer o que precisamos.

É possível?

Há quem diga que sim!

Há quem diga que nem precisamos trabalhar. Existe tecnologia suficiente, no presente, para que tal não seja preciso. E que fariam as pessoas? Perguntam-me todos. A minha resposta é sempre a mesma. O que vos apetecer! O mesmo que farão depois de reformados. Mais ainda, pois não estão cansados depois de uma vida inteira de trabalho, stress, depressões, má alimentação, noites mal dormidas, etc., etc..

Conseguem imaginar poderem andar na rua a qualquer hora sem se preocuparem se serão assaltadas? E os vossos filhos? Poderíamos deixá-los andar à vontade sem preocupações!

Já imaginaram um planeta sem indústrias poluidoras? Já conseguiram imaginar um mundo onde toda a energia é amiga do ambiente? Rios limpos. Sem lixo. Sem os incêndios costumeiros causados por interesses económicos.

Como é possível?

Fácil.

É só queimar todo o dinheiro!

Eliminar o consumismo!

Eliminar a propriedade!

Num mundo onde o desemprego só tem tendência a aumentar fruto da inovação tecnológica, é inevitável que o balanço entre poder de compra e consumo irá arrebentar. E não será daqui a muitos anos. Na ânsia das empresas cortarem nos custos e tornarem-se competitivas, substituem a mão-de-obra por máquinas, votando o consumidor ao desemprego, altura em que deixa de consumir. Ao deixar de consumir, o desempregado força a falência das empresas provocando maior desemprego. Devido ao lucro. Devido ao dinheiro.

Num mundo onde não se substitui toda a produção de energia fóssil por energia amiga do ambiente porque é demasiado caro, não nos deveríamos questionar a sua razoabilidade? Existem recursos humanos para o fazer. Existe matéria prima para o fazer. Mas não existe dinheiro. Faz sentido?

Num mundo onde 95% dos crimes são cometidos por razões económicas de acordo com os dados oficiais, onde todas as guerras são de origem económica, porque não se questiona este paradigma??

É possível mudarmos. Mas precisamos acordar e abrir os olhos!

Filet mignon a raspas de bacalhau

O que são as agências de rating e para que as queremos?
São um grupo de empresas PRIVADAS. Não me interessa desenvolver este conceito pois o facto de serem privadas implica interesses próprios, logo, imperfeitas para avaliar algo que logo à partida é negativo: especulação financeira. Tratar dinheiro como um produto é algo profundamente negativo. O dinheiro deveria ser utilizado como meio de compra e venda e não como algo a ser comprado e vendido.
Para que as queremos? Para podermos especular. Logo, não as queremos. Dizem que não temos remédio. Eu digo que temos. Alguns defendem que regulemos o mercado. Claro que regular o mercado precisa de independência, coisa que é impossível face à natureza da sociedade a ser regulada. Ciclo vicioso? Claro. Como toda esta sociedade alicerçada neste sistema monetário. Como sair dela? Mudamos o paradigma socio-económico. Destruímos e voltamos a reconstruir. Utopia? Nem por isso. Está ao nosso alcance. Só é preciso compreendermos o conceito de governo.

O que são os governos e para que os queremos?
Os governos são grupos de pessoas que utilizam os dinheiros públicos com um objectivo. Esse objectivo devería ser o interesse público. Mas não é. A realidade demonstra que não.
Vejamos. Temos uma economia baseada em dívida. Não há países que não tenham deficit. Acumulam dívida. Disfarçam-na com a inflação e o crescimento da economia. Se o deficit for baixo ficamos contentes. Somos uns idiotas. Será possível não compreender que este conceito está errado à partida? Se eu fico a dever todos os anos, mesmo que pouco, acumulo dívida. Se, na minha casa, eu acumular dívida, por mais que eu aumente os meus rendimentos eu nunca conseguirei pagar. E quanto mais eu acumular a dívida mais difícil fica pagá-la, mesmo que eu comece a ter superavit.

E o que acontece quando a dívida for de tal modo elevada que eu não consigo que alguém me empreste mais? Tenho duas hipóteses. Ou borrifo-me para quem devo e continuo a minha vida ou peço mais e sujeito-me a taxas proibitivas.
Como andámos a comer nos melhores restaurantes com o dinheiro dos outros, esquecemos de produzir o nosso jantar, chegando ao cúmulo de já nem saber como cozinhar. O que nos faz olhar para umas raspas de bacalhau com a língua pendurada no canto da boca...
Foi isso que nos aconteceu: passámos de filet mignon a raspas de bacalhau!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Sentimentos

Quando vejo algumas séries na TV, sou constantemente inundado com um sentimento de incredulidade.
Continuo a acreditar que o objectivo principal do ser humano, individualmente, é ser feliz.
Como uma grande parte do sentimento de felicidade passa, sem dúvida, por relacionamentos amorosos, é natural considerar que uma boa parte da população atingirá certos pontos da vida onde a infelicidade irá imperar quando o seu amor não for correspondido.
É neste momento de infelicidade aparente, que muitas decisões idiotas são tomadas. Matar o concorrente é uma delas.
Num aparte, porventura significativo, é uma questão que tenho colocado a muitas pessoas conhecidas. Se fossem traídos, prefiririam ser por alguém que fosse do mesmo sexo do nosso ente amado, ou por alguém de outro sexo? Eu costumo ouvir a resposta, frequentemente, que seria por alguém do sexo oposto. Ou seja. Do mesmo que nós. Concorrência directa versus indirecta. Eu sempre achei que se a pessoa com quem eu estou decidisse mandar-me às malvas para ficar com uma pessoa do mesmo sexo dela, eu iria sentir-me aliviado. Aliviado porque sentiria que o "defeito" não estava em mim mas sim na pessoa de quem eu gosto. Isto é. A pessoa é homossexual e eu não sou a solução para ela.
O significado deste aparte, porventura pouco aparente, é que nós tomamos atitudes com base numa questão puramente egoísta. A embrulhada desembrulha-se quando pensarmos que nós não temos nada a ver com a escolha da outra pessoa. A escolha é, sem dúvida, dela. De quem ela quer.
Se nós não pudermos escolher com quem queremos estar, poderemos ser felizes? Claro que não. Mas a questão fundamental passa por nós só termos metade da escolha. Ela tem de ser recíproca. Logo, mesmo que tenha havido reciprocidade durante algum tempo, não há obrigatoriedade de ela permanecer.
Tudo isto para me levar ao que realmente queria observar neste post.
A sociedade não tem nada que se intrometer no relacionamento que temos com outros. Se nos apetecer não ter nenhuma ou não constituir família, a sociedade não tem nada a ver com isso. Se nos apetecer ter uma diferente todos os dias, ninguém tem nada com isso. Se nos apetecer ter várias ao mesmo tempo, ninguém tem nada a ver também. A não ser as pessoas envolvidas, é claro.
Se eu decidir que outra pessoa poderá dar-me mais felicidade do que a pessoa com quem eu estou no momento, estarei a ser egoísta? Claro que não. Porque a relação actual irá trazer apenas infelicidade aos dois se eu a prosseguir. E será justo e honesto que eu seja sincero para com a pessoa cujo relacionamento eu desejo terminar.
A pessoa com quem eu estou, não tem de detestar a pessoa com quem eu vou ficar. Porque a decisão é minha e não da pessoa com quem eu irei estar. Ela não irá destruir nenhum lar. Quanto muito seria eu, embora também não o considero como tal. A felicidade é uma sentimento justo e objectivamente aquele que interessa. E se duas pessoas poderão estar felizes, não será melhor do que três pessoas infelizes? Simples matemática...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O aborto

Não gosto de discutir este assunto. Não sou religioso embora também não seja ateu. Também não sou mulher e como, por princípio, sou contra limitações da liberdade, tenho dificuldade em ultrapassar a discussão de alma e não-alma que turva esta discussão completamente impossível de se esclarecer.
O que me interessa discutir, depois de ter ouvido um documentário numa rádio, é que há muitas mulheres que fazem aborto por questões unicamente financeiras. Quem conhece alguém que já tenha interrompido a gravidez voluntariamente, sabe que as consequências psicológicas para a maioria das mulheres são muito difíceis de ultrapassar. Leva tempo a sarar a ferida se é que algum dia realmente sara.
E custa-me, sinceramente, ouvir que uma percentagem elevadíssima das mulheres o faz por questões económicas. Porque não querem que o filho tenha uma vida de necessidades não preenchidas, que os outros filhos passem necessidades por causa do irmão(ã) que já (não) virá. Abortar porque se poderá ter um filho com malformações mentais ou físicas consigo compreender. Implica, na maioria dos casos, um sofrimento intenso para a criança que nunca se integrará, assim como para os pais e familiares. Mas porque não haverá dinheiro para o vestir e alimentar? Para lhe dar um abrigo? Compreendo as mães que o fazem. Mas não consigo compreender uma sociedade que chegue a este ponto. Onde uma mulher sinta necessidade de fazer uma coisa que a magoa profundamente porque esta sociedade vive em volta do dinheiro.
Mais uma acha para a fogueira do paradigma que se devia discutir: será esta a sociedade que queremos?

terça-feira, 10 de maio de 2011

Apanhar Sujeitos para a Indução de Conceitos Civilizados!

Estava a ouvir na RTPN um tenente-coronel sobre os desacatos de ontem à noite em Odivelas.
Ele falava dos sujeitos de certos bairros considerados como mais perigosos. Aquilo que me fez vir aqui escrever foi a forma como ele se expressou. Ele falava sobre a educação dos jovens habitantes destes bairros. O conteúdo também interessa, como é óbvio.
Ele dizia que a única forma de evitar a perigosidade destes locais era "apanhando" estes miúdos na escola de forma a se conseguir "induzir certos conceitos de civilidade". Se considerarmos que o que queremos é viver em paz, sem problemas de criminalidade, esta forma de actuar poderia ser considerada correcta. O que me desilude ferozmente é, sem dúvida, que esta é a forma de actuar e de pensar de quem possuiu o poder. Indução. Implica contra a vontade. Apanhados... hmmm...
Outra observação que o sujeito fazia era sobre o acato à autoridade. Deve-se sempre acatar de forma rápida e cordial. Mesmo que a autoridade não tenha razão?
A forma como eu imagino o que terá acontecido:

Os agentes policiais foram até um bairro considerado perigoso, respondendo a uma chamada sobre uma suspeição de furto. Chegando ao pé do sujeito que era suspeito, pediram-lhe a identificação. O sujeito resistiu. Resistiu porque a polícia foi cordialíssima e simpatiquíssima. E o irascível suspeito reagiu violentamente.

Se, por um lado, queremos que a polícia entre nestes bairros populados por sujeitos que escapam à indução de conceitos civilizados, por outro lado queremos que a civilidade chegue a estes locais. Para isso, teremos que ir ao cerne da questão. Possibilitar a estes habitantes um acesso igual a uma vida digna. Algo que não acontece. Sobra a "porrada". É mais fácil.

Que mais quererão induzir?

sábado, 30 de abril de 2011

Respeito!

Há formas de demonstrar respeito. Mas a não utilização dessas formas não quer dizer que não se respeite.
Tratar alguém por senhor ou senhora é uma forma de demonstração de respeito. Hoje em dia o você é utilizado de uma forma parecida.
Mas... é também uma forma de manter uma certa distância. Evita o contacto físico que é tão importante para o ser humano. Crianças que nascem prematuras e são colocadas numa encubadora demonstram diferentes níveis de crescimento e saúde de acordo com a quantidade de tempo que são tocadas.
Tratar as crianças por tu e permitir que também o façam é, na minha opinião, saudável. O respeito não está nas palavras mas na forma como são proferidas.
Dizer umas "verdades" aos pais não deveria ser errado. Por muito que as tais "verdades" sejam apenas pontos de vista diferentes. No tratamento por tu entre diferentes gerações quebram-se algumas barreiras e permitem um tratamento de igual para igual.
É muito fácil esquecermos que já fomos mais novos e que discordámos dos nossos pais. E o quanto estão errados quando discordamos deles. E os outros todos que discordam de nós, é claro.
Quem é que nunca ouviu que eles tinham razão porque tinham mais experiência? E todos sabem o quanto a experiência faz diferença na forma como encaramos este mundo. Sem ironia. Mas todos sabem o quanto a experiência de vida não é razão suficiente para termos razão.
Eu costumo distinguir as pessoas como mais inteligentes e menos inteligentes. Não há pessoas burras. Apenas pessoas que não utilizam o cérebro com que nasceram. Uma das demonstrações de inteligência que mais considero é a capacidade auditiva. A capacidade de ouvirmos um argumento de alguém que discorda de nós, de o analisarmos e aproveitar a parte ou o todo desse argumento demonstram inteligência. E respeito!
Se todos pensarmos que termos filhos mais evoluídos que os pais é bom, se lhes ensinarmos que eles devem questionar tudo o que lhes ensinamos, poderemos vir a ter uma sociedade onde o respeito pelo próximo nos distinguirá do reino animal. Em vez de continuarmos a viver na selva com a lei da sobrevivênica.
O respeito é bom. Mas não na forma. Na sua substância.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

ZEITGEIST: MOVING FORWARD | OFFICIAL RELEASE | 2011



Só vale a pena ver se for com a mente aberta.

ADENDA: Fiquei com uma pulga atrás da orelha ao ver este vídeo. Soou um alarme no cérebro: "New World Order". Fui fazer algumas investigações na internet sobre o movimento Zeitgeist e deparo-me com vários alertas sobre quem são os elementos associados ao projecto.  Aparentemente estarão ligados aos illuminati. Neste mundo cheio de desinformação só nos resta pensarmos por nós próprios. Há que ter em consideração o que realmente queremos da sociedade e ter em conta uma máxima: manter a maior liberdade possível nesta vida que é só nossa e de mais ninguém. Não permitir que as decisões da nossa vida sejam feitas por outros. Enfim...

Aquilo que realmente é importante! - Capítulo 3

Se fizermos umas contas engraçadas, poderemos chegar a alguns números interessantes.

Se atribuírmos a cada pessoa que habita este planeta um espaço para habitar de 75m2, poderemos concluir que em 1km2 caberão 177 pessoas. Imaginem um casal com uma casa de 150m2. Um casal com 1 filho com 225m2. Muito confortável.

Tendo em conta que estamos perto dos 7.000.000 de habitantes, concluímos que precisamos de 39.375km2 para habitação. Portugal (incluindo as Ilhas) tem 91.959km2.

Claro que não estamos a contar com estradas, ruas, edifícios de apoio, etc..

De acordo com uma das pessoas que ouvi, para uma população de 6 biliões, seriam necessários 450.000km2 se construíssemos apenas com 1 piso. Ou seja, um país como a Espanha, seria suficiente para o total da população mundial. De acordo com outro, já com quase 7 biliões como referência, falava de um estado como o Texas.

De acordo com o primeiro, se construíssemos tudo em 3 pisos, precisaríamos de 150.000km2. Aqui, vamos manter as coisas simples, pois se dividirmos o número de habitações construídas também diminuiríamos o espaço necessário para estradas, ruas, etc.. Um país como a Inglaterra(não confundir Reino Unido) seria suficiente. Se construirmos 9 pisos, países como a Holanda, Dinamarca ou Suiça bastariam.

Isto deixaria muito espaço para a agro-pecuária e ainda para zonas verdes no resto do mundo.

Claro que não queremos viver todos no mesmo sítio, mas quando se analisam os números friamente temos que concluir que não há falta de espaço.

Outro dos conceitos passados, muitas vezes na comunicação social, é que não existem recursos suficientes para alimentar a população. Gostaria de lembrar que as toneladas de fruta e vegetais destruídas todos os anos só pela UE, dariam para alimentar muitas pessoas (se é que não o resto da população necessitada). As quotas têm, na sua essência, interesses económicos, mantendo os preços elevados para os seus membros lucrarem mais. Simples dedução lógica da lei da oferta e da procura. Poderíamos especular, também, que outra das intenções das quotas seria o de tornar os Estados membros inter-dependentes uns dos outros e assim impossibilitar, ou pelo menos dificultar tremendamente, a sua retirada. Se foi uma das intenções iniciais ou não, caímos todos que nens uns patinhos. A verdade é que não somos cidadãos livres da UE, uma vez que somos restringidos em tudo o que queremos produzir.

Outra situação interessante a considerar, e para isso basta pesquisar um pouco pela internet, a quantidade de tecnologias energéticas alternativas que existem e que não são exploradas de modo a serem implementadas. Terá algo a ver com o poder dos produtores de petróleo e outros recursos naturais? Não gostaria de acreditar que os nossos governantes, cujo interesse é puramente o bem-estar das suas populações, não investem na possibilidade de utilizarmos energias verdadeiramente inovadoras, que consomem recursos verdadeiramente abudantes, não poluentes e economicamente mais viáveis para todos por motivos económicos (para eles!). Se tiverem curiosidade, procurem por TEZLA na internet. E podem limitar-se a introduzirem "energias alternativas" ou "free energy". Mas CUIDADO!! Descobrirão coisas verdadeiramente alucinantes. Só malta maluquinha. Onde já se viu... energias sem serem à base de combustíveis fósseis. Que disparate!

Algumas destas pessoas acreditam ter descoberto formas de energia anti-gravitacional que permitem viajar a velocidades até agora impensadas. Mas como está fora da esfera da chamada física convencional, só podem ser charlatões.

Os alemães, durante o nazismo, estudavam a física ligada ao esoterismo. Como eles eram tão atrasados no que toca a ciência, nenhum dos seus cientistas foram aproveitados, como se prova na operação PAPERCLIP levada a cabo pelos serviços secretos Norte Americanos.

Em resumo:

Temos espaço suficiente na Terra para muito mais população do que a que temos actualmente.
Temos capacidade para recursos suficientes para esta população e muito mais.
Temos conhecimento (só alguns) que permitiria vivermos num planeta com muito menos poluição, com transportes mais rápidos e melhores, com padrões de vida individual muito mais elevado do que actualmente.

Que é que falta??

Sobre isso falarei mais adiante!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Aquilo que realmente é importante! - Capítulo 2

Uma das coisas que tenho observado ao longo da minha vida é que a maioria das pessoas tem medo. Esta emoção pode ser positiva quando nos deparamos perante um abismo e evitamos dar o tombo. Mas o problema começa quando começamos a ver o abismo em tudo o que nos rodeia.

Temos medo do que possam pensar de nós. Então não dizemos aquilo que verdadeiramente pensamos. Não conseguiremos progredir socialmente se formos totalmente honestos. Se discordarmos de alguém somos "idiotas". Receamos ser catalogados. Por outros que também têm medo de ser catalogados. Já fiz o exercício de perguntar a várias pessoas se acreditavam em Deus. A maioria dos "crentes" respondeu-me que eram Católicos. Mas eram "não-praticantes". Isto revela um receio. O de ser considerado um "mau" Católico por não se ir à igreja. A maioria dos Católicos "não-praticantes" não faz a mínima ideia do que dizem. Se eu afirmo que acredito em algo mas não o pratico serei ou muito preguiçoso ou na realidade não sou nada do que afirmo ser. Se eu disser que sou um profissional "não-praticante", isso quer dizer o quê? Provavelmente que estou desempregado... Isto apenas revela o receio de não ser incluído num grupo. É uma pressão social que não integra quem não faz parte de um determinado grupo. Se alguém for Católico e não se desloca à igreja como mandam as regras, tenha a bondade intelectual de "confessar" a verdade e diga simplesmente que é um Católico "que não vai à igreja porque tenho mais que fazer do que ir aturar um padre a falar sobre coisas da vida que não faz a mínima ideia do que está a falar". Como por exemplo - sexo e relações matrimoniais. Eu já tive a oportunidade de ver muitos Católicos "não-praticantes" irem à igreja todos os dias. Iam lá mas eram pessoas mesquinhas e vis que não punham em prática nada dos ensinamentos Católicos. Punham em prática muitos dos ensinamentos dos padres, da maneira que achavam que deviam: olhando para os outros e criticando tudo o que queriam fazer também mas que não faziam por medo de serem socialmente ostracizadas. Por outras pessoas semelhantes. Se estas pessoas fossem todas honestas e dissessem a verdade sobre o que pensam talvez chegassem à conclusão que poderiam ter uma vida mais interessante.

Temos receio de perder a pessoa de quem gostamos. Porquê? Se realmente gostamos da pessoa e o sentimento for recíproco, porque temos nós tanto medo? Porque somos inseguros? Não sou psicólogo mas o padrão é demasiado forte para ser negado. Como evitar ser ciumento? Ser mais auto-confiante. Não tendo a preocupação de fingir e assim buscar reconhecimento que nunca irá durar, pois é baseado numa falsidade. Não ouvindo os que nos rodeiam quando afirmam que estamos errados. Nós sabemos, se fizermos uma verdadeira introspecção, quando o que fazemos está correcto. É algo inato. Não é preciso a sociedade regulamentar a nossa maneira de ser. Há um princípio básico de que todos temos direito à vida e que não deveremos fazer a outro nada que seja prejudicial a este. Tudo o resto deverá ser permitido.

Temos um pavor de perder o emprego e assim não fazermos face às despesas que assumimos. Porque se têm medo de perder tudo o que já se construiu na vida. Porque se receia não poder comprar os novos brinquedos por que tanto se anseia. Temos mais medo do fim do rendimento do que da escravidão que o trabalho implica. A sociedade está de tal modo construída neste conceito de que "quem não trabalha não é produtivo para a sociedade" que o tempo em que se poderia aproveitar melhor para fazer algo deveras útil para nós é passado num modo de stress tão grande que impede esse mesmo gozo. Sobre este tema, mais haverá adiante!

Aquilo que realmente é importante! - Capítulo 1

Quando se pergunta a alguém qual o objectivo na vida, a resposta mais comum será - ser feliz.
Como poderemos nós encontrar essa felicidade? É aqui que muitos divergem.
A maioria quer ter sucesso profissional ou/e sucesso emocional.

O sucesso profissional implica ter muito dinheiro, reconhecimento, poder.

O sucesso emocional implica uma "alma gémea" com a qual possamos envelhecer juntos, de preferência enquanto partilhamos o nosso sucesso profissional. A maioria destes junta também a isto ter filhos que não se droguem e que também sigam as nossas pisadas no que toca ao sucesso profissional e emocional.

O paradigma da sociedade actual é que dificilmente a maioria consegue obter as duas formas de sucesso simultaneamente. Enquanto se busca o sucesso profissional normalmente não dispomos de tempo suficiente para zelarmos pelas pessoas que amamos. Seja o cônjuge ou sejam os filhos. Por outro lado, se investimos na nossa vida conjugal e parental, não podemos fazer os sacrifícios requeridos para crescermos profissionalmente.

Devido a este paradigma, andava a tentar encontrar uma forma de conseguir um equilíbrio que me permitisse ter ambas. E comecei a entrar pelo paradigma adentro, desmontando todas as "verdades" que conhecia e que eram inabaláveis perante a sociedade actual. Para o fazer, concluí que uma das formas fundamentais seria despir-me de todos os preconceitos existentes. Não só os que a sociedade me impôs, através dos meus pais, familiares, amigos e sistema educativo, mas também os que eu próprio construí ao longo da minha vida.

Desde cedo, cerca dos 13 ou 14 anos que desconfiei da religião que me impunham. Grandes discussões que já tive e tenho ainda hoje acerca disto. A grande questão gira sempre à volta de justificar uma existência. Muitos procuram a solução em algo para além do aspecto físico da vida. Outros procuram apenas o tangível e real que lhes é dado a observar. Todas as religiões são uma questão de fé. De acreditar. E nesse aspecto poderia considerar fantásticos. Mas padeço de um mal. Irrita-me solenemente que alguém me diga o que devo fazer, principalmente quando não concordo. Como tal, não há religião no mundo que me preencha. Outro dos males, abrangendo o anterior, é que não percebo como é que, se todas defendem que o ser humano é livre de optar, desde que siga as regras impostas pelo "pastor", como é que se pode afirmar que as regras são inspiração divina? Há algo muito errado nesta afirmação. E como está errada, não pode ser uma inspiração divina. Pois Deus é perfeito. Ou pelo menos é o que as religiões defendem. Mas mais do que achar errado que haja alguém que ouse ditar os caminhos que devemos seguir é o facto da maioria dos que seguem as regras e ditames das religiões raramente serem felizes. A quantidade de pessoas infelizes é manifestamente arrasadora para que eu queira seguir este caminho. Há sempre algo de que desistimos para sermos fieis seguidores de qualquer religião. Ou então não seguimos aquelas regras "retrógadas" que nos impedem de o ser. Mas se nem todas as regras estão correctas, será que alguma está? Devido a estes dilemas, dei comigo a seguir um caminho mais profíquo para mim - fazer eu próprio as minhas regras. Neste caso, uma regra muito básica: não farás mal a ninguém. No espírito da Liberdade essencial para o meu caminho para a minha felicidade. Isto é, a razão da minha existência.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Bancos

Como os bancos funcionam:

Nós vamos a um banco qualquer e depositamos €10.000,00. O banco guarda o nosso dinheiro e paga-nos uma quantia em juros. Cobra-nos um valor para o utilizarmos (nem que seja pelo cartão multibanco). Querem taxar uma quantia de cada vez que o leventarmos num terminal multibanco. Foram eles que implementaram e encorajaram este sistema de modo a pouparem muito dinheiro em pessoal e sucursais. Tornam a nossa vida mais "fácil" para depois nos cobrarem por isso. Estranho? Claro que não. Primeiro tornamos as pessoas dependentes e depois começamos a cobrar por essa dependência. Os traficantes de droga também o fazem...

Nós vamos a um banco qualquer e pedimos €100.000,00 emprestados. O banco tem lá depositados €11.111,11 (mínimo obrigatório por lei - racio de 9:1). O banco assina um contrato connosco onde nós afirmamos uma promessa de pagamento do valor pedido, acrescido de uma taxa de juros. Dependendo do objectivo para o qual iremos precisar do dinheiro, o banco irá receber (lucro) um valor pelo menos equivalente ao montante que nós pedimos. Ou seja, após o pagamento do valor total, o banco terá recebido pelo menos €200.000,00. É lucrativo? Claro que sim. Lucro é mau? Discutível, mas não é isso que me interessa neste momento. O que verdadeiramente me interessa é saber o que o banco nos emprestou:

O banco tinha €11.111,11
"Emprestou-nos" €100.000,00
Balanço €11.111,11 - €100.000,00 =  - €88.888,89

Hmmm
De onde apareceram esses quase 90 mil eur negativos??

Do ar!

Quando nós pedimos os 100 mil eur, o banco limitou-se a abrir uma conta em nosso nome com 100 mil eur negativos. Isto é, nós somos devedores de 100 mil eur. E passou um cheque que vale "a promessa" de nós lhe pagarmos essa dívida, com a qual nós fomos comprar, por exemplo, a nossa casa.

Que é que o banco nos emprestou? NADA! Rien. Nicles. Zelch. Nothing.

Comparativamente:

Um amigo vem pedir-nos €1000,00. Nós só temos €100,00. Passamos um papel a dizer que vale os tais mil euros e cobramos ao nosso querido amigo, €1200,00 (hoje estou generoso!) e o nosso amigo lá vai comprar os seus sapatos Armani! E nós ainda temos os €100,00!! E o nosso amigo paga-nos €100.00 por mês! Para o mês que vem emprestamos a outro amigo, pois já temos mais €100,00! Não é bom termos tantos amigos?

Fantástico!

MAS! Como nem todos os nossos amigos são de confiança,  vou-lhes pedir uma garantia. Se não me pagarem o que me devem (que nunca tive!) a LEI permite-me sacar-lhes a casa (o nosso amigo vive num bairro pobre!).

Depois de vários empréstimos, já temos muito dinheiro, mas os nossos amigos estão a chegar ao fim da dívida. Como poderemos nós fazer para que eles continuem a pagar? Incentivamos ao consumo! Não têm dinheiro? Não faz mal que nós emprestamos!!

Não é lindo este sistema?

E nós? Não somos uns tótós do caraças? Quem é que não quer fazer o mesmo?

Pois... não nos deixam fazê-lo... é só para alguns...


Adenda: Algumas correcções devem ser feitas. Embora não mudem a ideia global da mensagem constituem diferenças substanciais que permitem compreender melhor o sistema.

O banco a quem pedimos emprestado o dinheiro tem de ter, por lei, mais valor depositado do que valor emprestado. MAS! Como todos os bancos funcionam numa rede, os valores emprestados por uns são os depósitos noutros. Outra correcção importante é que o banco pode emprestar até 9 vezes o valor depositado por ele no Banco Central(BC). Quando recebe um valor de outro, apenas poderá emprestar 8/9 desse valor. Ou seja, se receber 10 mil euros, poderá emprestar €8.888,89, o banco que receber esse valor poderá emprestar €7.901 e por aí adiante, chegando a perto dos €100mil. Tudo de um depósito inicial no BC no valor de €1.111,12.

 
E que os Jogos se iniciem! - diria o Nero.


sábado, 8 de janeiro de 2011

Informação

Nos tempos que correm será natural fazermo-nos uma pergunta muito básica:

Qual a relação entre informação e poder.

Não estou a falar dos mídia. Isso é para "inglês" ver.

Estou a falar de informação classificada como secreta, cujo teor é considerado como sendo "demasiado sensível" para o povinho. Enquanto concordo com a ideia generalizada de que o povinho é burro, também acredito que a culpa da burrice geral é propositadamente imposta precisamente por aqueles que depois afirmam que somos todos uns idiotas.

Vejamos:

Vivemos numa sociedade dita democrática. Eu pago os meus impostos para que a sociedade seja mais justa e equilibrada. Depois vem o "inteligente" e diz-me: "Vou utilizar o teu dinheiro para umas actividades secretas. Para tua segurança, eu não te vou contar o que são. Entretanto vai lá ver os moranguinhos ou o big brother e não me aborreças." (desculpem-me se não estou a par dos programas mais recentes...). "Ah! Não te esqueças de ir fazer umas comprinhas e endividar-te (mais!)!"

Somos burros ou não? Eu não tenho o direito de saber o que fazem com o meu dinheiro? Este assunto da Wikileaks, cujo director Julian Assange está a ser perseguido (será mesmo??) pelo governo dos EUA por revelar vídeos de soldados americanos a chacinarem pessoas no Iraque, está a servir os interesses dos EUA. Porquê? Porque agora já têm um "motivo" para censurarem a internet.

Aquilo que, desde sempre, os políticos nos têm andado a dizer é que nós não temos maturidade suficiente para saber a verdade. Os nossos inimigos não devem descobrir o que nós lhes queremos fazer. Deve-se manter confidencial o mal que lhes queremos fazer... PAUSA! O QUÊ??

Somos realmente uns idiotas!!

Mas que raio se passa com a sociedade??

Nós temos o direito E O DEVER de saber o que as pessoas que nos representam fazem. Nem que trabalhassem de borla. Se nos representam devem prestar contas. De TUDO. Se não houvesse segredos seria provável que não houvesse guerras.

INFORMAÇÃO = PODER

Toda a informação tecnológica, científica e espiritual  que existe nas mãos de alguns serve para nos escravizar. Somos autênticos carneiros vivendo num clima de medo permanente - medo de não conseguir pagar as prestações da casa, medo do que os outros vão pensar de nós, medo de ir para o inferno, medo dos terroristas, medo do aquecimento global que nos deu a década mais fria desde o princípio do século, etc, etc.

Abram a pestana! Investiguem o que se passa à vossa volta!


E que os Jogos se iniciem! - Diria o Nero.


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Ha coisas fantasticas!

Verdade! Elas existem! Nem tudo e negro...

Hoje fui parado na rua a caminho de casa por uma senhora que dizia ter 75 anos.
Ela ia comprar uns "fags" e parou-me para me perguntar de onde eu era.
Ao responder que era portugues, ela retorquiu que alguns dos melhores amigos que teve eram portugueses.
E engracado aquilo que nos pode encher de orgulho!
Fez referencia a segunda grande guerra dizendo que nos eramos "very staunch".
Isto enche-nos de orgulho ao mesmo tempo que nos enche os olhos de lagrimas. Por uma capacidade de um povo que perdeu o norte. Que se rendeu ao consumismo. Que nao e capaz de parar alguem no meio da rua e meter conversa.
Uma das coisas de que me convenci durante anos, foi que os portugueses eram um povo caloroso.
Engano tremendo.
Nos, tugas da europa, somos um povo frio. Frio para com os outros tugas.
E preciso uma senhora de uma indole inabalavel para nos voltar a centrar de  novo naquilo que foi, outrora, uma das nossas maiores qualidades.
Gosto do Reino Unido. Desta cidade de Londres onde continuamente sou surpreendido. Nao pela majestade da cidade que e simplesmente de "tirar o ar". Mas das pessoas que aqui habitam que nos pedem desculpas se nos dao com uma cotovelada no metro ou se nos incomodam por qualquer razao.
E bom saber que ainda exite quem se preocupe com os outros.
Sao quase 5 da manha e estou aqui a transcrever uma parte infima do episodio que vivi porque tinha medo que, depois de descansar, a transmissao nao seria a mesma.
E posso dizer, depois de rever este pequenpo texto, que nada, nada mesmo, podera transmitir este sentimento de puro extase que sinto neste momento.
Fui abordado, no meio da rua, por uma senhora de 75 anos, que so queria um pouco de conversa!
Fantastico. Uma cidade tao cosmopolita como e Londres, onde uma senhora aborda um homem para ter uma conversa circunstancial. So faltava o chazinho!!
Estou feliz. E vou dormir descansado sabendo que esta senhora me transmitiu o que ha de mais importante na vida:

Nao interessas o que nos acontece na vida, a atitude com que a encaramos e que conta!!!!!


Hoje os Jogos nao se iniciam! Que me desculpe o Nero!!!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Sera possivel?

Sera possivel acreditar num futuro prospero?
Sera possivel acreditar que haja uma uniao de vontades comuns e nao individuais?
Sera possivel esperar que o povo portugues perceba que o seu sacrificio podera ser benefico para o futuro?
Sera possivel acabar com a pobreza? Fisica e de espirito?

Sim!

Ha dias discutia com um jovem a compra de objectos de fonte duvidosa.
Ele insistia que de outra forma nao conseguiria comprar o que queria.
Eu retorqui que consegueria se tivesse um pouco de paciencia e esperasse 2 ou 3 anos para que o preco baixasse.
Riu-se.
Eu perguntei-lhe:
"Se ninguem comprasse o que nao tivesse proveniencia certa, achas que alguem roubava? Nao gostarias de poder sair de casa e deixar a porta entreaberta sabendo que quando voltasses as tuas coisas ainda la estariam?"
Resposta tipica:
"Claro que sim! Mas se eu nao comprar outro compra!"

A moral da historia e a que a minha mae ja me dizia quando eu era pequenino:

"As boas accoes comecam em casa!"

Se estivermos a espera que o outro aja correctamente para nos fazermos o mesmo, nunca acontecera.

Eu acredito que o quiosque dinamarques que a minha mulher viu ha 3 ou 4 anos atras e que ja referenciei aqui num post, e possivel!


E que os Jogos se iniciem! - Diria o Nero.

domingo, 31 de outubro de 2010

Responsabilidade?

Tenho me abstido de fazer um post sobre toda esta novela do OGE. Fiz alguns comentarios noutros blogues que acompanho. Acima de tudo estava a espera do desenlace final.

Independentemente das ideologias politicas que cada um professa, devera tentar ser o mais isento possivel na analise da situacao. E dificil sabermos tudo o que se passa pois as jogadas de bastidores sao imensas.
MAS!
Nao sejamos ingenuos.
Para que me entendam melhor, eu nao partilho de nenhuma das ideologias vigentes no espectro politico actual.
Sou mais proximo da social-democracia porque penso que sera, na sociedade moldada da forma que esta, a mais justa.

Dito isto.

Eu nao sou apoiante de Pedro Passos Coelho. Mas tambem nao o desapoio.

Quando me deparo com situacoes como a novela que atravessamos, eu costumo fazer aquilo que a maioria das pessoas deveria fazer: parar para pensar. Mas! Parar para pensar nao e suficiente. Ha que ter o objectivo da analise em mente. E aqui e onde acho que a maioria dos politicos e media falham.

O interesse da populacao que representam deveria obrigar os politicos a agirem nos melhores interesses desta e nao nos potenciais ganhos politicos. E na maioria das vezes, isto nao se conjuga.

A politica e uma brincadeira entre politicos, jornalistas, comentadores, sindicalistas, empresarios que estao ligados ao poder pelos negocios que conduzem, seja atraves de lobbies ou de negocios directos com o estado.

Quando temos uma pessoa como o Presidente da Republica, impedida de agir em nome de potenciais perdas numa tentativa de garantir a sua recandidatura...

Ha anos, desde o Eng. Guterres, que a maquina de propaganda do PS e visceral para qualquer politico minimamente honesto. E os media nao estao isentos. Sao parte do problema / esquema.

Eu nao vou tecer aqui opinioes sobre o que acho que Passos Coelho deveria ter feito ou nao.

Mas quando oico dizer que um OE deve ser aprovado porque senao estamos tramados, que e melhor um mau orcamento do que nao ter orcamento, enquanto compreendo a opiniao, nao a aceito.

Um mau orcamento, e um mau orcamento. Nao ha volta a dar.

E se o problema e dos "mercados internacionais" e do facto de nao podermos eleger novo governo durante 1 ano enquanto os candidatos a PR se passeiam e pavoneiam, algo de muito errado se passa com a sociedade em que vivemos.

Que faria se fosse PPC? Teria inviabilizado o PEC2. Nem teria chegado ao OE, provavelmente.
Se o cretino que comanda o governo de Portugal nao quer resolver as coisas, para que passar cheques em branco??

Queres que viabilize o PEC? Entao vem ca conversar. Teria sido a minha resposta. Nao colocaria nunca condicoes previas. Para que?

Com isto resumo a minha posicao:
O PCP, BE e CDS e que tem razao. Eles nao acreditam que a proposta de OGE do PS e boa e entao chubam-na. O PSD acha que e muito mau? Que a chumbe.
Vamos ter crise? Ainda nao a temos? Vai ser pior ainda? E entao?
Eu estou a ser cruel, sem duvida. A quantidade de empresarios que enriqueceram a custa da mao de obra barata e desqualificada neste pais vao perder as suas empresas. A quantidade de pessoas que encheram os seus bolsos a partir de meados da decada de 80 vao perder as suas "poupancas". Vai haver fome na rua. A chamada classe media vai passar a ser classe baixa (como se ainda nao fossem). Vai haver um exodo de pessoas para outros paises. Etc.

Se observarmos a historia da Europa a partir dos anos 30/40, observamos que as pessoas dos paises que passaram pela guerra juntaram-se e arregacaram as mangas, tendo agora os paises mais prosperos e organizados. Faz me lembrar o que aconteceu na Madeira recentemente.

Talvez seja mesmo preciso uma desgraca para que o portuguesinho ultrapasse o seu egoismo e comece a trabalhar em prol da sociedade em que vive, de uma forma abnegada e sabendo que, mesmo que demore, sera recompensado no final.

Responsabilidade? Ou egoismo?


E que os Jogos se iniciem! - Diria o Nero.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Escravidao!

Eu so queria ter uma cabana na orla da floresta. Donde retiraria o meu sustento. Umas armadilhas para cacar uns coelhos. Talvez conseguisse acertar num veadito com uma flecha. Fruta. Poderia plantar umas alfaces no meu jardim.

A cabana seria construida por mim. Num terreno que a Natureza gentilmente me cederia. Nao seria uma cabana de 10 assoalhadas nem a sala teria 50 ou 60 metros quadrados.

Seria uma vida dura de certeza. Mas nao me transtornaria...

Mais me transtorna a ideia de ficar 30 ou 40 anos endividado para poder ter um T1 ou T2. Num terreno que a Natureza nao cedeu a ninguem. Mas que alguem, que teve a sorte de nascer antes de mim, apropriou. Estilo usucapiao.

Eu sei que este malfadado proprietario nasceu umas centenas de anos antes de mim. Mas quem lhe conferiu o direito de se tornar proprietario?

Eu sei que o Estado de um pais seria, por defeito, o proprietario desse terreno. Mas com que direito?

Tambem sei que nao vamos discutir com os coelhos ou os veados se se importam que eu faca uma casa naquele terreno.

Quando foi que nos deixamos enredar neste dilema?
Quem tera sido o primeiro proprietario?
Quem lhe cedeu esse direito?
Porque esse direito sera sucessorio?

Estas perguntas levam-nos a outras...

Nao terei eu iguais direitos de possuir um terreno para construir a minha habitacao que o resto da populacao humana?
Como se pode admitir que alguem tenha duas ou mais habitacoes quando ainda existe quem nao tenha nenhuma?
Porque o filho de um proprietario herda as propriedades dos pais? Que fez ele para o merecer?
Nasceu no seio daquela familia. Teve mais sorte que eu?
Mas o direito nao define a sorte como justificacao das diferencas, pois nao?

Estas interrogacoes sao extremamente chatas. Levam a mais ainda. Poderei eu terminar a ronda das questoes e passar as respostas?

Se a sorte nao e justificacao para a falta de direitos iguais, porque persistimos nos num erro social de tao vasta dimensao?
Quando procuramos "evoluir" socialmente, porque sera que comecamos pelo fim?
Se os conceitos existentes estao incorrectos, sera melhor resolvermos o problema corrigindo-os ou sera melhor comecarmos do 0 e progredirmos a partir dai?
Sera que sou um pobre coitado sem respostas para as minhas questoes?

Sera que algum dia atingiremos um ponto social em que seremos capazes de usar apenas aquilo de que necessitamos?
Sera que esse ponto social sera um ponto de ruptura?
Sera que algum dia seremos liderados por pessoas de bem e com capacidade para perceber as injusticas a que somos sujeitos pelo nascimento inadequado, causado pelo seio familiar, local do globo, cor da pele, etc.?
Sera que as pessoas que nao possuem serao capazes de se sentirem felizes por virem a possuir apenas aquilo de que necessitam?
Sera que serao capazes de se aperceberem, algum dia, do que verdadeiramente necessitam?
Sem inveja, gula, desprezo pelos demais, egoismo e outros adjectivos igualmente agradaveis? (Ja ca faltava o sarcasmo...)

Nao sou comunista. Nao sou socialista. Nao sou social-democrata.
Nao sou monarquico nem republicano.

Sou apenas um pobre coitado sem respostas para as suas interrogacoes...

Oops! Respondi a uma das minhas questoes...

E que os Jogos se iniciem! - Diria o Nero.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Inglaterra

Caros seguidores,

Sois poucos e provavelmente nao sois mesmo seguidores...

A razao desta escrita sem acentos e por motivos de teclado. Mudei-me para o Reino Unido. Para conseguir ter uma vida melhor.

Nao irei comecar um novo blog chamado anti-british. Mas irei usar a minha vivencia aqui para fazer comparacoes.

Por natureza sou uma pessoa insatisfeita. Mais rapidamente encontro os defeitos do que as virtudes. Sou muito critico. Mesmo de mim. Alias, comecei por mim antes de comecar a escrever sobre a merda que encontro.

Para primeira comparacao, fica o sistema bancario. Fiquem contentes, caros compatriotas, por terem em Portugal um sistema bancario que e seguramente dos mais avancados do mundo. Nao que seja mais barato. Nem que eles explorem menos os desgracados com pouco dinheiro. Mas apenas porque na ansia de aumentarem os seus lucros tornaram muito mais facil a todas as pessoas o acesso e manuseamento do sistema.

No RU (Reino Unido para os menos rapidos...), mais propriamente em Londres, ha coisas engracadas que acontecem. Na aparente ansia de se proteger a cidade dos carros poluidores, existem estacionamentos ao qual so quem tem telemovel e cartao do banco tem acesso. E estou a falar da rua. Nao de estacionamentos particulares.

Isto implica que qualquer individuo que tem um carro e quer ir, como e seu direito, ao centro de Londres, tera de ter uma conta bancaria. E como nada nesta vida e de borla, ter uma conta bancaria tem custos.

O meu objectivo ao escrever este exemplo de um pais do primeiro mundo(??), e o de apontar o grande corte na liberdade individual do "estacionador". O estado quer saber onde vive o sujeito que tem a "ousadia" de estacionar na cidade de Londres. Porque nenhum banco abre conta a quem nao tem uma prova de residencia.

Para adicionar a este controlo do individuo, chamo a atencao o famoso CCTV da cidade de Londres. Da proxima vez que tirarem um gorila-bila das fossas nasais, tentem ser discretos e nao espetem o dedo ate ao cerebro. Serao vistos. Por um dos 2 milhoes de operadores de camera que sao necessarios ao controlo dos indigentes e mal feitores que esta cidade maravilhosa e ancestral tem.

Fazer sexo em locais publicos so se a localizacao for muito bem escolhida. Atencao ao arbustro. Pode ter la uma camara de vigilancia...

Afinal,em Portugal nem tudo e mau! Se retirassemos todos os portuguesinhos a comecar pelos Socrates e companhia, talvez ate fosse bom viver ai!!!

E que os Jogos se iniciem! - Diria o Nero.

sábado, 29 de maio de 2010

Ofensivo

Porque é que alguém se ofende quando dizemos uma verdade (para nós!)?

Uma visão desprendida e descomprometida causa verdadeiros abalos...

Eu sei que sou polémico. Eu sei que tenho ideias "radicais".

Eu sei que procur a razão de ser.

Eu sei que ainda não a encontrei.

Eu sei que é provável que jamais a encontrarei.

Perdi 15 a 20 anos a ser "educado".

Perdi outros tantos a tentar implementar a minha "educação" no mundo empresarial.

Mas não me deixei estratificar. Sempre pensei por mim. Influenciado, talvez.

Sinto-me como o basalto. Não me irei transformar em granito porque não tenho tempo. Serei uma pedra dura e preta, formada à pressa pelo contacto com o ar desta sociedade disforme e fria que não me permite explodir...

Não serei eu a começar a revolução. Não acho que mereçam. Mas espero que se consiga lutar contra esta massificação de carneiros que vão pulando alegremente de nenúfar em nenúfar tal qual os hipopótamos do Fantasia....


E que os Jogos se iniciem! - Diria o Nero.

Esquerda vs Direita

Perguntava em 2 outros blogues quais as diferenças entre a Esquerda e Direita.

Enquanto os Rockefeller's deste mundo se sentam refastelados no seu sofá, comandando os seus joysticks do mundo em frente à TV Planeta, o povinho vai alegremente discutindo assuntos "importantes".

Que tipo de política será mais justa? Esquerda ou Direita?

There is no FUCKING DIFFERENCE!!!!!!!!!!!!! (perdoem-me o meu "francês")

É tudo acerca das pessoas e o seu sentido de justiça. Quando se faz política de esquerda ou de direita é sempre contra o oposto. Nunca em prole de todos.

Por muito justos que pensem que estão a ser, é impossível, na forma como a sociedade está estratificada e cimentada que o sejam.

Será preciso uma verdadeira revolução do pensamento para se ir de novo às origens e da verdadeira razão da existência do Homem.

Tenho certeza que não digo nada de original, mas quantos mais se importarem com isto, mais são as probabilidades de se conseguir uma razão de ser do ser humano.

Para isto acontecer, "basta-nos" desprendermos de todos os nossos (pre)conceitos!


E que os Jogos se iniciem! - Diria ao Nero!