Luz ao fundo do túnel!
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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Contas à portuguesa!

Os jornalistas andam feito baratas tontas à volta da intitulada troika. Somos um país tão letrado que vamos buscar palavras aos russos para denominar esses execráveis seres que nos vão salvar. Altruísmo deve ser a palavra de ordem deles.

O facto é que não sabemos quanto nos vão emprestar. Suspeito que nem o Sócrates sabe. Para isso deveríamos saber em que situação estamos. O que me espanta, sinceramente, é que os jornalistas e comentadores, e provavelmente a restante população desta ainda-nação, acham que as negociações devem ser secretas. Eu não consigo entender se a razão é porque assim podem vender mais jornais com manchetes inventadas ou se é porque realmente acreditam que é assim que deve ser.

As contas públicas deveriam ser isso mesmo: PÚBLICAS!!!!!!!!

Eu vivo a ser enganado desde que nasci. E quero deixar de o ser. O estado está ao serviço do povo e não o contrário. Eu sei que sou romântico... mas não consigo entender.

Eu QUERO SABER quanto devo ao exterior e quantos anos terei de pagar.

Eu QUERO SABER onde tem sido aplicado o meu dinheiro desde que comecei a descontar para este buraco sem fundo.

Eu QUERO SABER para onde vai o dinheiro que todos os meses me descontam na factura de electricidade.

Eu QUERO SABER para onde vai o dinheiro que pago a cada seis meses para os esgotos (para além do mensal que é mais do que gasto de água!).

Eu QUERO SABER para onde vai o dinheiro que me descontaram para a SS. No outro dia ouvi que metade dos investimentos feitos na dívida pública eram por parte desta...

Eu QUERO SABER quantas viaturas tem o estado. Até à unidade. Sem margem de erro.

Eu QUERO SABER exactamente quantas empresas públicas existem. Quantas PPP existem. Quantos empregados tem a função pública. Quanto é que se gasta em inúmeras despesas.

Eu QUERO SABER quantas facturas estão na gaveta e que permitem este governo ter superavit. Para depois não ficar com as calças na mão quando se lembrarem de as pagar.

Eu QUERO SABER a verdadeira situação das contas públicas e não quero ouvir mais as repostas dos meus amigos: "Não podemos fazer nada!"

NÓS TEMOS O DIREITO DE SABER!!!!!!

O DINHEIRO É NOSSO!!!!!

FILHOS DA PUTA!

P.S.: Será de bom tom dizer que me contive a escrever esta mensagem. A vontade era de usar um palavrão a cada 2 palavras.

Que Presidente da República é este?

Há dias, o foleiríssimo deputado Lello escreveu no Facebook que o PR havia sido foleiro. Concorde-se com o dito deputado (ou não), a verdade é que a forma escolhida foi de uma enorme foleirice.

Mas o que me revolta enormemente, num país cujo analfabetismo é gritante, é a forma como este PR decide comunicar com o país a que preside. Para quem se diz representante de todos os portugueses, mandar recados pelo Facebook é de uma extrema falta de consideração.

A única forma que teremos de saber o que sua excelência pensa é de entrarmos na página do dito site e juntarmo-nos à pagina facebookeana da Presidência da República. Como os excelsos jornalistas não têm muito que fazer, têm tempo de estar no facebook à espera de novidades. Para depois comentarem apenas as partes que lhes interessam ou que alguém lhes permitiu interessar.

Se o professor de economia, ilustre representante de uma nação moribunda, deseja dizer alguma coisa, faça um discurso, uma conferência de imprensa, seja o que for. Mas apareça com a sua cara (estou certo que os jornalistas atrás mencionados serão enviados pelas suas cadeias televisivas!) e fale para quem o elegeu. E para os demais também. Quer se queira, quer não, a verdade é que ele nos representa.

Este aceno de mão para um Lima qualquer dizendo que publique as suas ideias numa página qualquer, seja do facebook ou outra qualquer, simplesmente não chega.

Mas que PR é este afinal?

terça-feira, 26 de abril de 2011

Voto em branco?

Será que me darei ao trabalho de ir votar?
Tenho vontade de mudar a forma como este país é governado.
Tenho vontade de muitas coisas, é verdade, mas só mudar poderá não ser suficiente.
Não consigo ver que vantagens me trarão qualquer um dos candidatos a Primeiro-Ministro. Consigo ver a vantagem de não voltar a ver o Engº Pinto de Sousa.
O que realmente não consigo aceitar é este sistema partidário que rege o país. E utilizo a palavra reger no seu sentido mais puro. Que são estes partidos para além de dinastias gastas e sem futuro? Irrita-me que queiram que o país tenha o mesmo futuro que os próprios: a mediocridade.
Eu sei que os portugueses, na sua maioria, o merecem. Mas custa-me viver ao lado de gente tão burra, ignorante, egoísta, desinteressada, sem visão... é melhor parar por aqui pois não quero que a mensagem tenha 3 páginas...

Quando falo com pessoas descontentes, a resposta é sempre a mesma: não se pode fazer nada. Assim como nas várias revoluções que aconteceram neste país, a verdade é que se pode fazer alguma coisa. Só é preciso retirar a cabeça do local escuro, entre as pernas.

Eu sei que não quero governar. Não porque não me ache capaz de fazer melhor. Mas porque não me deixariam. Porque teria que alterar completamente o paradigma financeiro e económico. Porque a minha primeira accção seria, provavelmente, mandar o euro àquela parte. Depois mandava a UE para o mesmo sítio escuro onde andam os deputados europeus... ah... mandava também o FMI e todos os credores, também. Que pena que tenho dos "investidores" que não recuperariam o seu dinheiro. Só é pena é o fundo de investimento da Segurança Social... hummm. Estamos mesmo lixados com F.

A vontade de ir lá colocar um manguito em vez de uma cruz é grande. Demorar 30 minutos a votar para que "a malta" que irá votar PS se sinta mal. Ou do PC. Ou do BE. Ou do PP. Ou dos PEV(alguém vota neles??) Ou do PSD... Mas o manguito nunca seria visualizado pelos candidatos a PM...

A esplanada soa-me bem. Mas desde que o idiota do Bastonário dos Advogados (fiel seguidor do Sócrates) disse para a "malta" se abster... que caraças... os votos brancos contam para alguma coisa? Que molho de bróculos...



domingo, 31 de outubro de 2010

Responsabilidade?

Tenho me abstido de fazer um post sobre toda esta novela do OGE. Fiz alguns comentarios noutros blogues que acompanho. Acima de tudo estava a espera do desenlace final.

Independentemente das ideologias politicas que cada um professa, devera tentar ser o mais isento possivel na analise da situacao. E dificil sabermos tudo o que se passa pois as jogadas de bastidores sao imensas.
MAS!
Nao sejamos ingenuos.
Para que me entendam melhor, eu nao partilho de nenhuma das ideologias vigentes no espectro politico actual.
Sou mais proximo da social-democracia porque penso que sera, na sociedade moldada da forma que esta, a mais justa.

Dito isto.

Eu nao sou apoiante de Pedro Passos Coelho. Mas tambem nao o desapoio.

Quando me deparo com situacoes como a novela que atravessamos, eu costumo fazer aquilo que a maioria das pessoas deveria fazer: parar para pensar. Mas! Parar para pensar nao e suficiente. Ha que ter o objectivo da analise em mente. E aqui e onde acho que a maioria dos politicos e media falham.

O interesse da populacao que representam deveria obrigar os politicos a agirem nos melhores interesses desta e nao nos potenciais ganhos politicos. E na maioria das vezes, isto nao se conjuga.

A politica e uma brincadeira entre politicos, jornalistas, comentadores, sindicalistas, empresarios que estao ligados ao poder pelos negocios que conduzem, seja atraves de lobbies ou de negocios directos com o estado.

Quando temos uma pessoa como o Presidente da Republica, impedida de agir em nome de potenciais perdas numa tentativa de garantir a sua recandidatura...

Ha anos, desde o Eng. Guterres, que a maquina de propaganda do PS e visceral para qualquer politico minimamente honesto. E os media nao estao isentos. Sao parte do problema / esquema.

Eu nao vou tecer aqui opinioes sobre o que acho que Passos Coelho deveria ter feito ou nao.

Mas quando oico dizer que um OE deve ser aprovado porque senao estamos tramados, que e melhor um mau orcamento do que nao ter orcamento, enquanto compreendo a opiniao, nao a aceito.

Um mau orcamento, e um mau orcamento. Nao ha volta a dar.

E se o problema e dos "mercados internacionais" e do facto de nao podermos eleger novo governo durante 1 ano enquanto os candidatos a PR se passeiam e pavoneiam, algo de muito errado se passa com a sociedade em que vivemos.

Que faria se fosse PPC? Teria inviabilizado o PEC2. Nem teria chegado ao OE, provavelmente.
Se o cretino que comanda o governo de Portugal nao quer resolver as coisas, para que passar cheques em branco??

Queres que viabilize o PEC? Entao vem ca conversar. Teria sido a minha resposta. Nao colocaria nunca condicoes previas. Para que?

Com isto resumo a minha posicao:
O PCP, BE e CDS e que tem razao. Eles nao acreditam que a proposta de OGE do PS e boa e entao chubam-na. O PSD acha que e muito mau? Que a chumbe.
Vamos ter crise? Ainda nao a temos? Vai ser pior ainda? E entao?
Eu estou a ser cruel, sem duvida. A quantidade de empresarios que enriqueceram a custa da mao de obra barata e desqualificada neste pais vao perder as suas empresas. A quantidade de pessoas que encheram os seus bolsos a partir de meados da decada de 80 vao perder as suas "poupancas". Vai haver fome na rua. A chamada classe media vai passar a ser classe baixa (como se ainda nao fossem). Vai haver um exodo de pessoas para outros paises. Etc.

Se observarmos a historia da Europa a partir dos anos 30/40, observamos que as pessoas dos paises que passaram pela guerra juntaram-se e arregacaram as mangas, tendo agora os paises mais prosperos e organizados. Faz me lembrar o que aconteceu na Madeira recentemente.

Talvez seja mesmo preciso uma desgraca para que o portuguesinho ultrapasse o seu egoismo e comece a trabalhar em prol da sociedade em que vive, de uma forma abnegada e sabendo que, mesmo que demore, sera recompensado no final.

Responsabilidade? Ou egoismo?


E que os Jogos se iniciem! - Diria o Nero.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

TGV

HAHAHA!!!

Vou apanhar o TGV ao Poceirao!!!

Fora de brincadeiras, isto e ridiculo! Nao e? Ja tenho duvidas... Serei eu muito estupido?

Ja nem pergunto se sera feito em bitola iberica ou europeia...

Apesar da minha descendencia semi-inglesa, nasci e fui criado em Portugal. Trabalhei em Portugal quase 20 anos. Custa-me ver que nao ha futuro mais risonho do que o da Grecia...

O povo e sabio? So se for para os politicos. O povo e estupido que nem uma porta, pelos vistos...


E que os jogos se iniciem! - Ri-se o Nero!!


sábado, 29 de maio de 2010

Bagão

Quem quer o Bagão Félix para Primeiro Ministro de Portugal?

Como todos, tem defeitos. Assim de cabeça só me lembro dos factos de ser Benfiquista e Católico.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

FIGO?!?!

Eu gostava muito do Figo. Digo gostava porque já não gosto. Porque neste momento causa-me repulsa.


Não sei muitos pormenores para além do que ouvi nas notícias. Mas é o suficiente para juntar a minha repulsa por este excelente jogador de futebol à já existente pelo sistema judicial português.


Não sabia que o Taguspark era maioritariamente público. Então não tem culpa. É inocente.


Se eu matar o PM vou preso? É que é uma função totalmente pública. Não quero matar o engenhocas. Só o PM...


E que os Jogos se iniciem! - Diria o Nero.

segunda-feira, 15 de março de 2010

"Lei da rolha"?

Sou defensor de direitos iguais para todos.

Sou defensor da live expressão para todos.

Sou defensor da liberdade de fazermos o quisermos com a nossa vida. Desde que para isso não "incomodemos" outros com isso.

MAS!

Também defendo que, para termos TODOS os direitos, também temos que ter uma consciência cívica maximizada. Isto implica, para aqueles com algumas dúvidas ainda, um respeito agregado a uma responsabilidade pelos nossos actos.

Também considero que os outros possam ter uma opinião diferente da minha, por muito que isso me custe às vezes.

Também defendo que os outros possam decidir o que quiserem fazer da sua vida desde que para isso não me incomodem.

Em resumo.

Sou livre de ser militante de um partido. Sou livre de expôr as minhas ideias. E tenho de ser responsável por aquilo que digo ou faço contra o partido do qual faço parte.

Alguém me proibe de deixar de ser militante? Não.

Um exemplo que acho que será bastante fácil de seguir.

Uma pessoa faz parte do concelho de administração de uma empresa. São 10 administradores. 9 votam a favor de uma estratégia. Essa pessoa vota contra. Deve ele agir de modo a prejudicar a estratégia da empresa? Levando a empresa à falência só para provar que os outros não tinham razão?

Eu considero quase ridículo que seja necessário uma regra tão restritiva como a que foi aprovada. Mas isto não é mais do que uma necessidade comprovada de protecção perante acontecimentos recentes. A prova de que era necessária é que foi aprovada.

Temos leis restritivas que ninguém parece lembrar nestas alturas. Podemos ser processados por falar mal em público de alguém. Mas de repente parece que um partido não se pode proteger de militantes cujo único interesse é o de ouvir a sua própria voz.

E o PSD aprovou esta mudança de estatutos que ainda por cima são apenas válidos para os 60 dias antes de um processo eleitoral. Se os militantes descontentes não têm consciência que eles devem estar calados quando não têm nada de construtivo para dizerem numa altura tão sensível, então pontapé no traseiro e vão criar o próprio partido. Qualquer partido tem os seus objectivos. O do PSD é governar. Se alguém dá-se mal com isso então não deve pertencer ao mesmo.

É a minha opinião.

P.S.: Este politicamente correcto que se fala, enoja-me.

E que os Jogos se iniciem! - diria o Nero.

segunda-feira, 8 de março de 2010

PEC?

Algumas coisas apenas.

1 - O competentíssimo MF - aquele que não enganou mas enganou-se! - diz que vai taxar em mais 3% o IRS dos que ganham acima dos 150 mil euros anuais. Quantos são? Em que é que isso se traduz? Puta que o pariu!

3 - A mesma ilustre personalidade diz que vai adiar as linhas de TGV do Lisboa-Porto e Porto-Vigo. Se não havia reflexo de custos nos orçamentos até 2013, que diferença faz? Puta que o pariu!

4 - Vão taxar em 20% as mais valias imobiliárias. Se as escrituras fazem-se ao preço que apetece (não é Sócrates?) não será isto uma forma de fomentar ainda mais evasão fiscal? Ou vão perseguir ainda mais? E a lei das rendas? Não seria mais importante mudar esta lei, fomentando ao mesmo tempo uma verdadeira reabilitação urbana das nossas cidades decadentes? Puta que o pariu!

5 - Vão reduzir as deduções do IRS. Não sobem a taxa mas reduzem os descontos aumentando o tatal pago. Onde está a promessa de não subir os impostos! Puta que o pariu!

6 - O Louçã - esse exímio economista - afirma que é contra a baixa dos ordenados porque é contra o desemprego. Se eu entendi bem (e não entendo!), se não baixarmos os salários criamos emprego? Então vamos aumentar para o dobro! Assim criamos o dobro dos empregos! Brilhante! Obrigado Louçã!!!!
Eu peço desculpas, mas não sou economista. Não tirei o curso, perdoem-me! Mas será que o Louçã tirou, pelo menos, o Curso Técnico de Economia? Puta que o pariu!

Admito que ainda não prestei muita atenção à discussão do PEC, logo, não faço mais comentários sobre o dito. Mais uma vez apresentado na melhor aposta duma virtude típica do  portuguesinhoismo: atrasado! As eleições foram em setembro. Apresentam o OE em fevereiro. O PEC em março. Já lá estão há 5 anos. Não sabiam o que tinham de fazer? De repente lembraram-se que tinham de trabalhar? Não funcionaram as ditas crises artificiais e de repente aperceberam-se que tinham que fingir que governavam... eu entendo... se eu lá estivesse e tivesse feito a merda que eles fizeram, também quereria pôr-me a milhas... Agora têm de fingir que tentam corrigir aquilo que os sacanas dos donos dos bancos andarama a fazer ao mundo. Lixaram Portugal, esse oásis que o melhor PM de sempre tinha colocado no rumo certo. Pelo menos é o que todos os amigos do Sócrates dizem!!

"Porreiro, pá! És o melhor PM de sempre! Ainda está para nascer um gajo que nos consiga encher tanto os bolsos como tu!"


Não faz mal. Há de vir um PM a seguir que nos colocará de novo no rumo certo...


 Farto desta merda de gente. PUTA QUE OS PARIU A TODOS!!!!!


ADENDA:
Correcções a fazer:

Falta o nº2. Não sei o que lhe aconteceu. Acho que aprendi mal a contar quando era miúdo...

No ponto 4 são as mais valias mobiliárias. Estavam a mostrar casas quando falavam disso, Peço desculpa. Mas mantenho o que digo em relação à lei das rendas.

No ponto 5, não reduzem as deduções. Impõe-se um limite máximo do total (a mesma merda dita de outra maneira).

Já disse para eles irem todos para a puta que os pariu?


E que os jogos se iniciem! - diria o Nero.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

SURPRISE! - You're dead!

Depois de assistir à entrevista ao nosso PM (por muito que me custe é meu também, mesmo não tendo votado nele...) estou com um humor negro do tamanho do mundo.

Decidi desenterrar um CD dos Faith No More - Angel Dust. É impressionante como ouvir uma música tão agressiva nos consegue ajudar a libertar a energia negativa.

O título desta mensagem é também o de uma das músicas do álbum.

Não estou interessado em discutir se Sócrates é corrupto ou não. Apenas a (in)competência dele como PM. E se é mentiroso compulsivo ou apenas o faz por ser um incapaz.

Para aqueles que defendem o Sócrates como pessoa determinada e corajosa digo apenas que necessitam de umas lunetas novas. Que permitam a irrigação do cérebro.

Se por um lado afirma que este país está melhor que os demais parceiros europeus porque entrou mais tarde e saíu mais cedo da recessão técnica, por outro lado não diz que o crescimento previsível nos próximos anos será abaixo dos mesmos. Posso, por isso, deduzir que mente por omissão.

Desconhecimento da realidade económica por um PM é incompetência. Ele está lá para gerir o país. Se não sabe, liberte a cadeira para quem sabe. Como ele acha que é o melhor PM que a história de Portugal já viu podemos deduzir que jamais o fará. É tão incompetente que nem disso se apercebe...

Se conhece a realidade, então é mentiroso por omissão. Porque não diz a verdade ao povo português.

Posso também deduzir que é um covarde. Porque tem medo de admitir que afinal se enganou. Parafraseando o seu MF, enganou-se, não enganou. Seja como for, a escolha fica entre incompetente e mentiroso.

Tentou convencer os mais incultos e desinteressados pelo futuro que estamos no rumo certo. Contra todos os analistas e profissionais da economia. Até alguns que o defendiam vêm hoje admitir o estado actual em que estamos.

Já todos sabemos que os estudos para o TGV são por encomenda. Embora nem por encomenda se consiga provar que irá dar lucro, apenas minimiza-se os prejuízos. Para atirar areia para os olhos.

O aeroporto, onde já trabalhei e tenho a plena consciência que é um local difícil de melhorar, pode sê-lo efectivamente e com um custo muito menor que o novo. E há várias maneiras de se poder alterar alguns constrangimentos que, diga-se de passagem são apenas a certas horas de ponta. Não me irei alongar aqui sobre esse tema. Apenas acrescento que é preciso correr com quem não sabe gerir uma empresa e não fazer um novo edifício para se obter uma melhor gestão.

As barragens, meninas dos olhos de Sócrates na sua incursão por um mundo alternativo, que visam reduzir o déficit, afinal irão produzir apenas 3% das necessidades energéticas do país. Mais areia para os olhos...
Entretanto, vão causar muitos danos no ambiente. Ou seja, fazemos barragens para poluirmos menos a natureza que destruimos ao construir-las. Muito sensato. Nem eu seria capaz de ser tão brilhante. Estou boquiaberto...

Não coloco de parte a nossa necessidade de hospitais e ecolas novas - só quem nunca utilizou estes edifícios poderá afirmar de modo diferente.
Mas será que essa é a nossa prioridade em relação à educação e à saúde? Edifícios novos para serem mal geridos? Tipo aeroporto mas em escala mais pequena. Só que muitos grãozinhos de areia fazem um areal...

O que eu não entendo é porque é as pessoas não estão preocupadas. Porque é que é só uma percentagem menor da população? Será porque o Sócrates é um excelente político (alguma qualidade tem que ter!) mas também um português mentiroso? Já estou naquela fase de pedir a um jornalista que desencante a cédula de nascimento do dito cujo para ver se foi aldrabada... será que ele é mesmo português? E se não, em que universidade tirou o português técnico?

A referência do Miguel Sousa Tavares às mortes ao fim de semanas é sintomático da nossa cultura. Com o mesmo tipo de cultura apetece-me dizer que quero morrer numa 2ª Feira. Ao menos ainda aproveito o fim de semana...


E volto assim ao título da mensagem. Um dia acordamos e

SURPRISE! You're dead!


E que os jogos se iniciem! - diría o Nero.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Não tenho nada a ver com isto...

Já tive algumas discussões com pessoas que vivem noutros países. Quando eu me queixo do estado actual em que Portugal se encontra dizem-me que é igual em todo o lado. Não questionando os problemas graves que eles terão, respondo-lhes muitas vezes para trocarem comigo. Venham viver para este oásis, ganhar o que se ganha em Portugal. Troco por um ano. Infelizmente tenho a certeza que ao fim de uma semana estarão de joelhos a pedir-me para regressarem. Que não aguentam.

Os espanhóis queixam-se do desemprego. Coitados. Recebem mais de subsídio que nós de ordenado.

Os Ingleses queixam-se de um jogador de bola infiel. Coitados.

Os americanos devem queixar-se do Obama. Coitados...

Isto é tão mau que nem os terroristas nos querem explodir - "Deixai os portugueses vivos que eles sofrerão mais!". Começo a pensar se o Sócrates não é um alqaedense infiltrado...

Apesar de ter pensado que o Brasil, país com potencial para ser um dos mais poderosos do mundo, estaria sempre pior que nós devido à sua profunda corrupção e uma elite que mantia os pobres num estado de sobrevivência analfabeta, vejo-me neste momento a ter que engolir algumas palavras que já proferi. Em breve teremos hostes de brasileiros a visitar o parente pobre...

A visitar em férias. Não à procura de emprego...

Esta seria a altura em que deveria culpar os meus pais pelo meu estado actual de depressão. Sem entrar em grandes pormenores, poderiam ter emigrado para o Canadá quando os esquerdalhos e afins tomaram conta disto em 1974. Tinham a papelada toda. Ou para o Reino Unido uma vez que a minha mãe é inglesa. Mas o meu pai ama o seu país e a minha mãe apaixonou-se por este cantinho à beira mar plantado...

Nesta altura poderia estar a queixar-me do preço das coisas no Canadá ou do John Terry...

Mas temos coisas boas em Portugal! Temos... e temos... que é que temos mesmo de melhor do que nos outros países? Confesso que neste momento não me ocorre nada. AH! Já sei! Temos o melhor Primeiro Ministro da História Universal! Que luta contra a corja de jornalistas, verdadeiros culpados do estado actual das coisas. Ouvi isto hoje, na SIC notícias - Opinião Pública. Um tele-espectador indignado com o comentador que "se diz jornalista" (palavras do tele-espectador). Que provocou ao dito jornalista do Correio da Manhã a respectiva indignação. Se o tema não fosse o nosso mui prezado PM até que me teria rido...

Mas tenho uma sensação boa no meio disto tudo. Já batemos no fundo. A partir daqui só pode melhorar!

O Diabo (esse jornal fascista!) de amanhã pede a demissão do Sócrates, Noronha e Monteiro. Três em um. Estamos em saldos!!! Hip! Hip! Hurray!

Desculpem-me o tom meio derrotado. Talvez seja da música que estou a ouvir neste momento: LOVE HATE LOVE dos Alice in Chains...

HAHA!

Até parece que foi de propósito. Alice acorrentada! Alice no país das maravilhas. No oásis socretino!
O Sócrates acorrentado pela imprensa... vou ter que reflectir sobre este assunto!

Já chega de Alice! Mudei para os Dream Theater - Scene One: Regression


Juro-vos que estou sóbrio e não usei drogas!


E que os Jogos se iniciem! - diría o Nero.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Só dá mesmo para rir...

Estou revoltado!


Por várias razões.

Em primeiro lugar com o "silêncio" do Cavaco em relação à publicação das escutas. Fuga do sgredo de justiça, é certo, mas está feito. E o que revelam, embora não me surpreenda, é que temos um PM que nem para varrer as ruas serve. Que me perdoem os varredores. Mas diz o Cavaco que Portugal é um estado de direito. Será? Quando um PM tenta acabar com todos os que lhe fazem frente? Que se deve respeitar a lei. Que tal dizer isso ao Presidente do Supremo Tribunal de Justiça. E ao Procurador Geral da República? Que se deve manter o pluralismo na comunicação social. Pois é... mas não com este PM...
Vai continuar concentrado nos problemas da Beira Baixa... sem políticos sérios não se resolvem problemas na Beira Baixa nem em Portugal nem em parte nenhuma. Continua Cavaco! Passeia! Mete a cabecinha na areia e finge que não se passa nada. Cobarde! Até o pobre Sampaio mostrou que tem mais coragem.

Em segundo. Aquele ser tipo arruaceiro que colocaram como Ministro dos Assuntos Parlamentares - Jorge Lacaio. Perdão. Lacão... "O Governo não tem que dar explicações sobre aquilo que não lhe pesa na consciência." Pois, meu caro idiota, por essas e por outras tantas é que temos o país que temos. O Governo tem a obrigação de dar explicações de TUDO o que lhe for pedido. São empregados do povo que os elegeu. Pago com os dinheiros do contribuinte. Esta prepotência do sector político está na origem dos muitos males que afectam o país. Não merecem sequer ter a Nacionalidade Portuguesa!

Terceiro. O PM (desculpem-me mas já não consigo dizer o nome dele sequer), esse monte de merda que nem homem é, diz que não comenta jornalismo de buraco de fechadura. Ele é que devia meter-se num buraco. De vergonha. Embaraçado com a revelação das pérfidas movimentações que tentou implementar. Retirar do caminho tudo e todos que lhe façam frente. Um ser amorfo e sem carácter que engana todos e continua a andar na rua como se nada fosse. Que merda de país e gentinha esta que habita o rectângulo.

É uma infâmia - afirma. Infâmia é o que ele fez e continua a fazer: a degradar a vida de todos os portugueses. Isso sim, Bóstrates, é uma infâmia!! Indecoroso é o que fazes todos os dias ao tentar enganar a população portuguesa com um fim unicamente pessoal.

Degradação da vida pública... Enquanto for PM não haverá vida pública decente.  Espero que caias e batas com a cabeça. E verás que não terás amigos que te ajudem a levantar.

Quarto. Assis. Tive mais esperança em relação a Assis. Diz que estão em causa as instituições públicas. Porquê, caro Assis? Porque o PM de Portugal é o engenhocas. Amigo do Vara. Inimigo público da Bruxa. Aquela que é séria. Aquela que não papa o jornalismo do sistema. Aquela que queria viver num país sério. Assim como eu...
O coitadinho do PM é claro e frontal. A claridade do PM até me ofusca. Ele é cristalino. Está claro que não respeita quem não lhe faz as vontades. Quem tenta interferir com a sua agenda pessoal de poder.
Assis, afasta-te enquanto é tempo ou vais parar ao buraco. Talvez já tenhas o rabo preso também. De outro modo como poderias ser líder da bancada...

Para todos estes deixo as palavraas do Engº Cravinho - "O epicentro da corrupção está na classe política!"

Vide Cavaco! O Cravinho sabe. Pergunte-lhe! Mas é provável que isto não constitua nenhuma surpresa...

A somar a isto tudo temos uma coisa mais "engraçada".

No Expresso da Meia Noite, José Gomes Ferreira, um rapaz ingénuo mas bem intencionado, referiu que se não houver subida de impostos iremos à bancarrota em 2013 quando as despesas das PPP começarem a entrar nas contas do orçamento. Mesmo com o travão que se colocou nas novas obras que este mui competente governo queria fazer. Para ajudar os da sua láia. Uma cambada de bostas secas. Perdoem-me mas já deixei de conseguir manter a boa educação. É preciso renegociá-las, diz o Gomes Ferreira. Ingénuo. Suspendam-se pura e simplesmente. Custos de quebra de contrato? Vão para a PUTA QUE OS PARIU. Haja alguém que negoceie com esses sacanas para reiniciarem as obras em 2020 ou coisa parecida. Com um pouco de sorte já foram à falência e teremos políticos sérios e honestos nessa altura.

Enquanto o Gomes Ferreira revelava esta informação que lhe tinha sido dada por um secretário de estado qualquer (já não me lembro exactamente quem foi) o Ricardo Costa disse que tinha esperança que as agências de rating não os estivessem a ouvir. Riam-se todos à gargalhada. Acho que foi uma daquelas reacções estúpidas que temos. Como quando vamos a um funeral e só nos lembramos de coisas para rir. Um mecanismo de defesa. Espero que sim...

E para terminar o programa diz uma frase que realmente retrata o buraco em que estamos:

"E se o país nao acabar estaremos cá dentro de uma semana."


E que os jogos se iniciem! - diría o Nero.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A crise...

Estava a ouvir um daqueles foruns da TV sobre o orçamento que ainda não foi apresentado.

A pergunta era:

Que expectativas tem?

Para já, e no seguimento de opiniões que já aqui expus, os média trabalham, em geral, muito mal. Ou muito bem se se apoiar uma teoria da conspiração (não é assim tão pouco provável!) e estão a adormecer o povozinho.

Como é que se pode falar sobre algo que não se conhece? Nesse aspecto também critico os líderes da oposição e respectivo lastro, que já disseram que se vão abster.

Mas o que importa salientar, é que TODOS!  (excepto os atrasados mentais que povoam esta bela terra entre a fronteira espanhola e o oceano Atlântico, comumente apelidados de E.T.'s) sabem que vivemos em crise desde os anos 70.

Todos os grandes momentos de crescimento macro-económicos passaram-nos ao lado. Nem o crescimento durante os 10 anos de Cavaquismo traduzem um verdadeiro crescimento do país. O fartar vilanagem que que foi com os dinheiros europeus até dá dó. Excepto a aqueles que  o meteram ao bolso.

                                           - Desabafo -

Uma pausa aqui para comentar a sindicalista a falar nas notícias. UMA VERGONHA?! Não dar aumentos aos coitadinhos dos funcionários públicos é uma vergonha? Não são os culpados do estado do país?! Não digo que são os únicos. Mas também são! Se acharmos que 25% de produtividade não é ter culpa do estado de coisas, então o que é? Se considerarmos que ganham acima da média, têm mais regalias, pouco fazem e são demais para o que há a fazer, como poderemos levar esta bosta com pernas que se intitula de sindicalista a sério? Vai mazé trabalhar!!!!

                                       - Fim de desabafo -

Tivemos oportunidades excelentes para melhorar este país e o que é que aconteceu? Enriqueceram alguns e o resto está pior. O índice de pobreza não diminuíu desde a dos cravos (aquela que trouxe liberdade para mudarem as moscas!) e até se agravou: que outra maneira de analisar o endividamento público (e privado).

Todos os dias cada português deve mais cerca de € 0,50 (um café, eu sei...) ao exterior. Se fosse para melhorar a nossa vida eu diria que concordo. Mas para os espanhóis virem para a praia da Costa da Caparica? Estou-me a borrifar para os espanhóis (e eles para mim, mas isso não interessa agora...). Que dívida temos nós para com os espanhóis para além de não lhes agradecermos pescarem nas nossas águas e colocarem os seus produtos subsidiados pelo estado espanhol mais baratos no nosso mercado, causando uma concorrência desleal?

Esta insistência do estimado jornalista em perguntar aos tele-espectadores se a culpa do estado das contas públicas é fruto de crise internacional só me provoca dores de estômago. De tanto rir. Já não basta atirar areia para os olhos. São verdadeiros menires que são atirados ao alvo que temos bem no meio da testa... ou então são verdadeiras antas que, do alto dos seus bons ordenados, pura e simplesmente sabem ainda menos do que se passa neste país. Já estou a imaginar, daqui a um milénio ou dois, um Stonehenge ali para os lados de Carnaxide (e 5 de Outubro e Pêro Pinheiro) e uns humanos a falar um português acordado ortograficamente, a tentarem perceber que magia ali se fazia... mal saberão eles que ali se descobriu a crise do país que permitiu ao Socas entrar na história como o melhor PM de sempre com o défice mais baixo de sempre... Que a crise nunca existiu em Portugal desde o 25 de Abril até meados do ano de 2008 provocada pelos Madoff e Lehman Brothers. "Sacanas dos Judeus " - pensarão os nossos descendentes...


E que os jogos se iniciem! - diría o Nero.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Como eu defendo que se deve agir!

Não se pode encarar uma mudança radical que provoque um sério progresso do país sem que haja um período, durante o qual, haja vários prejudicados.
Em primeiro lugar, temos uma constituição baseada em conceitos socialistas marxistas. Ele viveu no sec XIX. Estamos no sec. XXI. Durante estes quase 200 anos houve mudanças tremendas no modo como a economia se comporta. Houve muitas teorias desde então, umas boas e outras nem por isso.
Nenhum país pode progredir estando refém de uma ideologia, seja ela qual for. Uma constituição deve reflectir noções básicas de defesa dos direitos das pessoas e de um estado soberano. Não pode proibir a liberdade de um povo, através dos seus políticos ou outros, de praticar mudanças que permitam a adaptação aos novos tempos. Uma constituição demasiado protectora reflecte, como não poderia deixar de o ser, um país estático, acorrentado, sem margem de manobra, por muito grande que seja a vontade de mudar.
Há algumas sectores, que já mencionei anteriormente, que são fundamentais para um progresso menor ou maior de um país.
A Justiça. Sem uma justiça célere, de acesso a todos, não é possível haver desenvolvimento. Não haverá quem queira investir neste país enquanto não se reformar o sector da justiça de alto a baixo. E não se trata de fazer novas leis. Temos leis em ambundância, como tem sido referido por muitos juristas. Algumas más e, pelo que tive oportunidade de ler, custaram ao estado mais de 7,5 mil milhões de euros de prejuízo. E o pior não são estas. Mas a proliferação de leis que obriga um juiz a lidar de maneira diferente com o mesmo processo, uma vez que demoram anos a serem julgados. Os meios de investigação foram declarados pelos especialistas como sendo manifestamente curtos. Uma análise a uma prova pode demorar cerca de 2 anos. E sem esta análise um processo fica pendente. Não é admissível que isto aconteça. Muitas outras medidas são necessárias, mas não há sistema mais opaco em Portugal do que o de justiça.
Outro ponto fundamental para um progresso rápido: uma reforma do código laboral séria. Não a que houve. Que foi uma palhaçada. Defendo um sistema semelhante ao EUA, onde o despedimento de um funcionário é uma coisa simples. Tenho consciência que a mentalidade das pessoas neste portugalzinho precisa de mudar para que isto resulte. Apliquem a medida e, embora levará alguns anos, teremos um sector produtivo que reflectirá verdadeiramente a palavra que o denomina: produtivo. Os empregados perceberão que se não forem mais produtivos serão despedidos. O patrão perceberá que se não pagar mais ao funcionário terá dificuldade em segurar um bom trabalhador. Levaria alguns anos mas seria inevitável. E a tão propalada defesa contra a precariedade por parte dos sectores de esquerda irá por água abaixo. Nenhuma gerência de uma empresa quer trabalhadores nos seus quadros que possa criar problemas no futuro, quando em crise terão que dispensá-los. E, algo que já observei nas empresas por onde já passei, o portuguesinho trabalha mais quando não está nos quadros e encosta-se assim que entra. Isso deixará de acontecer se souber que já poderá ser despedido. E o patrão, como já há muitos, perceberá que se não premiar os sues funcionários não terá um produto concorrencional, pois os seus funcionários serão piores que a respectiva concorrência.
O estado também tem que reformar o seu sector produtivo. Não podemos continuar a sustentar com os nossos impostos cerca de 2 terços da população. Temos cerca de 4 milhões de empregados no sector privado (não tenho certeza do número mas não estará muito longe da realidade) que trabalham para sustentar cerca de 700 mil funcionários públicos, 2 milhões de reformados e pensionistas (cuja tendência é aumentar) e outros tantos subsídio dependentes. A função pública têm um índice de produtividade da ordem dos 25% segundo as últimas estatísticas. Isto quer dizer que se reduzíssemos em 3/4 a função pública, teríamos uma produção igual. Em outras palavras: pagamos para cerca de meio milhão de pessoas não fazerem nada. E pagamos ordenados acima da média do sector privado que são quem os sustenta. Claro que esta analogia aritmética não se pode transportar para a realidade mas define onde está um dos grandes problemas da nossa economia. É necessário despedir as pessoas que estão a mais, reestructurando o sector público. Serão um ónus terrível para a segurança social nos primeiros anos e uma mancha negra nos números do desemprego, mas é inevitável. Não podemos esperar que todos os que estão a mais se reformem. Não temos tempo. Não defendo que sejam todos despedidos de uma vez só. Têm de ser todos devidamente formados, os que ficam e os que saiem, aumentado as suas capacidades produtivas. Ao se mudar a constituição, que irá permitir o despedimento no sector público, os que ficarem perceberão que se não forem sérios perderão o seu posto de trabalho. E a produtividade irá aumentar para valores muito mais aceitáveis.
Mas não considero que a função pública é a culpada isolada do estado do país.
Temos a corrupção. Que uma justiça reformada de uma forma séria será capaz de combater.
Temos o desperdício de dinheiros gastos em obras públicas que não trazem ganhos para o país quando as verdadeiramente necessárias são deixadas no papel. Porque se paga para fazer os estudos e projectos. E como não há dinheiro para as executar, quando há e se avança, passados alguns anos, ou fazem-se novos estudos/projectos ou aplicam-se os já fora de prazo que provocam as célebres derrapagens. Não é só a corrupção. É a incompetência que também ajuda nestas.
Temos uma burocracia interminável. Na tentativa de protecção à corrupção, o estado cria burocracia que a aumenta, sem contar, obviamente, com a demora que isto provoca num sector privado. E tempo é dinheiro.
Não há regulação séria dos diferentes setores de actividade.
Não se pode admitir que aumentem o custo da electricidade para a EDP fazer investimentos astronómicos nos EUA e Brasil e outros países, quando o retorno não é para nosso benefício.  Durante esta crise, houve os maiores resultados líquidos de sempre de algumas empresas públicas. É simplesmente inaceitável.
Não se pode admitir que se pague uma televisão/rádio pública que esteja em concorrência directa com as estações privadas. Se se quer um serviço público, com programs didácticos e culturais de qualidade, não se pode admitir telenovelas brasileiras e venezuelanas nessa estação. Nem concursos de gosto duvidável. Deixe-se para as estações privadas.
Não se pode admitir que uma ANA aeroportos seja 100% titular duma empresa de serviços aeroportuários, que faz concorrência desleal com a única outra empresa que é permitida nesse espaço, nomeadamente a antiga TAP, provocando prejuízos de milhões de euros. No caso da Portway, os prejuízos são (en)cobertos pela ANA. No caso da Groundforce/TAP, são prejuízo. Ninguém ganha aqui. Só os administradores que, por qualquer razão, não deixam de receber os seus prémios.
Existem muitas outras situações semelhantes neste rectangulozinho à beirazinha mar plantadozinho.
Nem vou mencionar a educação que, apesar de ser um dos principais problemas, levará muitos anos a mostrar resultados. Não se pode adiar a reforma necessária. Mas também não vai resolver o desenvolvimento absolutamente necessário a este país nos próximos anos. Mas quanto mais adiarmos essa reforma mais tarde seremos um país que poderá lutar por um lugar ao sol com os países mais avançados e alguns em vias de desenvolvimento.
Muito mais poderia ser dito, mas façam-se estas pelo menos. Haja coragem. Não são populares. Mas acredito plenamente que se alguém fizesse um program de governo para os próximos anos, explicando ao país quais seriam as condições para todos ao fim desse tempo, haveria disposição para os sacrifícios necessários.

Haja coragem!



E que os jogos se iniciem! - diría o Nero.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Jornalismo à portuguesinho!

Acabou a entrevista a Pedro Passos Coelho. Estava muito curioso para saber quais as soluções que ele tem em mente para mudar o rumo do país. Continuo muito curioso. Nada! Zero! Não foi feita uma única pergunta sobre os projectos que ele tem para o país. Nem umazinha...

Com todos os tropeções nos erres da muitíssima conceituada Judite de Sousa, as perguntas foram todas à volta do PSD e das suas tricas. TODAS!

É assim o jornalismo que temos. Tudo o que interessa a estes miseráveis seres humanos é a faca na liga.

Porquê?

Não posso aceitar que as pessoas sejam assim tão mesquinhas. Pelo menos as colocadas em lugares de destaque. Como a jornalistazeca que acabei de ver em "acção".
Será que ela não tem a mínima curiosidade em saber o que um potencial futuro PM de Portugal quer fazer para mudar o país? As contas pelo menos, que a mentalidade levará algumas dezenas de anos. Se não for séculos... Eu sei que ela não padece dos mesmos problemas que o comum dos mortais. Mas como jornalista deveria ser uma defensora da verdade e do interesse público.

Porquê??

Será que ela sofre de um atraso mental não observável fisicamente, que a inibe de pensar nas razões pelas quais ela tem um emprego onde ganha mais que o PR (muito mais),  pago pelos contribuintes directa e indirectamente (publicidade -> produtos  e serviços -> Tuga Comprador)?

Será que ela é muito inteligente e consegue compreender aquilo que eu não consigo?

Será que ela é tão boa naquilo que faz, que os verdadeiros donos da estação (o estado português) mandatou-a para não levantar a lebre e manter a conversa no supérfulo?

Será que o Seabra (não sei se prefere o PPC ou a MFL) pediu-lhe para tentar com que o PPC fosse visto como pertencendo à troupe dos desestabilizadores da pátria? Razão fulcral na derrota do PSD nas legislativas? Da senhora muito honesta e séria (não há ironia aqui) que só  dispara para os pés?

Eu queguia muito sabeg. O que o PPC tem paga nos ofegueceg. Não o que a lambisgóia de cabelo pintado queguia.

Mas que porra! Ou melhor. Mas que pogga!!!



E que os jogos se iniciem! - diría o Nero.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Média & Catástrofes

Nesta hora de pesar e luto pelos haitianos, decidi ser polémico.


Não vejo as notícias sobre o sismo. Não quero saber quantos morreram, nem quantos estão sem comida e muito menos quem ajudou.


Vi algumas notícias do dia em que aconteceu. Bastou-me. E ainda não havia muitas imagens. O que eu agradeço.


Agradeço porque não sou mórbido. Agradeço porque tenho mais com que preocupar-me. Sou solidário em espírito mas não na forma. Não converso sobre isso e quando leio no café desligo-me das massas de informação em forma de conversa regurgitada pela maioria das pessoas que rodeiam-me.


Este sentimento inóquo, que faz-me lembrar as carpideiras, é intolerável para mim.


Encontro algumas respostas para esta situação abominável de desprezo pela vida humana. Porque é de desprezo que se trata e não de um sentimento nobre. Este uso pelos media do sentimento de dó é rasca. Este proliferar de conversas sobre quantos morreram é tão absurdo quanto ridículo.


Eu não choro quando alguém que eu não conheço morre. Não me diz nada. Deixo as penas para as galinhas que também não sentem a morte de 1 a 500000000000000000000000 mortos (ainda não sei em que estação acreditar). Pena que os responsáveis pela divulgação destes números tenham chumbado a matemática. Vou mais longe e digo às pessoas que me falam sobre o tema que foi Deus na tentaiva de equilibrar a Natureza. Também não me importo com o que ficam a pensar de mim. Se eu lhes dissesse o que penso da maioria deles...


E quem é que agradece a Deus por estas catástrofes? Que vil pecador em pensamento? Quem tem algo a ganhar com isso.


A inexperiente repórter que vai de "viajem" para o Haití. A estação que a mandou que vai mostrar as imagens sem ter que as comprar à concorrência. A estação que comprou à concorrência para ver se consegue um melhor share de audiências (a palavra share é bem empregue aqui!). As empresas de publicidade e suas clientes que têm nestas alturas catastróficas uma possibilidade maior de venderem os seus serviços e produtos.. Os políticos que aproveitam estas "desgraças" para falarem ao seu povo: "Vejam como nós somos bons e até ajudamos aqueles que deixamos morrer de fome hà décadas!". "Pena que não tenham morrido mais...", pensarão alguns desses políticos quando olham para os seus orçamentos. Mas depois encolhem os ombros: "O dinheiro nem é meu! Que se lixe!"


E enquanto a maioria vive embasbacada diante do ecrã, os controladores da mente humana esfregam as mãos. Quanto mais toxinas acumularem nas mentes do rebanho menos ovelhas ronhosas haverá. Menos luta.


Menos capacidade para lutarem. Contra um sistema liderado por pessoas na sua maioria sem escrúpulos. Que pisam diariamente os direitos daqueles que os alimentam e ainda se riem da pobre letargia do seu rebanho.


Vis pecadores. Só tenho pena de não acreditar no Inferno...


E que os jogos se iniciem! - diría o Nero.