Quem quer o Bagão Félix para Primeiro Ministro de Portugal?
Como todos, tem defeitos. Assim de cabeça só me lembro dos factos de ser Benfiquista e Católico.
Luz ao fundo do túnel!
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sábado, 29 de maio de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
FIGO?!?!
Eu gostava muito do Figo. Digo gostava porque já não gosto. Porque neste momento causa-me repulsa.
Não sei muitos pormenores para além do que ouvi nas notícias. Mas é o suficiente para juntar a minha repulsa por este excelente jogador de futebol à já existente pelo sistema judicial português.
Não sabia que o Taguspark era maioritariamente público. Então não tem culpa. É inocente.
Se eu matar o PM vou preso? É que é uma função totalmente pública. Não quero matar o engenhocas. Só o PM...
E que os Jogos se iniciem! - Diria o Nero.
Não sei muitos pormenores para além do que ouvi nas notícias. Mas é o suficiente para juntar a minha repulsa por este excelente jogador de futebol à já existente pelo sistema judicial português.
Não sabia que o Taguspark era maioritariamente público. Então não tem culpa. É inocente.
Se eu matar o PM vou preso? É que é uma função totalmente pública. Não quero matar o engenhocas. Só o PM...
E que os Jogos se iniciem! - Diria o Nero.
sábado, 27 de março de 2010
Para onde vamos?
Gosto muito do Bagão Félix.
É integro. Inteligente. Patriota.
Uma das coisas que ele disse hoje no Plano Inclinado foi que, para além da dívida pública conhecida, se adicionássemos toda a dívida com a previdência futura já comprometida, teríamos uma dívida pública real de perto de 300%.
Esta realidade é aterradora. É fruto de opções teóricas Marxistas. Socialistas. Não é só em Portugal. É na Europa toda com excepção do Reino Unido. Os 200% de dívida referentes à previdência, são cerca de 70% para os Britânicos.
No Reino Unido, um jovem sai de casa aos 18 anos no máximo - pelo menos era assim no tempo da minha mãe. Os pais cumpriam a sua obrigação ao dar guarida e educação até à maioridade. Para aqueles que ainda têm algumas dúvidas, a maioridade implica total responsabilidade pelos próprios actos. Esta acção ajudava as pessoas a perceberem que tinham de se preocupar com o seu futuro. Desde cedo.
Lembro-me de andar na faculdade e ter 2 empregos. De manhã ia às aulas e de tarde trabalhava numa empresa de mailing. Metia cartas dentro de envelopes. À noite trabalhava num bar. Mas vivia em casa dos meus pais. Não havia condições para morar sozinho ou mesmo com amigos. Não havia essa cultura. Ainda não há.
Uma outra pessoa que conheço, virou-se para um segurança de discoteca a dizer que era engenheiro porque não o deixavam entrar... Isso é que era importante! Ser doutor ou engenheiro. Tive vergonha de estar ao lado dele nesse dia...
A culpa é dos nossos pais. Ao quererem o melhor para nós sem incutirem um sentimento de responsabilidade. De permitirem que se viva às suas custas sem se contribuir para as despesas da casa...
Aqueles que nos acusaram de ser rascas foram os culpados. E olham com nostalgia para o passado repetindo aquele princípio de frase - "No meu tempo..."
Agora, tendo atribuído as culpas, pergunto-me - como é que nós podemos esperar um futuro melhor?
Será assim tão difícil perceber que estamos numa situação de merda? Que temos que inverter as nossas prioridades se queremos ainda reformar-nos com algum conforto? Que só poderemos deixar um legado melhor para as gerações vindouras se agirmos agora? Vamos continuar com o epíteto de ser português ao chegarmos atrasados a mais um compromisso? Aquilo que vejo neste momento é que as pessoas baixaram os braços perante este desafio. Andam desorientadas. Sabem que se está mal mas não sabem o que fazer. Não têm capacidade de tomar controlo sobre a sua vida. De quererem ser melhores no que fazem.
Acho que o Medina Carreira, o Henrique Neto, o Bagão Félix e tantos outros acertaram em cheio naquilo que temos de fazer:
Antes de decidirmos como vamos chegar lá, precisamos de saber onde é que esse lá é...
E que os jogos se iniciem! - Diria o Nero.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Não tenho nada a ver com isto...
Já tive algumas discussões com pessoas que vivem noutros países. Quando eu me queixo do estado actual em que Portugal se encontra dizem-me que é igual em todo o lado. Não questionando os problemas graves que eles terão, respondo-lhes muitas vezes para trocarem comigo. Venham viver para este oásis, ganhar o que se ganha em Portugal. Troco por um ano. Infelizmente tenho a certeza que ao fim de uma semana estarão de joelhos a pedir-me para regressarem. Que não aguentam.
Os espanhóis queixam-se do desemprego. Coitados. Recebem mais de subsídio que nós de ordenado.
Os Ingleses queixam-se de um jogador de bola infiel. Coitados.
Os americanos devem queixar-se do Obama. Coitados...
Isto é tão mau que nem os terroristas nos querem explodir - "Deixai os portugueses vivos que eles sofrerão mais!". Começo a pensar se o Sócrates não é um alqaedense infiltrado...
Apesar de ter pensado que o Brasil, país com potencial para ser um dos mais poderosos do mundo, estaria sempre pior que nós devido à sua profunda corrupção e uma elite que mantia os pobres num estado de sobrevivência analfabeta, vejo-me neste momento a ter que engolir algumas palavras que já proferi. Em breve teremos hostes de brasileiros a visitar o parente pobre...
A visitar em férias. Não à procura de emprego...
Esta seria a altura em que deveria culpar os meus pais pelo meu estado actual de depressão. Sem entrar em grandes pormenores, poderiam ter emigrado para o Canadá quando os esquerdalhos e afins tomaram conta disto em 1974. Tinham a papelada toda. Ou para o Reino Unido uma vez que a minha mãe é inglesa. Mas o meu pai ama o seu país e a minha mãe apaixonou-se por este cantinho à beira mar plantado...
Nesta altura poderia estar a queixar-me do preço das coisas no Canadá ou do John Terry...
Mas temos coisas boas em Portugal! Temos... e temos... que é que temos mesmo de melhor do que nos outros países? Confesso que neste momento não me ocorre nada. AH! Já sei! Temos o melhor Primeiro Ministro da História Universal! Que luta contra a corja de jornalistas, verdadeiros culpados do estado actual das coisas. Ouvi isto hoje, na SIC notícias - Opinião Pública. Um tele-espectador indignado com o comentador que "se diz jornalista" (palavras do tele-espectador). Que provocou ao dito jornalista do Correio da Manhã a respectiva indignação. Se o tema não fosse o nosso mui prezado PM até que me teria rido...
Mas tenho uma sensação boa no meio disto tudo. Já batemos no fundo. A partir daqui só pode melhorar!
O Diabo (esse jornal fascista!) de amanhã pede a demissão do Sócrates, Noronha e Monteiro. Três em um. Estamos em saldos!!! Hip! Hip! Hurray!
Desculpem-me o tom meio derrotado. Talvez seja da música que estou a ouvir neste momento: LOVE HATE LOVE dos Alice in Chains...
HAHA!
Até parece que foi de propósito. Alice acorrentada! Alice no país das maravilhas. No oásis socretino!
O Sócrates acorrentado pela imprensa... vou ter que reflectir sobre este assunto!
Já chega de Alice! Mudei para os Dream Theater - Scene One: Regression
Juro-vos que estou sóbrio e não usei drogas!
E que os Jogos se iniciem! - diría o Nero.
Os espanhóis queixam-se do desemprego. Coitados. Recebem mais de subsídio que nós de ordenado.
Os Ingleses queixam-se de um jogador de bola infiel. Coitados.
Os americanos devem queixar-se do Obama. Coitados...
Isto é tão mau que nem os terroristas nos querem explodir - "Deixai os portugueses vivos que eles sofrerão mais!". Começo a pensar se o Sócrates não é um alqaedense infiltrado...
Apesar de ter pensado que o Brasil, país com potencial para ser um dos mais poderosos do mundo, estaria sempre pior que nós devido à sua profunda corrupção e uma elite que mantia os pobres num estado de sobrevivência analfabeta, vejo-me neste momento a ter que engolir algumas palavras que já proferi. Em breve teremos hostes de brasileiros a visitar o parente pobre...
A visitar em férias. Não à procura de emprego...
Esta seria a altura em que deveria culpar os meus pais pelo meu estado actual de depressão. Sem entrar em grandes pormenores, poderiam ter emigrado para o Canadá quando os esquerdalhos e afins tomaram conta disto em 1974. Tinham a papelada toda. Ou para o Reino Unido uma vez que a minha mãe é inglesa. Mas o meu pai ama o seu país e a minha mãe apaixonou-se por este cantinho à beira mar plantado...
Nesta altura poderia estar a queixar-me do preço das coisas no Canadá ou do John Terry...
Mas temos coisas boas em Portugal! Temos... e temos... que é que temos mesmo de melhor do que nos outros países? Confesso que neste momento não me ocorre nada. AH! Já sei! Temos o melhor Primeiro Ministro da História Universal! Que luta contra a corja de jornalistas, verdadeiros culpados do estado actual das coisas. Ouvi isto hoje, na SIC notícias - Opinião Pública. Um tele-espectador indignado com o comentador que "se diz jornalista" (palavras do tele-espectador). Que provocou ao dito jornalista do Correio da Manhã a respectiva indignação. Se o tema não fosse o nosso mui prezado PM até que me teria rido...
Mas tenho uma sensação boa no meio disto tudo. Já batemos no fundo. A partir daqui só pode melhorar!
O Diabo (esse jornal fascista!) de amanhã pede a demissão do Sócrates, Noronha e Monteiro. Três em um. Estamos em saldos!!! Hip! Hip! Hurray!
Desculpem-me o tom meio derrotado. Talvez seja da música que estou a ouvir neste momento: LOVE HATE LOVE dos Alice in Chains...
HAHA!
Até parece que foi de propósito. Alice acorrentada! Alice no país das maravilhas. No oásis socretino!
O Sócrates acorrentado pela imprensa... vou ter que reflectir sobre este assunto!
Já chega de Alice! Mudei para os Dream Theater - Scene One: Regression
Juro-vos que estou sóbrio e não usei drogas!
E que os Jogos se iniciem! - diría o Nero.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Só dá mesmo para rir...
Estou revoltado!
Por várias razões.
Em primeiro lugar com o "silêncio" do Cavaco em relação à publicação das escutas. Fuga do sgredo de justiça, é certo, mas está feito. E o que revelam, embora não me surpreenda, é que temos um PM que nem para varrer as ruas serve. Que me perdoem os varredores. Mas diz o Cavaco que Portugal é um estado de direito. Será? Quando um PM tenta acabar com todos os que lhe fazem frente? Que se deve respeitar a lei. Que tal dizer isso ao Presidente do Supremo Tribunal de Justiça. E ao Procurador Geral da República? Que se deve manter o pluralismo na comunicação social. Pois é... mas não com este PM...
Vai continuar concentrado nos problemas da Beira Baixa... sem políticos sérios não se resolvem problemas na Beira Baixa nem em Portugal nem em parte nenhuma. Continua Cavaco! Passeia! Mete a cabecinha na areia e finge que não se passa nada. Cobarde! Até o pobre Sampaio mostrou que tem mais coragem.
Em segundo. Aquele ser tipo arruaceiro que colocaram como Ministro dos Assuntos Parlamentares - Jorge Lacaio. Perdão. Lacão... "O Governo não tem que dar explicações sobre aquilo que não lhe pesa na consciência." Pois, meu caro idiota, por essas e por outras tantas é que temos o país que temos. O Governo tem a obrigação de dar explicações de TUDO o que lhe for pedido. São empregados do povo que os elegeu. Pago com os dinheiros do contribuinte. Esta prepotência do sector político está na origem dos muitos males que afectam o país. Não merecem sequer ter a Nacionalidade Portuguesa!
Terceiro. O PM (desculpem-me mas já não consigo dizer o nome dele sequer), esse monte de merda que nem homem é, diz que não comenta jornalismo de buraco de fechadura. Ele é que devia meter-se num buraco. De vergonha. Embaraçado com a revelação das pérfidas movimentações que tentou implementar. Retirar do caminho tudo e todos que lhe façam frente. Um ser amorfo e sem carácter que engana todos e continua a andar na rua como se nada fosse. Que merda de país e gentinha esta que habita o rectângulo.
É uma infâmia - afirma. Infâmia é o que ele fez e continua a fazer: a degradar a vida de todos os portugueses. Isso sim, Bóstrates, é uma infâmia!! Indecoroso é o que fazes todos os dias ao tentar enganar a população portuguesa com um fim unicamente pessoal.
Degradação da vida pública... Enquanto for PM não haverá vida pública decente. Espero que caias e batas com a cabeça. E verás que não terás amigos que te ajudem a levantar.
Quarto. Assis. Tive mais esperança em relação a Assis. Diz que estão em causa as instituições públicas. Porquê, caro Assis? Porque o PM de Portugal é o engenhocas. Amigo do Vara. Inimigo público da Bruxa. Aquela que é séria. Aquela que não papa o jornalismo do sistema. Aquela que queria viver num país sério. Assim como eu...
O coitadinho do PM é claro e frontal. A claridade do PM até me ofusca. Ele é cristalino. Está claro que não respeita quem não lhe faz as vontades. Quem tenta interferir com a sua agenda pessoal de poder.
Assis, afasta-te enquanto é tempo ou vais parar ao buraco. Talvez já tenhas o rabo preso também. De outro modo como poderias ser líder da bancada...
Para todos estes deixo as palavraas do Engº Cravinho - "O epicentro da corrupção está na classe política!"
Vide Cavaco! O Cravinho sabe. Pergunte-lhe! Mas é provável que isto não constitua nenhuma surpresa...
A somar a isto tudo temos uma coisa mais "engraçada".
No Expresso da Meia Noite, José Gomes Ferreira, um rapaz ingénuo mas bem intencionado, referiu que se não houver subida de impostos iremos à bancarrota em 2013 quando as despesas das PPP começarem a entrar nas contas do orçamento. Mesmo com o travão que se colocou nas novas obras que este mui competente governo queria fazer. Para ajudar os da sua láia. Uma cambada de bostas secas. Perdoem-me mas já deixei de conseguir manter a boa educação. É preciso renegociá-las, diz o Gomes Ferreira. Ingénuo. Suspendam-se pura e simplesmente. Custos de quebra de contrato? Vão para a PUTA QUE OS PARIU. Haja alguém que negoceie com esses sacanas para reiniciarem as obras em 2020 ou coisa parecida. Com um pouco de sorte já foram à falência e teremos políticos sérios e honestos nessa altura.
Enquanto o Gomes Ferreira revelava esta informação que lhe tinha sido dada por um secretário de estado qualquer (já não me lembro exactamente quem foi) o Ricardo Costa disse que tinha esperança que as agências de rating não os estivessem a ouvir. Riam-se todos à gargalhada. Acho que foi uma daquelas reacções estúpidas que temos. Como quando vamos a um funeral e só nos lembramos de coisas para rir. Um mecanismo de defesa. Espero que sim...
E para terminar o programa diz uma frase que realmente retrata o buraco em que estamos:
"E se o país nao acabar estaremos cá dentro de uma semana."
E que os jogos se iniciem! - diría o Nero.
Por várias razões.
Em primeiro lugar com o "silêncio" do Cavaco em relação à publicação das escutas. Fuga do sgredo de justiça, é certo, mas está feito. E o que revelam, embora não me surpreenda, é que temos um PM que nem para varrer as ruas serve. Que me perdoem os varredores. Mas diz o Cavaco que Portugal é um estado de direito. Será? Quando um PM tenta acabar com todos os que lhe fazem frente? Que se deve respeitar a lei. Que tal dizer isso ao Presidente do Supremo Tribunal de Justiça. E ao Procurador Geral da República? Que se deve manter o pluralismo na comunicação social. Pois é... mas não com este PM...
Vai continuar concentrado nos problemas da Beira Baixa... sem políticos sérios não se resolvem problemas na Beira Baixa nem em Portugal nem em parte nenhuma. Continua Cavaco! Passeia! Mete a cabecinha na areia e finge que não se passa nada. Cobarde! Até o pobre Sampaio mostrou que tem mais coragem.
Em segundo. Aquele ser tipo arruaceiro que colocaram como Ministro dos Assuntos Parlamentares - Jorge Lacaio. Perdão. Lacão... "O Governo não tem que dar explicações sobre aquilo que não lhe pesa na consciência." Pois, meu caro idiota, por essas e por outras tantas é que temos o país que temos. O Governo tem a obrigação de dar explicações de TUDO o que lhe for pedido. São empregados do povo que os elegeu. Pago com os dinheiros do contribuinte. Esta prepotência do sector político está na origem dos muitos males que afectam o país. Não merecem sequer ter a Nacionalidade Portuguesa!
Terceiro. O PM (desculpem-me mas já não consigo dizer o nome dele sequer), esse monte de merda que nem homem é, diz que não comenta jornalismo de buraco de fechadura. Ele é que devia meter-se num buraco. De vergonha. Embaraçado com a revelação das pérfidas movimentações que tentou implementar. Retirar do caminho tudo e todos que lhe façam frente. Um ser amorfo e sem carácter que engana todos e continua a andar na rua como se nada fosse. Que merda de país e gentinha esta que habita o rectângulo.
É uma infâmia - afirma. Infâmia é o que ele fez e continua a fazer: a degradar a vida de todos os portugueses. Isso sim, Bóstrates, é uma infâmia!! Indecoroso é o que fazes todos os dias ao tentar enganar a população portuguesa com um fim unicamente pessoal.
Degradação da vida pública... Enquanto for PM não haverá vida pública decente. Espero que caias e batas com a cabeça. E verás que não terás amigos que te ajudem a levantar.
Quarto. Assis. Tive mais esperança em relação a Assis. Diz que estão em causa as instituições públicas. Porquê, caro Assis? Porque o PM de Portugal é o engenhocas. Amigo do Vara. Inimigo público da Bruxa. Aquela que é séria. Aquela que não papa o jornalismo do sistema. Aquela que queria viver num país sério. Assim como eu...
O coitadinho do PM é claro e frontal. A claridade do PM até me ofusca. Ele é cristalino. Está claro que não respeita quem não lhe faz as vontades. Quem tenta interferir com a sua agenda pessoal de poder.
Assis, afasta-te enquanto é tempo ou vais parar ao buraco. Talvez já tenhas o rabo preso também. De outro modo como poderias ser líder da bancada...
Para todos estes deixo as palavraas do Engº Cravinho - "O epicentro da corrupção está na classe política!"
Vide Cavaco! O Cravinho sabe. Pergunte-lhe! Mas é provável que isto não constitua nenhuma surpresa...
A somar a isto tudo temos uma coisa mais "engraçada".
No Expresso da Meia Noite, José Gomes Ferreira, um rapaz ingénuo mas bem intencionado, referiu que se não houver subida de impostos iremos à bancarrota em 2013 quando as despesas das PPP começarem a entrar nas contas do orçamento. Mesmo com o travão que se colocou nas novas obras que este mui competente governo queria fazer. Para ajudar os da sua láia. Uma cambada de bostas secas. Perdoem-me mas já deixei de conseguir manter a boa educação. É preciso renegociá-las, diz o Gomes Ferreira. Ingénuo. Suspendam-se pura e simplesmente. Custos de quebra de contrato? Vão para a PUTA QUE OS PARIU. Haja alguém que negoceie com esses sacanas para reiniciarem as obras em 2020 ou coisa parecida. Com um pouco de sorte já foram à falência e teremos políticos sérios e honestos nessa altura.
Enquanto o Gomes Ferreira revelava esta informação que lhe tinha sido dada por um secretário de estado qualquer (já não me lembro exactamente quem foi) o Ricardo Costa disse que tinha esperança que as agências de rating não os estivessem a ouvir. Riam-se todos à gargalhada. Acho que foi uma daquelas reacções estúpidas que temos. Como quando vamos a um funeral e só nos lembramos de coisas para rir. Um mecanismo de defesa. Espero que sim...
E para terminar o programa diz uma frase que realmente retrata o buraco em que estamos:
"E se o país nao acabar estaremos cá dentro de uma semana."
E que os jogos se iniciem! - diría o Nero.
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010
A crise...
Estava a ouvir um daqueles foruns da TV sobre o orçamento que ainda não foi apresentado.
A pergunta era:
Que expectativas tem?
Para já, e no seguimento de opiniões que já aqui expus, os média trabalham, em geral, muito mal. Ou muito bem se se apoiar uma teoria da conspiração (não é assim tão pouco provável!) e estão a adormecer o povozinho.
Como é que se pode falar sobre algo que não se conhece? Nesse aspecto também critico os líderes da oposição e respectivo lastro, que já disseram que se vão abster.
Mas o que importa salientar, é que TODOS! (excepto os atrasados mentais que povoam esta bela terra entre a fronteira espanhola e o oceano Atlântico, comumente apelidados de E.T.'s) sabem que vivemos em crise desde os anos 70.
Todos os grandes momentos de crescimento macro-económicos passaram-nos ao lado. Nem o crescimento durante os 10 anos de Cavaquismo traduzem um verdadeiro crescimento do país. O fartar vilanagem que que foi com os dinheiros europeus até dá dó. Excepto a aqueles que o meteram ao bolso.
- Desabafo -
Uma pausa aqui para comentar a sindicalista a falar nas notícias. UMA VERGONHA?! Não dar aumentos aos coitadinhos dos funcionários públicos é uma vergonha? Não são os culpados do estado do país?! Não digo que são os únicos. Mas também são! Se acharmos que 25% de produtividade não é ter culpa do estado de coisas, então o que é? Se considerarmos que ganham acima da média, têm mais regalias, pouco fazem e são demais para o que há a fazer, como poderemos levar esta bosta com pernas que se intitula de sindicalista a sério? Vai mazé trabalhar!!!!
- Fim de desabafo -
Tivemos oportunidades excelentes para melhorar este país e o que é que aconteceu? Enriqueceram alguns e o resto está pior. O índice de pobreza não diminuíu desde a dos cravos (aquela que trouxe liberdade para mudarem as moscas!) e até se agravou: que outra maneira de analisar o endividamento público (e privado).
Todos os dias cada português deve mais cerca de € 0,50 (um café, eu sei...) ao exterior. Se fosse para melhorar a nossa vida eu diria que concordo. Mas para os espanhóis virem para a praia da Costa da Caparica? Estou-me a borrifar para os espanhóis (e eles para mim, mas isso não interessa agora...). Que dívida temos nós para com os espanhóis para além de não lhes agradecermos pescarem nas nossas águas e colocarem os seus produtos subsidiados pelo estado espanhol mais baratos no nosso mercado, causando uma concorrência desleal?
Esta insistência do estimado jornalista em perguntar aos tele-espectadores se a culpa do estado das contas públicas é fruto de crise internacional só me provoca dores de estômago. De tanto rir. Já não basta atirar areia para os olhos. São verdadeiros menires que são atirados ao alvo que temos bem no meio da testa... ou então são verdadeiras antas que, do alto dos seus bons ordenados, pura e simplesmente sabem ainda menos do que se passa neste país. Já estou a imaginar, daqui a um milénio ou dois, um Stonehenge ali para os lados de Carnaxide (e 5 de Outubro e Pêro Pinheiro) e uns humanos a falar um português acordado ortograficamente, a tentarem perceber que magia ali se fazia... mal saberão eles que ali se descobriu a crise do país que permitiu ao Socas entrar na história como o melhor PM de sempre com o défice mais baixo de sempre... Que a crise nunca existiu em Portugal desde o 25 de Abril até meados do ano de 2008 provocada pelos Madoff e Lehman Brothers. "Sacanas dos Judeus " - pensarão os nossos descendentes...
E que os jogos se iniciem! - diría o Nero.
A pergunta era:
Que expectativas tem?
Para já, e no seguimento de opiniões que já aqui expus, os média trabalham, em geral, muito mal. Ou muito bem se se apoiar uma teoria da conspiração (não é assim tão pouco provável!) e estão a adormecer o povozinho.
Como é que se pode falar sobre algo que não se conhece? Nesse aspecto também critico os líderes da oposição e respectivo lastro, que já disseram que se vão abster.
Mas o que importa salientar, é que TODOS! (excepto os atrasados mentais que povoam esta bela terra entre a fronteira espanhola e o oceano Atlântico, comumente apelidados de E.T.'s) sabem que vivemos em crise desde os anos 70.
Todos os grandes momentos de crescimento macro-económicos passaram-nos ao lado. Nem o crescimento durante os 10 anos de Cavaquismo traduzem um verdadeiro crescimento do país. O fartar vilanagem que que foi com os dinheiros europeus até dá dó. Excepto a aqueles que o meteram ao bolso.
- Desabafo -
Uma pausa aqui para comentar a sindicalista a falar nas notícias. UMA VERGONHA?! Não dar aumentos aos coitadinhos dos funcionários públicos é uma vergonha? Não são os culpados do estado do país?! Não digo que são os únicos. Mas também são! Se acharmos que 25% de produtividade não é ter culpa do estado de coisas, então o que é? Se considerarmos que ganham acima da média, têm mais regalias, pouco fazem e são demais para o que há a fazer, como poderemos levar esta bosta com pernas que se intitula de sindicalista a sério? Vai mazé trabalhar!!!!
- Fim de desabafo -
Tivemos oportunidades excelentes para melhorar este país e o que é que aconteceu? Enriqueceram alguns e o resto está pior. O índice de pobreza não diminuíu desde a dos cravos (aquela que trouxe liberdade para mudarem as moscas!) e até se agravou: que outra maneira de analisar o endividamento público (e privado).
Todos os dias cada português deve mais cerca de € 0,50 (um café, eu sei...) ao exterior. Se fosse para melhorar a nossa vida eu diria que concordo. Mas para os espanhóis virem para a praia da Costa da Caparica? Estou-me a borrifar para os espanhóis (e eles para mim, mas isso não interessa agora...). Que dívida temos nós para com os espanhóis para além de não lhes agradecermos pescarem nas nossas águas e colocarem os seus produtos subsidiados pelo estado espanhol mais baratos no nosso mercado, causando uma concorrência desleal?
Esta insistência do estimado jornalista em perguntar aos tele-espectadores se a culpa do estado das contas públicas é fruto de crise internacional só me provoca dores de estômago. De tanto rir. Já não basta atirar areia para os olhos. São verdadeiros menires que são atirados ao alvo que temos bem no meio da testa... ou então são verdadeiras antas que, do alto dos seus bons ordenados, pura e simplesmente sabem ainda menos do que se passa neste país. Já estou a imaginar, daqui a um milénio ou dois, um Stonehenge ali para os lados de Carnaxide (e 5 de Outubro e Pêro Pinheiro) e uns humanos a falar um português acordado ortograficamente, a tentarem perceber que magia ali se fazia... mal saberão eles que ali se descobriu a crise do país que permitiu ao Socas entrar na história como o melhor PM de sempre com o défice mais baixo de sempre... Que a crise nunca existiu em Portugal desde o 25 de Abril até meados do ano de 2008 provocada pelos Madoff e Lehman Brothers. "Sacanas dos Judeus " - pensarão os nossos descendentes...
E que os jogos se iniciem! - diría o Nero.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Crispação
Crispação!
Dei por mim a pensar na falada crispação existente entre o governo e a oposição. Quando penso como seria extremamente fácil apresentar um orçamento para 2010 que o PSD deixasse passar, pergunto-me porque é que o José Sócrates não negoceia. Não conhecendo a agenda do Sócrates pergunto-me porque é que ele quer eleições antecipadas. Se o intuito fosse unicamente permanecer no poder, então negociaria facilmente. A única razão que levaria alguém - como levou o Cavaco Silva - a querer uma maioria absoluta seria o facto de querer fazer algo e não o deixarem. Mas ele ainda não tentou fazer nada! Até o orçamento "redistributivo" foi aprovado...
E aqui lembrei-me de uma coisa: e o que está para trás?
Ponderemos...
Com uma maioria absoluta onde o poder de fiscalização da assembleia da república é uma fantochada, como se provou na legislatura passada, nada se descobre. Aquelas famosas comissões de inquérito foram uma palhaçada (não é só o deputado do PS na comissão da saúde que é um palhaço). Pelo menos o resultado final foi uma brincadeira de gosto no mínimo duvidoso... E uma das razões principais - e sinceramente não o consigo compreender - foi a sonegação de informação pedida ao governo (e ao Banco de Portugal).
E aqui volto à minha recordação - e o que é que está para trás?
Não consigo lembrar-me com exactidão mas acho que houve uma coincidência temporal entre o começo da crispação e dos pedidos do PSD de algumas comissões de inquérito... hmm...
Aqui começo a tremer: mas que raio quererão o Sócrates e o Teixeira dos Santos (alguém de quem eu tive pena quando aceitou ser ministro das finanças) tanto esconder? O que é que levou o Campos e Cunha a demitir-se? À parte a seriedade deste, é claro!
Meus amigos, eu prevejo um futuro muito negro pela frente...
Dei por mim a pensar na falada crispação existente entre o governo e a oposição. Quando penso como seria extremamente fácil apresentar um orçamento para 2010 que o PSD deixasse passar, pergunto-me porque é que o José Sócrates não negoceia. Não conhecendo a agenda do Sócrates pergunto-me porque é que ele quer eleições antecipadas. Se o intuito fosse unicamente permanecer no poder, então negociaria facilmente. A única razão que levaria alguém - como levou o Cavaco Silva - a querer uma maioria absoluta seria o facto de querer fazer algo e não o deixarem. Mas ele ainda não tentou fazer nada! Até o orçamento "redistributivo" foi aprovado...
E aqui lembrei-me de uma coisa: e o que está para trás?
Ponderemos...
Com uma maioria absoluta onde o poder de fiscalização da assembleia da república é uma fantochada, como se provou na legislatura passada, nada se descobre. Aquelas famosas comissões de inquérito foram uma palhaçada (não é só o deputado do PS na comissão da saúde que é um palhaço). Pelo menos o resultado final foi uma brincadeira de gosto no mínimo duvidoso... E uma das razões principais - e sinceramente não o consigo compreender - foi a sonegação de informação pedida ao governo (e ao Banco de Portugal).
E aqui volto à minha recordação - e o que é que está para trás?
Não consigo lembrar-me com exactidão mas acho que houve uma coincidência temporal entre o começo da crispação e dos pedidos do PSD de algumas comissões de inquérito... hmm...
Aqui começo a tremer: mas que raio quererão o Sócrates e o Teixeira dos Santos (alguém de quem eu tive pena quando aceitou ser ministro das finanças) tanto esconder? O que é que levou o Campos e Cunha a demitir-se? À parte a seriedade deste, é claro!
Meus amigos, eu prevejo um futuro muito negro pela frente...
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
A Educação
Pois é! Um tema bué da nice!
O título tem educação com E porque quero abordar as duas vertentes da palavra: a educação no sentido da aprendizagem e no sentido das boas práticas em sociedade.
Em primeiro lugar a educação escolar.
Há quem pense (os nossos estimadíssimos governantes) que basta saber ler. Ia dizer escrever mas nem isso se sabe hoje em dia. Até há uns anos atrás eu considerava-me um péssimo escritor. Um dos meus irmãos gozava-me constantemente por escrever atabalhoadamente. Com muitos erros gramaticais. É verdade que nunca precisei de um verificador ortográfico na escola e nunca tinha erros em ditados. E estou a falar da 1ª classe onde aprendi a ler, escrever sem erros ortográficos, a somar e a subtrair. Tenho certeza que muitas das crianças que estão hoje na 4ª classe não conseguem fazer o mesmo.
Porquê?
Porque não se exige que os alunos aprendam.
Porque se facilita tudo. Quando muitos não conseguem atingir a excelência, baixa-se o padrão da mesma. Trabalha-se para as estatísticas.
Vivemos num país em que o mais importante é o título que colocamos à frente do nome. Este é o verdadeiro objectivo nacional. Mesmo que para isso se baixe os padrões de qualidade e exigência. Banalizando a excelência...
Há títulos que são verdadeiramente merecidos. Um doutorado ou um professor catedrático, etc. São títulos que levam anos de trabalho e com qualidade suficiente para que se possa exigir o direito de ser tratado como tal. O mais engraçado é que normalmente as pessoas que o obtém não fazem questão de o ser.
Existe na nossa sociedadezinha uma subordinação ao título e não à competência individual. Ninguém admite ter um superior hierárquico que não seja engenheiro ou doutor. Por outro lado, o "doutorzeco" tem a mania que tem mais valor só porque o é. Neste aspecto gostaria de chamar a atenção aos países civilizados onde o respeito é merecido, com base nas atitudes e acções de cada um. Só saberei se alguma pessoa a trabalhar nos EUA é licenciado, etc. se lhe perguntar. De outra forma ficarei limitado a saber o seu nome. Cá no Portugalzinho, assim que se termina o curso superior, já se requer que se trate por dr. ou engº. Nos EUA pagam salários conforme a universidade que se frequentou, que grau se atingiu etc.. Mesmo que se continue a desempenhar o mesmo cargo, é dado um aumento ao empregado que tirou um mestrado ou outro grau, simplesmente porque é uma pessoa mais bem preparada e mais apta para ter um desempenho melhor. Claro que isto é contextualizado e nem sempre verdade. Não se paga mais ao empregado de balcão porque terminou o liceu e nem todas as empresas têm capacidade financeira para suportar estes aumentos. Aquelas que realmente são competitivas fazem-no para manter uma pessoa competente e mais bem qualificada porque conhecem a verdadeira essência do que é a produtividade.
De volta ao tema. Já verificaram que ambos os tipos de educação estão interligados (tenho consciência que isto parece uma palestra, mas não é essa a minha intenção).
Embora pareça uma contradição das minhas palavras anteriores, a verdade é que nem sempre a boa educação é "posse" dos mais instruídos. Não é preciso ter um grau universitário para se ser mais bem educado. E aqui está um facto que me faz pensar e tirar algumas conclusões.
A boa educação (moral) está intimamente ligada ao egoísmo. Normalmente, as pessoas mais educadas (escolar) são menos egoístas pois aprendem melhor que existe mundo para além do umbigo. Apreendem melhor o conceito de dar e receber. Claro que é importante a bondade e a generosidade inata. Mas não me interessa focar este aspecto neste momento uma vez que não se educa.
O egoísmo não permite que se admita que existe outra opinião para além da nossa.
Causa a falta de respeito e, em consequência, a má educação.
Esse egoísmo começa em casa. Ao se exigir da criança e premiá-la quando não cumpre. Ao querer que não falte nada à criança retiramos-lhe a necessidade do esforço para obter algo. Aprende que não precisa de dar para receber. Não repeita quem lhe dá pois sabe que irá receber na mesma. Ao não criarmos uma hierarquia criamos uma pessoa que nunca se irá adequar a um local de trabalho onde tem de cumprir os seus deveres impostos por alguém acima. Muitas das vezes alguém com uma educação semelhante que irá desrespeitar os subordinados da mesma forma que foi desrespeitado (uma excepção de "generosidade" excessiva e pela negativa...).
Há uns tempos atrás a minha mulher viajou pela Dinamarca. Encontrou um quiosque a meio do caminho entre duas vilas. Esse quiosque tinha lá dentro legumes e fruta. Tinha uns sacos de plástico, uma balança, uma calculadora e uma outra caixa. A caixa tinha, imagine-se, dinheiro! Era algo semelhante a uma loja de conveniêcia aberta 24H por dia. Sem ninguém! Sem nenhum empregado! Quem precisasse, pesaria o que pretendesse levar, deixaria o dinheiro (havia trocos e tudo!) e iria para casa fornecido. Cá em Portugal até o quiosque desapareceria de certeza. Justiça seja feita: em quase qualquer parte do mundo isto não resulta. Incluindo nos grandes centros dinamarqueses...
Refiro este pequeno exemplo como algo grandioso a que todos, em todo o lado, devemos aspirar.
Se é possível na Dinamaca, porque não é possível aqui?
Tendo consciência e uma quase certeza que jamais será possível em Portugal, mas sei que devo ter isso como objectivo e tentar partilhá-lo com todos!
Só mudaremos algo se o objectivo for grande! Não podemos baixar os braços admitindo derrota. Temos que travar diversas batalhas com objectivos mais pequenos mas sempre com o objectivo maior de ganhar a guerra!
Para quem lê este blogue e leu as minhas mensagens anteriores pejadas de pessimismo, deixo-vos aqui umas palavras optimistas: é possível mudar!!!
O título tem educação com E porque quero abordar as duas vertentes da palavra: a educação no sentido da aprendizagem e no sentido das boas práticas em sociedade.
Em primeiro lugar a educação escolar.
Há quem pense (os nossos estimadíssimos governantes) que basta saber ler. Ia dizer escrever mas nem isso se sabe hoje em dia. Até há uns anos atrás eu considerava-me um péssimo escritor. Um dos meus irmãos gozava-me constantemente por escrever atabalhoadamente. Com muitos erros gramaticais. É verdade que nunca precisei de um verificador ortográfico na escola e nunca tinha erros em ditados. E estou a falar da 1ª classe onde aprendi a ler, escrever sem erros ortográficos, a somar e a subtrair. Tenho certeza que muitas das crianças que estão hoje na 4ª classe não conseguem fazer o mesmo.
Porquê?
Porque não se exige que os alunos aprendam.
Porque se facilita tudo. Quando muitos não conseguem atingir a excelência, baixa-se o padrão da mesma. Trabalha-se para as estatísticas.
Vivemos num país em que o mais importante é o título que colocamos à frente do nome. Este é o verdadeiro objectivo nacional. Mesmo que para isso se baixe os padrões de qualidade e exigência. Banalizando a excelência...
Há títulos que são verdadeiramente merecidos. Um doutorado ou um professor catedrático, etc. São títulos que levam anos de trabalho e com qualidade suficiente para que se possa exigir o direito de ser tratado como tal. O mais engraçado é que normalmente as pessoas que o obtém não fazem questão de o ser.
Existe na nossa sociedadezinha uma subordinação ao título e não à competência individual. Ninguém admite ter um superior hierárquico que não seja engenheiro ou doutor. Por outro lado, o "doutorzeco" tem a mania que tem mais valor só porque o é. Neste aspecto gostaria de chamar a atenção aos países civilizados onde o respeito é merecido, com base nas atitudes e acções de cada um. Só saberei se alguma pessoa a trabalhar nos EUA é licenciado, etc. se lhe perguntar. De outra forma ficarei limitado a saber o seu nome. Cá no Portugalzinho, assim que se termina o curso superior, já se requer que se trate por dr. ou engº. Nos EUA pagam salários conforme a universidade que se frequentou, que grau se atingiu etc.. Mesmo que se continue a desempenhar o mesmo cargo, é dado um aumento ao empregado que tirou um mestrado ou outro grau, simplesmente porque é uma pessoa mais bem preparada e mais apta para ter um desempenho melhor. Claro que isto é contextualizado e nem sempre verdade. Não se paga mais ao empregado de balcão porque terminou o liceu e nem todas as empresas têm capacidade financeira para suportar estes aumentos. Aquelas que realmente são competitivas fazem-no para manter uma pessoa competente e mais bem qualificada porque conhecem a verdadeira essência do que é a produtividade.
De volta ao tema. Já verificaram que ambos os tipos de educação estão interligados (tenho consciência que isto parece uma palestra, mas não é essa a minha intenção).
Embora pareça uma contradição das minhas palavras anteriores, a verdade é que nem sempre a boa educação é "posse" dos mais instruídos. Não é preciso ter um grau universitário para se ser mais bem educado. E aqui está um facto que me faz pensar e tirar algumas conclusões.
A boa educação (moral) está intimamente ligada ao egoísmo. Normalmente, as pessoas mais educadas (escolar) são menos egoístas pois aprendem melhor que existe mundo para além do umbigo. Apreendem melhor o conceito de dar e receber. Claro que é importante a bondade e a generosidade inata. Mas não me interessa focar este aspecto neste momento uma vez que não se educa.
O egoísmo não permite que se admita que existe outra opinião para além da nossa.
Causa a falta de respeito e, em consequência, a má educação.
Esse egoísmo começa em casa. Ao se exigir da criança e premiá-la quando não cumpre. Ao querer que não falte nada à criança retiramos-lhe a necessidade do esforço para obter algo. Aprende que não precisa de dar para receber. Não repeita quem lhe dá pois sabe que irá receber na mesma. Ao não criarmos uma hierarquia criamos uma pessoa que nunca se irá adequar a um local de trabalho onde tem de cumprir os seus deveres impostos por alguém acima. Muitas das vezes alguém com uma educação semelhante que irá desrespeitar os subordinados da mesma forma que foi desrespeitado (uma excepção de "generosidade" excessiva e pela negativa...).
Há uns tempos atrás a minha mulher viajou pela Dinamarca. Encontrou um quiosque a meio do caminho entre duas vilas. Esse quiosque tinha lá dentro legumes e fruta. Tinha uns sacos de plástico, uma balança, uma calculadora e uma outra caixa. A caixa tinha, imagine-se, dinheiro! Era algo semelhante a uma loja de conveniêcia aberta 24H por dia. Sem ninguém! Sem nenhum empregado! Quem precisasse, pesaria o que pretendesse levar, deixaria o dinheiro (havia trocos e tudo!) e iria para casa fornecido. Cá em Portugal até o quiosque desapareceria de certeza. Justiça seja feita: em quase qualquer parte do mundo isto não resulta. Incluindo nos grandes centros dinamarqueses...
Refiro este pequeno exemplo como algo grandioso a que todos, em todo o lado, devemos aspirar.
Se é possível na Dinamaca, porque não é possível aqui?
Tendo consciência e uma quase certeza que jamais será possível em Portugal, mas sei que devo ter isso como objectivo e tentar partilhá-lo com todos!
Só mudaremos algo se o objectivo for grande! Não podemos baixar os braços admitindo derrota. Temos que travar diversas batalhas com objectivos mais pequenos mas sempre com o objectivo maior de ganhar a guerra!
Para quem lê este blogue e leu as minhas mensagens anteriores pejadas de pessimismo, deixo-vos aqui umas palavras optimistas: é possível mudar!!!
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Os impostos!
Ah como eu gosto de falar sobre impostos...
Não quero falar sobre a quantidade de impostos a que estamos sujeitos. Toda a gente sabe que são muitos e altos.
Quero falar sobre a atitude que o portuguesinho tem perante os mesmos!
Houve uma pessoa amiga que me disse uma vez que não via razões para pagar os impostos. Eu retorqui que se todos pagássemos, baixavam. E ele respondeu-me: "Ora aí é que estás enganado! Se todos pagássemos então eles (entenda-se o estado) gastavam mais!". E eu calei-me acabando por dar-lhe razão. Isso foi há mais de 10 anos. Hoje em dia acredito novamente em que todos deveriam pagá-los.
Mas porquê?
Porque não podemos aceitar com indiferença que nos assaltem!
Porque temos que saber para onde vai o nosso dinheiro!
Porque temos de ter consciência em quem votamos!
Porque num futuro não muito longínquo vamos ter reformas miseráveis! Nem vão chegar para apanhar o TGV até ao Tarrafal ou outro apeadeiro qualquer que obrigue o comboio a travar assim que deixar a plataforma de embarque.
Temos que obrigar os portuguesinhos que não pagam impostos a pagá-los. E nós temos na nossa mão a possibilidade de o fazer.
Como?
Pedindo facturas e recibos por tudo o que pagamos, por exemplo. Custa-nos mais caro? Provisoriamente. É um investimento a longo prazo mas lucrativo.
Denunciando à polícia ou às finanças/segurança social casos de abuso de subsídios/ordenados por fora que tenhamos conhecimento. Bufo? Chibo? Se se considera um bufo aquele que reclama que o seu dinheiro está a ser roubado, então eu sou um bufo! E chibo também. (Delator é muito difícil de ser entendido por um portuguesinho que estará a ler o blogue errado!)
Uma das conclusões a que cheguei recentemente foi a de que a mentalidade no que toca à fuga aos impostos não está a mudar. Quando ouvimos alguém dizer mal doutro porque este não paga os impostos, não é porque ele acha que está errado. Mas sim porque ele não o consegue fazer também. A razão deste portuguesinhoismo é simples: o egoísmo! Não porque acha que todos devem cumprir as suas obrigações... mas porque ele próprio não o consegue fazer!
Não posso tolerar que alguém com 2 vivendas e viaturas de luxo receba o rendimento de inserção social. Mas em que merda de país é que vivemos!!! E não peço desculpa pelo meu francês. Expressa toda a minha indignação!
Enquanto houver pessoas que trabalham no sector público (pagos por todos) a quem lhes é dito para trabalharem menos para não prejudicar os colegas, como é que poderemos progredir?
Enquanto houver fiscais das finanças que inflacionam despesas de representação e ajudas de custos, como é que podemos exigir seriedade na restante população? Mas que raio!! Eles estão encarregues de encontrar os prevaricadores! Mas com que moral? Os primeiros a colocar atrás das grades são os próprios! E o pior é que estamos a pagar por um serviço a dobrar: pagamos para eles nos enganarem e para enganarem o fiscalizado...
Depois ainda têm o descaramento de exigir as reformas 5 anos mais cedo e a 100% quando o resto da população que lhes paga os ordenados tem de trabalhar durante mais tempo para receber apenas 80%. E não por muito tempo, que a tendência é chegar aos 50% daqui a uns anos como alguns economistas andam a dizer!
Haja seriedade e menos egoísmo! O nosso umbigo não é o mundo!
Depois de conseguirmos que todos paguem devemos obrigar os portuguesinhos que gerem o nosso dinheiro a fazê-lo adequadamente.
Poderiam começar por reduzir o número de deputados. Só peço para metade. Não quero criar um problema de desemprego à nossa classe política! Só em ordenados pouparíamos cerca de 5 milhões de euros com esta redução (115 x 3000 x 14). Sem contar com todas as outras regalias a que têm direito. E se é para gerir mal então que se faça por metade do preço!
Discordo do Prof. Medina Carreira quando diz que não há nenhum político que se aproveite: eu sei que deve de haver pelo menos um. Nem que seja para confirmar a regra!
E que os jogos se iniciem - diria o Nero!
Não quero falar sobre a quantidade de impostos a que estamos sujeitos. Toda a gente sabe que são muitos e altos.
Quero falar sobre a atitude que o portuguesinho tem perante os mesmos!
Houve uma pessoa amiga que me disse uma vez que não via razões para pagar os impostos. Eu retorqui que se todos pagássemos, baixavam. E ele respondeu-me: "Ora aí é que estás enganado! Se todos pagássemos então eles (entenda-se o estado) gastavam mais!". E eu calei-me acabando por dar-lhe razão. Isso foi há mais de 10 anos. Hoje em dia acredito novamente em que todos deveriam pagá-los.
Mas porquê?
Porque não podemos aceitar com indiferença que nos assaltem!
Porque temos que saber para onde vai o nosso dinheiro!
Porque temos de ter consciência em quem votamos!
Porque num futuro não muito longínquo vamos ter reformas miseráveis! Nem vão chegar para apanhar o TGV até ao Tarrafal ou outro apeadeiro qualquer que obrigue o comboio a travar assim que deixar a plataforma de embarque.
Temos que obrigar os portuguesinhos que não pagam impostos a pagá-los. E nós temos na nossa mão a possibilidade de o fazer.
Como?
Pedindo facturas e recibos por tudo o que pagamos, por exemplo. Custa-nos mais caro? Provisoriamente. É um investimento a longo prazo mas lucrativo.
Denunciando à polícia ou às finanças/segurança social casos de abuso de subsídios/ordenados por fora que tenhamos conhecimento. Bufo? Chibo? Se se considera um bufo aquele que reclama que o seu dinheiro está a ser roubado, então eu sou um bufo! E chibo também. (Delator é muito difícil de ser entendido por um portuguesinho que estará a ler o blogue errado!)
Uma das conclusões a que cheguei recentemente foi a de que a mentalidade no que toca à fuga aos impostos não está a mudar. Quando ouvimos alguém dizer mal doutro porque este não paga os impostos, não é porque ele acha que está errado. Mas sim porque ele não o consegue fazer também. A razão deste portuguesinhoismo é simples: o egoísmo! Não porque acha que todos devem cumprir as suas obrigações... mas porque ele próprio não o consegue fazer!
Não posso tolerar que alguém com 2 vivendas e viaturas de luxo receba o rendimento de inserção social. Mas em que merda de país é que vivemos!!! E não peço desculpa pelo meu francês. Expressa toda a minha indignação!
Enquanto houver pessoas que trabalham no sector público (pagos por todos) a quem lhes é dito para trabalharem menos para não prejudicar os colegas, como é que poderemos progredir?
Enquanto houver fiscais das finanças que inflacionam despesas de representação e ajudas de custos, como é que podemos exigir seriedade na restante população? Mas que raio!! Eles estão encarregues de encontrar os prevaricadores! Mas com que moral? Os primeiros a colocar atrás das grades são os próprios! E o pior é que estamos a pagar por um serviço a dobrar: pagamos para eles nos enganarem e para enganarem o fiscalizado...
Depois ainda têm o descaramento de exigir as reformas 5 anos mais cedo e a 100% quando o resto da população que lhes paga os ordenados tem de trabalhar durante mais tempo para receber apenas 80%. E não por muito tempo, que a tendência é chegar aos 50% daqui a uns anos como alguns economistas andam a dizer!
Haja seriedade e menos egoísmo! O nosso umbigo não é o mundo!
Depois de conseguirmos que todos paguem devemos obrigar os portuguesinhos que gerem o nosso dinheiro a fazê-lo adequadamente.
Poderiam começar por reduzir o número de deputados. Só peço para metade. Não quero criar um problema de desemprego à nossa classe política! Só em ordenados pouparíamos cerca de 5 milhões de euros com esta redução (115 x 3000 x 14). Sem contar com todas as outras regalias a que têm direito. E se é para gerir mal então que se faça por metade do preço!
Discordo do Prof. Medina Carreira quando diz que não há nenhum político que se aproveite: eu sei que deve de haver pelo menos um. Nem que seja para confirmar a regra!
E que os jogos se iniciem - diria o Nero!
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
O civismo do portuguesinho!
Gostaria nesta altura de dizer que estou apenas a discutir o portuguesinho e não os estrangeirinhos. Para já, contentar-me-ia se algo mudasse em Portugal. Os estrangeiros que arranjem o seu blogue!!
Uma das características mais marcantes do portuguesinho é a total ausência de civismo.
Para enquadrar: numa sociedade livre, isto é, um conjunto de pessoas que interagem umas com as outras livremente, todos têm os seus direitos. Aqui termina a definição para o portuguesinho!
O resto dos portugueses sabem que têm a parte "chata" a acompanhar: os deveres. Porque é que coloco as aspas em "chata"? Para que, caso haja algum portuguesinho a ler este blogue por engano, ele consiga apreender um conceito totalmente novo: deveres cívicos.
Todos os dias nos deparamos com situações que nos deixam a pele arrepiada, que causam um calafrio pela espinha acima, que nos colocam o cabelo em pé como se tivéssemos colocado os dedos na tomada eléctrica:
- A pessoa que deita o lixo para o chão: "Não é para isso que pagamos um almeida?" dirá o portuguesinho;
- A pintura, vulgo grafite, na parede exterior de alguém: "Sou um artista!" dirá outro portuguesinho;
- O estacionamento numa passadeira ou em segunda fila. "É só um bocadinho, que eu já venho!" (já assisti a um portuguesinho a dizer isto a um polícia. Ainda bem que o polícia não era um portuguesinho e deixou-lhe uma recordação pelo "bocadinho" hehe)
- Os cães que poluem as ruas com os seus dejectos quando passeiam um portuguesinho. Onde habito não há tantos dejectos na rua... estão no jardim em frente que a junta de freguesia local tenta arranjar de vez em quando. A dita junta colocou um caixote para o respectivo desperdício animal junto ao jardim. Esse caixote tinha também sacos de plástico para os de memória mais curta. Os sacos desapareceram mas o caixote continua misteriosamente vazio...
- A conversa que continua entre dois empregados de balcão enquanto o cliente espera (mais frequente no atendimento público, mas não muito mais). "Também esperei 9 meses para nascer!" (Quem é que ainda não ouviu essa??)
- O cuspir para o chão (a minha pobre mãe estrangeira arrepia-se cada vez que o vê) com um som gutural e assustador que não consigo reproduzir aqui! "É porcaria e tem de sair! Não vou engolir esta porcaria"
- A porta do local com ar condicionado que teima em ficar aberta...
- A publicidade colocada no correio que misteriosamente abre a caixa e salta para o meio do chão, tal qual o Houdini.
- O sujeito(a) que passa à frente na fila e que responde sem qualquer tipo de ar culpado: "Desculpe mas não reparei que havia fila!" olhando para as 20 pessoas que estão todas umas atrás das outras, coincidentemente em frente ao local onde se encontra a pessoa que ele queria que o atendesse.
Estes são alguns dos, provavelmente, milhares de exemplos possíveis (já assisti a todos estes e muito mais!)
Há uma forma disto mudar: todos temos que interiorizar que o que é de todos também é nosso! E para aqueles que não se importam de estragar o que é seu, salientar que é feio estragar o que também é dos outros, mesmo quando se está sozinho!
Também temos que exigir aos prevaricadores que mudem de atitude! De nada adianta pensarmos que uma dada acção ou atitude é errada ou feia se não o salientarmos a quem a tem!
Não podemos ter vergonha de chamar a atenção a quem assobia para o lado num transporte público quando uma pessoa que mal anda não tem lugar sentado. Já ouvi pessoas dizer que é para isso que existem os "lugares para deficientes, idosos ou grávidas" e, embora têm razão, não devem ficar à espera que a pessoa a cometer o erro aja. Não vou ficar sentado até a pessoa em dificuldades cair. Cedo-lhe o meu lugar e, se não tenho lugar para ceder, chamo a atenção a quem está indevidamente sentado. Tenho a certeza que pensarão duas vezes antes de agir incorrectamente numa próxima vez, nem que seja não ocuparem um lugar que alguém terá o direito de exigir!
Nós os cívicos, que cumprimos conscenciosamente os nossos deveres, devemos exigir os nossos direitos também!
Eu tenho o direito de caminhar por uma rua e, sem olhar para o chão, não ter medo de pisar uma caca de cão. E, acreditando que não sou o único, já tenho feito verdadeiras gincanas por estas ruas.
Tenho o direito de ser atendido imediatamente numa urgência de hospital, em vez de assistir a 12 pessoas na conversa (incluindo o chefe) atrás do balcão de atendimento, (dei-me ao trabalho de contar) enquanto tentava arranjar uma posição para que a dor de uma cólica renal abrandasse por alguns instantes. Sim, também me aconteceu. Ninguém me contou. Acredito que a minha "sorte" foi lá estar com a minha mulher, que me levou para longe e voltou para me inscrever na dita urgência! Digo isto porque ia pedir o livro de reclamações antes de me inscrever, tal era a minha fúria! O medo da minha mulher (e o meu também quando ela me chamou a atenção ao facto) de eu ficar numa lista de espera inexistente até desmaiar de dor, fez com que eu não reclamasse. Depois de duas horas de atendimento, já só queria era ir para casa e com esta oportunidade perdida para reclamar, não ajudei a melhorar um serviço que todos sabemos ser deplorável.
Tenho o direito de ter um eco ponto ao pé de casa sem que este seja queimado por uns "brincalhões" como já o foi por diversas vezes!
Eu já comecei. Costumava ficar calado se visse algo com que não concordasse. Encolhia os ombros e comentava com um amigo a falta de educação/civismo a que havia assistido. Não fico mais. Não sou o Manuel Alegre mas a mim ninguém me calará enquanto assisto a um acto de portuguesinhoismo. Não adianta dizermos que não voltaremos ao restaurante em que fomos mal atendidos. Só prejudicamos o dono e não o empregado que age mal nas costas daquele. Temos de reclamar os nossos direitos a um bom atendimento. A ruas limpas. A passadeiras e passeios desimpedidos.
Estamos em guerra contra o portuguesinhoismo!! E não podemos dar a outra face. Já basta uma mão marcada dum lado! Devemos dizer aos portuguesinhos que não nos pisarão os direitos.
Temos que erradicar, e isto exigirá muita persistência, o constante pisar dos nossos direitos.
Temos de dar o exemplo ao cumprirmos com as nossas obrigações e deveres. E um dos deveres que temos é o de exigir os nossos direitos!!!!!
Em resumo: temos de ajudar o portuguesinho a crescer!
E que os jogos se iniciem! - diria o Nero
Uma das características mais marcantes do portuguesinho é a total ausência de civismo.
Para enquadrar: numa sociedade livre, isto é, um conjunto de pessoas que interagem umas com as outras livremente, todos têm os seus direitos. Aqui termina a definição para o portuguesinho!
O resto dos portugueses sabem que têm a parte "chata" a acompanhar: os deveres. Porque é que coloco as aspas em "chata"? Para que, caso haja algum portuguesinho a ler este blogue por engano, ele consiga apreender um conceito totalmente novo: deveres cívicos.
Todos os dias nos deparamos com situações que nos deixam a pele arrepiada, que causam um calafrio pela espinha acima, que nos colocam o cabelo em pé como se tivéssemos colocado os dedos na tomada eléctrica:
- A pessoa que deita o lixo para o chão: "Não é para isso que pagamos um almeida?" dirá o portuguesinho;
- A pintura, vulgo grafite, na parede exterior de alguém: "Sou um artista!" dirá outro portuguesinho;
- O estacionamento numa passadeira ou em segunda fila. "É só um bocadinho, que eu já venho!" (já assisti a um portuguesinho a dizer isto a um polícia. Ainda bem que o polícia não era um portuguesinho e deixou-lhe uma recordação pelo "bocadinho" hehe)
- Os cães que poluem as ruas com os seus dejectos quando passeiam um portuguesinho. Onde habito não há tantos dejectos na rua... estão no jardim em frente que a junta de freguesia local tenta arranjar de vez em quando. A dita junta colocou um caixote para o respectivo desperdício animal junto ao jardim. Esse caixote tinha também sacos de plástico para os de memória mais curta. Os sacos desapareceram mas o caixote continua misteriosamente vazio...
- A conversa que continua entre dois empregados de balcão enquanto o cliente espera (mais frequente no atendimento público, mas não muito mais). "Também esperei 9 meses para nascer!" (Quem é que ainda não ouviu essa??)
- O cuspir para o chão (a minha pobre mãe estrangeira arrepia-se cada vez que o vê) com um som gutural e assustador que não consigo reproduzir aqui! "É porcaria e tem de sair! Não vou engolir esta porcaria"
- A porta do local com ar condicionado que teima em ficar aberta...
- A publicidade colocada no correio que misteriosamente abre a caixa e salta para o meio do chão, tal qual o Houdini.
- O sujeito(a) que passa à frente na fila e que responde sem qualquer tipo de ar culpado: "Desculpe mas não reparei que havia fila!" olhando para as 20 pessoas que estão todas umas atrás das outras, coincidentemente em frente ao local onde se encontra a pessoa que ele queria que o atendesse.
Estes são alguns dos, provavelmente, milhares de exemplos possíveis (já assisti a todos estes e muito mais!)
Há uma forma disto mudar: todos temos que interiorizar que o que é de todos também é nosso! E para aqueles que não se importam de estragar o que é seu, salientar que é feio estragar o que também é dos outros, mesmo quando se está sozinho!
Também temos que exigir aos prevaricadores que mudem de atitude! De nada adianta pensarmos que uma dada acção ou atitude é errada ou feia se não o salientarmos a quem a tem!
Não podemos ter vergonha de chamar a atenção a quem assobia para o lado num transporte público quando uma pessoa que mal anda não tem lugar sentado. Já ouvi pessoas dizer que é para isso que existem os "lugares para deficientes, idosos ou grávidas" e, embora têm razão, não devem ficar à espera que a pessoa a cometer o erro aja. Não vou ficar sentado até a pessoa em dificuldades cair. Cedo-lhe o meu lugar e, se não tenho lugar para ceder, chamo a atenção a quem está indevidamente sentado. Tenho a certeza que pensarão duas vezes antes de agir incorrectamente numa próxima vez, nem que seja não ocuparem um lugar que alguém terá o direito de exigir!
Nós os cívicos, que cumprimos conscenciosamente os nossos deveres, devemos exigir os nossos direitos também!
Eu tenho o direito de caminhar por uma rua e, sem olhar para o chão, não ter medo de pisar uma caca de cão. E, acreditando que não sou o único, já tenho feito verdadeiras gincanas por estas ruas.
Tenho o direito de ser atendido imediatamente numa urgência de hospital, em vez de assistir a 12 pessoas na conversa (incluindo o chefe) atrás do balcão de atendimento, (dei-me ao trabalho de contar) enquanto tentava arranjar uma posição para que a dor de uma cólica renal abrandasse por alguns instantes. Sim, também me aconteceu. Ninguém me contou. Acredito que a minha "sorte" foi lá estar com a minha mulher, que me levou para longe e voltou para me inscrever na dita urgência! Digo isto porque ia pedir o livro de reclamações antes de me inscrever, tal era a minha fúria! O medo da minha mulher (e o meu também quando ela me chamou a atenção ao facto) de eu ficar numa lista de espera inexistente até desmaiar de dor, fez com que eu não reclamasse. Depois de duas horas de atendimento, já só queria era ir para casa e com esta oportunidade perdida para reclamar, não ajudei a melhorar um serviço que todos sabemos ser deplorável.
Tenho o direito de ter um eco ponto ao pé de casa sem que este seja queimado por uns "brincalhões" como já o foi por diversas vezes!
Eu já comecei. Costumava ficar calado se visse algo com que não concordasse. Encolhia os ombros e comentava com um amigo a falta de educação/civismo a que havia assistido. Não fico mais. Não sou o Manuel Alegre mas a mim ninguém me calará enquanto assisto a um acto de portuguesinhoismo. Não adianta dizermos que não voltaremos ao restaurante em que fomos mal atendidos. Só prejudicamos o dono e não o empregado que age mal nas costas daquele. Temos de reclamar os nossos direitos a um bom atendimento. A ruas limpas. A passadeiras e passeios desimpedidos.
Estamos em guerra contra o portuguesinhoismo!! E não podemos dar a outra face. Já basta uma mão marcada dum lado! Devemos dizer aos portuguesinhos que não nos pisarão os direitos.
Temos que erradicar, e isto exigirá muita persistência, o constante pisar dos nossos direitos.
Temos de dar o exemplo ao cumprirmos com as nossas obrigações e deveres. E um dos deveres que temos é o de exigir os nossos direitos!!!!!
Em resumo: temos de ajudar o portuguesinho a crescer!
E que os jogos se iniciem! - diria o Nero
Com ou sem orgulho?
Sou português! Porquê? Porque nasci em Portugal e tenho um pai português.
Mas tenho orgulho em ser português? Aqui deparo-me com um dilema: devo considerar a história de Portugal como referência? Ou o presente e passado recentes?
Se tiver em conta as explorações e descobertas marítimas portuguesas, associadas a uma cultura riquíssima, então posso dizer que sou português com orgulho, apesar dessa mesma história ter sido escrita por portugueses. Mesmo assim, sobram factos históricos suficientes para poder assumir que a maioria desses feitos são verdade. E a cultura é inegável!
Mas... eu vivo no presente e não no passado, com todos os problemas que um cidadão português médio tem. Considerava-me como parte de uma classe média, mas hoje também tenho sérias dúvidas sobre isso. Não porque passo fome mas porque não gosto da ideia de pertencer a uma espécie em vias de extinção...
O porquê deste título não será dado por mim, mas servirá como ponto de partida para um debate (se houver alguém que leia este blogue!) sobre o "portuguesinho" e a insatisfação de ser um Homem português a viver no "Portugal dos Pequeninos".
Para evitar muito debate sobre o pessimismo inerente ao título deste blogue, vou explicar o que entendo por portuguesinho.
Um portuguesinho não é mais nem menos do que um português pequeno. Pequeno na alma, no altruísmo, no civismo, no respeito pelos outros, na ambição, na exigência, na cultura, na seriedade, etc., etc..
Como considero que uma grande parte da população (não vou definir uma percentagem pois seria pouco científico e aproximar-me-ia seriamente dos cálculos deste mui nobre governo que nos (des)governa) que habita este rectângulo é portuguesinha, decidi iniciar este espaço para poder desabafar.
Não vou mencionar nomes (à parte referências à classe política que se coloca demasiado a jeito!), pois o intuito das minhas palavras é meramente o de uma chamada de atenção, de acordo com a minha opinião. Deixo ao "poderzinho judicialinho" existente a acção para encontrar os "culpadinhos".
Se não gosta de sarcasmo, ironia ou puro e simples gozo com atitudes, acções e palavras que vou criticar neste local, este é um bom momento para abandonar a leitura destes textos que aqui irei colocar.
Se procura aprender português (e aqui faço um sincero pedido de desculpas às patacoadas na gramática que poderá visualizar nestes escritos) então aconselho-o a abandonar a leitura já, pois irá concerteza diminuir os conceitos que já possuía...
Para tornar um tema tão vasto discutível irei escrever ponto por ponto. Todas as contribuições e críticas positivas são bem vindas.
Um último aspecto a ter em conta quando lerem este blogue: sim, eu penso que tenho razão. Mas não sou pequeno na minha capacidade analítica e adoro quando alguém consegue argumentar de modo a alterar o meu ponto de vista. É difícil mas já aconteceu. Sou grande o suficiente para reconhecer que sou falível!!!
E que os jogos se iniciem! - diria o Nero
Mas tenho orgulho em ser português? Aqui deparo-me com um dilema: devo considerar a história de Portugal como referência? Ou o presente e passado recentes?
Se tiver em conta as explorações e descobertas marítimas portuguesas, associadas a uma cultura riquíssima, então posso dizer que sou português com orgulho, apesar dessa mesma história ter sido escrita por portugueses. Mesmo assim, sobram factos históricos suficientes para poder assumir que a maioria desses feitos são verdade. E a cultura é inegável!
Mas... eu vivo no presente e não no passado, com todos os problemas que um cidadão português médio tem. Considerava-me como parte de uma classe média, mas hoje também tenho sérias dúvidas sobre isso. Não porque passo fome mas porque não gosto da ideia de pertencer a uma espécie em vias de extinção...
O porquê deste título não será dado por mim, mas servirá como ponto de partida para um debate (se houver alguém que leia este blogue!) sobre o "portuguesinho" e a insatisfação de ser um Homem português a viver no "Portugal dos Pequeninos".
Para evitar muito debate sobre o pessimismo inerente ao título deste blogue, vou explicar o que entendo por portuguesinho.
Um portuguesinho não é mais nem menos do que um português pequeno. Pequeno na alma, no altruísmo, no civismo, no respeito pelos outros, na ambição, na exigência, na cultura, na seriedade, etc., etc..
Como considero que uma grande parte da população (não vou definir uma percentagem pois seria pouco científico e aproximar-me-ia seriamente dos cálculos deste mui nobre governo que nos (des)governa) que habita este rectângulo é portuguesinha, decidi iniciar este espaço para poder desabafar.
Não vou mencionar nomes (à parte referências à classe política que se coloca demasiado a jeito!), pois o intuito das minhas palavras é meramente o de uma chamada de atenção, de acordo com a minha opinião. Deixo ao "poderzinho judicialinho" existente a acção para encontrar os "culpadinhos".
Se não gosta de sarcasmo, ironia ou puro e simples gozo com atitudes, acções e palavras que vou criticar neste local, este é um bom momento para abandonar a leitura destes textos que aqui irei colocar.
Se procura aprender português (e aqui faço um sincero pedido de desculpas às patacoadas na gramática que poderá visualizar nestes escritos) então aconselho-o a abandonar a leitura já, pois irá concerteza diminuir os conceitos que já possuía...
Para tornar um tema tão vasto discutível irei escrever ponto por ponto. Todas as contribuições e críticas positivas são bem vindas.
Um último aspecto a ter em conta quando lerem este blogue: sim, eu penso que tenho razão. Mas não sou pequeno na minha capacidade analítica e adoro quando alguém consegue argumentar de modo a alterar o meu ponto de vista. É difícil mas já aconteceu. Sou grande o suficiente para reconhecer que sou falível!!!
E que os jogos se iniciem! - diria o Nero
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