Estou revoltado!
Por várias razões.
Em primeiro lugar com o "silêncio" do Cavaco em relação à publicação das escutas. Fuga do sgredo de justiça, é certo, mas está feito. E o que revelam, embora não me surpreenda, é que temos um PM que nem para varrer as ruas serve. Que me perdoem os varredores. Mas diz o Cavaco que Portugal é um estado de direito. Será? Quando um PM tenta acabar com todos os que lhe fazem frente? Que se deve respeitar a lei. Que tal dizer isso ao Presidente do Supremo Tribunal de Justiça. E ao Procurador Geral da República? Que se deve manter o pluralismo na comunicação social. Pois é... mas não com este PM...
Vai continuar concentrado nos problemas da Beira Baixa... sem políticos sérios não se resolvem problemas na Beira Baixa nem em Portugal nem em parte nenhuma. Continua Cavaco! Passeia! Mete a cabecinha na areia e finge que não se passa nada. Cobarde! Até o pobre Sampaio mostrou que tem mais coragem.
Em segundo. Aquele ser tipo arruaceiro que colocaram como Ministro dos Assuntos Parlamentares - Jorge Lacaio. Perdão. Lacão... "O Governo não tem que dar explicações sobre aquilo que não lhe pesa na consciência." Pois, meu caro idiota, por essas e por outras tantas é que temos o país que temos. O Governo tem a obrigação de dar explicações de TUDO o que lhe for pedido. São empregados do povo que os elegeu. Pago com os dinheiros do contribuinte. Esta prepotência do sector político está na origem dos muitos males que afectam o país. Não merecem sequer ter a Nacionalidade Portuguesa!
Terceiro. O PM (desculpem-me mas já não consigo dizer o nome dele sequer), esse monte de merda que nem homem é, diz que não comenta jornalismo de buraco de fechadura. Ele é que devia meter-se num buraco. De vergonha. Embaraçado com a revelação das pérfidas movimentações que tentou implementar. Retirar do caminho tudo e todos que lhe façam frente. Um ser amorfo e sem carácter que engana todos e continua a andar na rua como se nada fosse. Que merda de país e gentinha esta que habita o rectângulo.
É uma infâmia - afirma. Infâmia é o que ele fez e continua a fazer: a degradar a vida de todos os portugueses. Isso sim, Bóstrates, é uma infâmia!! Indecoroso é o que fazes todos os dias ao tentar enganar a população portuguesa com um fim unicamente pessoal.
Degradação da vida pública... Enquanto for PM não haverá vida pública decente. Espero que caias e batas com a cabeça. E verás que não terás amigos que te ajudem a levantar.
Quarto. Assis. Tive mais esperança em relação a Assis. Diz que estão em causa as instituições públicas. Porquê, caro Assis? Porque o PM de Portugal é o engenhocas. Amigo do Vara. Inimigo público da Bruxa. Aquela que é séria. Aquela que não papa o jornalismo do sistema. Aquela que queria viver num país sério. Assim como eu...
O coitadinho do PM é claro e frontal. A claridade do PM até me ofusca. Ele é cristalino. Está claro que não respeita quem não lhe faz as vontades. Quem tenta interferir com a sua agenda pessoal de poder.
Assis, afasta-te enquanto é tempo ou vais parar ao buraco. Talvez já tenhas o rabo preso também. De outro modo como poderias ser líder da bancada...
Para todos estes deixo as palavraas do Engº Cravinho - "O epicentro da corrupção está na classe política!"
Vide Cavaco! O Cravinho sabe. Pergunte-lhe! Mas é provável que isto não constitua nenhuma surpresa...
A somar a isto tudo temos uma coisa mais "engraçada".
No Expresso da Meia Noite, José Gomes Ferreira, um rapaz ingénuo mas bem intencionado, referiu que se não houver subida de impostos iremos à bancarrota em 2013 quando as despesas das PPP começarem a entrar nas contas do orçamento. Mesmo com o travão que se colocou nas novas obras que este mui competente governo queria fazer. Para ajudar os da sua láia. Uma cambada de bostas secas. Perdoem-me mas já deixei de conseguir manter a boa educação. É preciso renegociá-las, diz o Gomes Ferreira. Ingénuo. Suspendam-se pura e simplesmente. Custos de quebra de contrato? Vão para a PUTA QUE OS PARIU. Haja alguém que negoceie com esses sacanas para reiniciarem as obras em 2020 ou coisa parecida. Com um pouco de sorte já foram à falência e teremos políticos sérios e honestos nessa altura.
Enquanto o Gomes Ferreira revelava esta informação que lhe tinha sido dada por um secretário de estado qualquer (já não me lembro exactamente quem foi) o Ricardo Costa disse que tinha esperança que as agências de rating não os estivessem a ouvir. Riam-se todos à gargalhada. Acho que foi uma daquelas reacções estúpidas que temos. Como quando vamos a um funeral e só nos lembramos de coisas para rir. Um mecanismo de defesa. Espero que sim...
E para terminar o programa diz uma frase que realmente retrata o buraco em que estamos:
"E se o país nao acabar estaremos cá dentro de uma semana."
E que os jogos se iniciem! - diría o Nero.
Luz ao fundo do túnel!
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sábado, 6 de fevereiro de 2010
Só dá mesmo para rir...
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domingo, 31 de janeiro de 2010
Igualdade & Paridade
Nunca pretendi ser politicamente correcto.
Pretendo ser controverso. Não pela pretensão em si mas pela provocação do pensamento. Um bem que escasseia. Não porque não haja muitas pessoas com esse dom. Mas porque há poucas a utilizarem-no. É como se trabalhássemos uma vida inteira para obter algo e depois de o termos, ganha pó...
Assim defino a "evolução" da nossa sociedade. O pensamento social e politicamente correcto sobrepõe a realidade.
Somos todos iguais. Mentira! Somos todos diferentes. Cada um tem os seus desejos e quereres.
Se fizermos a comparação entre homens e mulheres as diferenças sobressaem. E não falo do aspecto físico e orgãos sexuais. Falo do comportamento. Todo o complexo corpo humano com as suas diferenças de produção hormonal até ao cérebro que funciona de forma diferente. Está estudado. Demonstrado. Haverá muito por descobrir ainda, mas o que se sabe já chega para a minha opinião.
As mulhere que me perdoem mas acho que lutam por uma igualdade estúpida. Não porque não tem os mesmos direitos a serem reconhecidas nas suas competências. Simplesmente não são iguais.
A brilhante fórmula que se encontrou para "tornar tudo igual" é a paridade. Nos lugares de chefia, de decisão. No parlamento. Na idiotice.
Qualquer dia teremos dois presidentes e dois primeiro ministros. Um de cada sexo. Depois multiplicaremos isso por todas as raças. Já agora colocaremos um casal de cada espécie animal (excepto moscas que já há demais). Depois colocaremos as árvores e plantas. Os calhaus não são precisos pois já fazem companhia às moscas.
A minha ironia pretende apenas demonstrar a estupidez deste "avanço civilizacional".
Nunca ninguém me viu escolher ninguém para qualquer função baseado no físico. Sempre tentei escolher com base na competência individual. Poderia ter preterido mulheres pelas razões do costume. Gravidez, apoio à família, etc.. Mas não o fiz. Nunca fui prejudicado. Só por algumas más escolhas (de personalidade e mentalidade).
Quando se tenta impor uma quota à força provocamos um desiquilíbrio. De competência. As escolhas deveriam ser cegas no que toca ao género. Não são. Existe uma mentalidade retrógada neste país. Combata-se a mentalidade idiota. Não adianta forçá-la. Não se educa batendo até à morte.
Isto leva-nos à forma como se combatem os abusos. Ineficientemente. É mais fácil legislar para obrigar-nos a seleccionar a mediocridade em favor de uma igualdade. Mas não muda o essencial. Faz-me lembrar a taxa mais estúpida que foi criada neste país (talvez não seja a mais estúpida mas é quanto baste) - a taxa de audiovisuais. É completamente cega. Quem se limitar a ouvir rádio e ver TV não paga a taxa. O consumo não ultrapassará os mínimos de 400kw. Mas o trigo regado já paga. E as galinhas e os porcos nos seus complexos industriais (outro lindo tema de debate...). Voltando à vaca fria (as mulheres que me perdoem mas esta frase fica a "matar" aqui). Na incapacidade de utilizar os 75% de funcionários públicos que não fazem nada (este número deve ser maior pois acredito que haja muitos dos 25% que têm mais de 100% de produtividade) para fiscalizar a desonestidade de certos patrões na contratação. Claro que não ajuda o facto de termos um sistema de justiça em cacos. Nenhum patrão será julgado em vida e nenhum trabalhador prejudicado terá tempo de aguardar pela implementação da justiça. Se ganhar antes da idade da reforma já terá sorte. Como caminhamos para uma reforma aos 80 anos talvez haja tempo...
A idade.. levanta outro factor. Foi proibida a discriminação sexual no emprego. E a discriminação etária?
Quantos anúncios de emprego se vêem com a limitação da idade a 35 anos? Em muitos é menos ainda. Reformamo-nos cada vez mais tarde mas não temos emprego até nos reformarmos?
Um país exemplar na condução do emprego é o Canadá. Eles seleccionam a imigração com base em diversos factores. Um deles é a idade. A pontuação máxima é atribuída a quem tiver entre os 21 e 49 anos. Consideram uma pessoa de 49 anos tão válida para trabalhar como um jovem de 21. Devem ser muito estúpidos... pelo menos se considerarmos que os nossos empresários são brilhantes na sua discriminação...
Como combater esta discriminação de uma forma positiva?
Educar os meninos e as meninas. De pequenino é que se torce o pepino.
Legislar no sentido da igualdade coerentemente. Proibindo o preconceito e punindo de forma exemplar. Não forçamdo as quotas. São estúpidas e apenas politicamente correctas. Compreendo a impaciência de certas mulheres em verem os seus direitos reconhecidos. Mas, e falo apenas por mim, não gostaria de ocupar um cargo qualquer apenas porque sou de um certo género ou porque tenho o cabelo e as unhas mais compridos (não vale a pena chamarem-me de redutor - é intencional) ou porque tenho menos rugas que outra pessoa eventualmente mais competente. Por muito que tentasse ser competente ficaria sempre o "desmérito" da selecção. Já sei que neste país de cunhas e aparelhismos partidários ninguém se preocupa com esses sentimentos reles...
Como vejo o futuro? Negro... se esta forma discriminatória de combater a discriminação não mudar.
Mas tenho esperança que consigamos transformar todos os portuguesinhos em portugueses. Antes do Sol implodir... daqui a 4 biliões de anos ou coisa parecida. Quando celebrarmos o quadra..........ésimo centenário da República Portuguesa! (Deixo este debate para os republicanos e monarcas)
E que os jogos se iniciem! - diría o Nero.
Pretendo ser controverso. Não pela pretensão em si mas pela provocação do pensamento. Um bem que escasseia. Não porque não haja muitas pessoas com esse dom. Mas porque há poucas a utilizarem-no. É como se trabalhássemos uma vida inteira para obter algo e depois de o termos, ganha pó...
Assim defino a "evolução" da nossa sociedade. O pensamento social e politicamente correcto sobrepõe a realidade.
Somos todos iguais. Mentira! Somos todos diferentes. Cada um tem os seus desejos e quereres.
Se fizermos a comparação entre homens e mulheres as diferenças sobressaem. E não falo do aspecto físico e orgãos sexuais. Falo do comportamento. Todo o complexo corpo humano com as suas diferenças de produção hormonal até ao cérebro que funciona de forma diferente. Está estudado. Demonstrado. Haverá muito por descobrir ainda, mas o que se sabe já chega para a minha opinião.
As mulhere que me perdoem mas acho que lutam por uma igualdade estúpida. Não porque não tem os mesmos direitos a serem reconhecidas nas suas competências. Simplesmente não são iguais.
A brilhante fórmula que se encontrou para "tornar tudo igual" é a paridade. Nos lugares de chefia, de decisão. No parlamento. Na idiotice.
Qualquer dia teremos dois presidentes e dois primeiro ministros. Um de cada sexo. Depois multiplicaremos isso por todas as raças. Já agora colocaremos um casal de cada espécie animal (excepto moscas que já há demais). Depois colocaremos as árvores e plantas. Os calhaus não são precisos pois já fazem companhia às moscas.
A minha ironia pretende apenas demonstrar a estupidez deste "avanço civilizacional".
Nunca ninguém me viu escolher ninguém para qualquer função baseado no físico. Sempre tentei escolher com base na competência individual. Poderia ter preterido mulheres pelas razões do costume. Gravidez, apoio à família, etc.. Mas não o fiz. Nunca fui prejudicado. Só por algumas más escolhas (de personalidade e mentalidade).
Quando se tenta impor uma quota à força provocamos um desiquilíbrio. De competência. As escolhas deveriam ser cegas no que toca ao género. Não são. Existe uma mentalidade retrógada neste país. Combata-se a mentalidade idiota. Não adianta forçá-la. Não se educa batendo até à morte.
Isto leva-nos à forma como se combatem os abusos. Ineficientemente. É mais fácil legislar para obrigar-nos a seleccionar a mediocridade em favor de uma igualdade. Mas não muda o essencial. Faz-me lembrar a taxa mais estúpida que foi criada neste país (talvez não seja a mais estúpida mas é quanto baste) - a taxa de audiovisuais. É completamente cega. Quem se limitar a ouvir rádio e ver TV não paga a taxa. O consumo não ultrapassará os mínimos de 400kw. Mas o trigo regado já paga. E as galinhas e os porcos nos seus complexos industriais (outro lindo tema de debate...). Voltando à vaca fria (as mulheres que me perdoem mas esta frase fica a "matar" aqui). Na incapacidade de utilizar os 75% de funcionários públicos que não fazem nada (este número deve ser maior pois acredito que haja muitos dos 25% que têm mais de 100% de produtividade) para fiscalizar a desonestidade de certos patrões na contratação. Claro que não ajuda o facto de termos um sistema de justiça em cacos. Nenhum patrão será julgado em vida e nenhum trabalhador prejudicado terá tempo de aguardar pela implementação da justiça. Se ganhar antes da idade da reforma já terá sorte. Como caminhamos para uma reforma aos 80 anos talvez haja tempo...
A idade.. levanta outro factor. Foi proibida a discriminação sexual no emprego. E a discriminação etária?
Quantos anúncios de emprego se vêem com a limitação da idade a 35 anos? Em muitos é menos ainda. Reformamo-nos cada vez mais tarde mas não temos emprego até nos reformarmos?
Um país exemplar na condução do emprego é o Canadá. Eles seleccionam a imigração com base em diversos factores. Um deles é a idade. A pontuação máxima é atribuída a quem tiver entre os 21 e 49 anos. Consideram uma pessoa de 49 anos tão válida para trabalhar como um jovem de 21. Devem ser muito estúpidos... pelo menos se considerarmos que os nossos empresários são brilhantes na sua discriminação...
Como combater esta discriminação de uma forma positiva?
Educar os meninos e as meninas. De pequenino é que se torce o pepino.
Legislar no sentido da igualdade coerentemente. Proibindo o preconceito e punindo de forma exemplar. Não forçamdo as quotas. São estúpidas e apenas politicamente correctas. Compreendo a impaciência de certas mulheres em verem os seus direitos reconhecidos. Mas, e falo apenas por mim, não gostaria de ocupar um cargo qualquer apenas porque sou de um certo género ou porque tenho o cabelo e as unhas mais compridos (não vale a pena chamarem-me de redutor - é intencional) ou porque tenho menos rugas que outra pessoa eventualmente mais competente. Por muito que tentasse ser competente ficaria sempre o "desmérito" da selecção. Já sei que neste país de cunhas e aparelhismos partidários ninguém se preocupa com esses sentimentos reles...
Como vejo o futuro? Negro... se esta forma discriminatória de combater a discriminação não mudar.
Mas tenho esperança que consigamos transformar todos os portuguesinhos em portugueses. Antes do Sol implodir... daqui a 4 biliões de anos ou coisa parecida. Quando celebrarmos o quadra..........ésimo centenário da República Portuguesa! (Deixo este debate para os republicanos e monarcas)
E que os jogos se iniciem! - diría o Nero.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Educação - parte III
O telemóvel! Ahhhh! O meu telemóvel! Aquele apêndice corporal fundamental sem o qual eu não respiro!
Mas como é o que os nossos antepassados conseguiram matar mamutes sem o dito cujo????
Estando eu no cinema vendo um filme com uns efeitos especiais e sonoros fantásticos, fui distraído por um toque piroso (ainda por cima)! O toque prolongou-se por algum tempo enquanto o proprietário do aparelhómetro tentava ler no seu visor de quem era a chamada. Talvez tivesse lido mais rápido se o visor do instrumento respiratório fosse em 3D. Ou então se tivesse tirado os óculos 3D. Não sabendo se o senhor seria portador de algum síndroma que lhe impossibilitasse o desligar imediato do luzidío e sonoro instrumento, decidi aguardar. Eis que fiquei espantado quando oiço o famoso:
- 'Tou? 'Tou?.. 'Tá lá?
Nesta altura viro-me novamente para o proprietário que estava duas cadeiras à minha esquerda com curiosidade em saber se iria conseguir estabelecer a ligação. Bolas! A ligação do aparelho respiratório não se tinha estabelecido... Desejei nessa altura ter tirado um curso de primeiros socorros que me permitisse ajudar este portuguesinho que estaria à beira de uma lenta e dolorosa asfixia! Ufa! Não foi preciso chamar o 112 com o meu telemóvel desligado. Da próxima vez colocarei no silêncio apenas, para poder chamar auxílio rapidamente!!
Bolas! Sobreviveu! Peço que me desculpem a minha crueldade (não quero que me desculpem mas é bonio dizê-lo).
Toque piroso novamente... o auxílio respiratório não iria faltar!
Desta vez fui eu que me engasguei. Mas ocorreu-me que ele realmente precisaria de ajuda respiratória. Muito bem! Disse para o ar e a bom som:
- Por amor de Deus!
Mais uma vez, Deus deixou-me pendurado... Talvez o Clooney pudasse participar numa publicidade de telemóveis...
Nesta altura estarão todos a pensar que a excelsa personagem atendeu o telefone e segredou que estava no cinema e para ligarem o respiradouro um pouco mais tarde que ele ainda tinha uma reserva de ar.
Sinto muito ter que vos desiludir (na realidade não sinto mas é politicamente correcto dizê-lo).
A conversa começa.
- Que falta de consideração!- vociferei eu.
Bah! Além de portuguesinho também deve ser surdo, pensei.
Quando me apercebo que estaria a combinar deslocar-se a uma obra no dia seguinte, pensei: "Hmm. Devias estar a trabalhar, meu malandreco! Que bom que tenhas faltado às tuas obrigações e me tenhas vindo fazer companhia na visualização do filme mais caro de sempre!!"
Nesta altura viro-me novamente para aquele vulto com intuitos violentos. Mas a minha educação não me permite bater em pessoas com óculos... não me explicaram se os 3D estavam incluídos nesta regra quando eu era mais novo. Terei que perguntar aos meus pais. Disse:
- Amigo! Desligue o telemóvel! (peço desculpa aos caros leitores pela minha falta de educação, mas não me ocorreu, naquele momento, pedir por favor... nem por amor de Deus, que já me havia faltado)
E fiquei inclinado na sua direcção, olhando-o fixamente nos olhos. (Não os conseguia ver, mas não consigo passar aquela imagem de faroeste sem esta pequena mentira)
Devem ter passado cerca de 10 minutos, de olhos nos olhos (eu também não tirei os meus 3D durante os 2 segundos desta troca)! Eis que o portuguesinho desliga a ventoinha que alimentava a conduta de ar, despachando o bem aventurado fornecedor de ar. Devo salientar que não foi rude com o fornecedor!
Haja boa educação, nem que seja a despachar alguém!
Vi o resto do filme!
Mas como é o que os nossos antepassados conseguiram matar mamutes sem o dito cujo????
Estando eu no cinema vendo um filme com uns efeitos especiais e sonoros fantásticos, fui distraído por um toque piroso (ainda por cima)! O toque prolongou-se por algum tempo enquanto o proprietário do aparelhómetro tentava ler no seu visor de quem era a chamada. Talvez tivesse lido mais rápido se o visor do instrumento respiratório fosse em 3D. Ou então se tivesse tirado os óculos 3D. Não sabendo se o senhor seria portador de algum síndroma que lhe impossibilitasse o desligar imediato do luzidío e sonoro instrumento, decidi aguardar. Eis que fiquei espantado quando oiço o famoso:
- 'Tou? 'Tou?.. 'Tá lá?
Nesta altura viro-me novamente para o proprietário que estava duas cadeiras à minha esquerda com curiosidade em saber se iria conseguir estabelecer a ligação. Bolas! A ligação do aparelho respiratório não se tinha estabelecido... Desejei nessa altura ter tirado um curso de primeiros socorros que me permitisse ajudar este portuguesinho que estaria à beira de uma lenta e dolorosa asfixia! Ufa! Não foi preciso chamar o 112 com o meu telemóvel desligado. Da próxima vez colocarei no silêncio apenas, para poder chamar auxílio rapidamente!!
Bolas! Sobreviveu! Peço que me desculpem a minha crueldade (não quero que me desculpem mas é bonio dizê-lo).
Toque piroso novamente... o auxílio respiratório não iria faltar!
Desta vez fui eu que me engasguei. Mas ocorreu-me que ele realmente precisaria de ajuda respiratória. Muito bem! Disse para o ar e a bom som:
- Por amor de Deus!
Mais uma vez, Deus deixou-me pendurado... Talvez o Clooney pudasse participar numa publicidade de telemóveis...
Nesta altura estarão todos a pensar que a excelsa personagem atendeu o telefone e segredou que estava no cinema e para ligarem o respiradouro um pouco mais tarde que ele ainda tinha uma reserva de ar.
Sinto muito ter que vos desiludir (na realidade não sinto mas é politicamente correcto dizê-lo).
A conversa começa.
- Que falta de consideração!- vociferei eu.
Bah! Além de portuguesinho também deve ser surdo, pensei.
Quando me apercebo que estaria a combinar deslocar-se a uma obra no dia seguinte, pensei: "Hmm. Devias estar a trabalhar, meu malandreco! Que bom que tenhas faltado às tuas obrigações e me tenhas vindo fazer companhia na visualização do filme mais caro de sempre!!"
Nesta altura viro-me novamente para aquele vulto com intuitos violentos. Mas a minha educação não me permite bater em pessoas com óculos... não me explicaram se os 3D estavam incluídos nesta regra quando eu era mais novo. Terei que perguntar aos meus pais. Disse:
- Amigo! Desligue o telemóvel! (peço desculpa aos caros leitores pela minha falta de educação, mas não me ocorreu, naquele momento, pedir por favor... nem por amor de Deus, que já me havia faltado)
E fiquei inclinado na sua direcção, olhando-o fixamente nos olhos. (Não os conseguia ver, mas não consigo passar aquela imagem de faroeste sem esta pequena mentira)
Devem ter passado cerca de 10 minutos, de olhos nos olhos (eu também não tirei os meus 3D durante os 2 segundos desta troca)! Eis que o portuguesinho desliga a ventoinha que alimentava a conduta de ar, despachando o bem aventurado fornecedor de ar. Devo salientar que não foi rude com o fornecedor!
Haja boa educação, nem que seja a despachar alguém!
Vi o resto do filme!
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Educação - parte II
Uma das razões que me levou a iniciar este espaço de discussão foi a possibilidade de partilhar as minhas ideias sobre o que se passa neste país. Também considero importante o saber "ouvir" a opinião dos outros.
Num post recente num outro blog, houve um iluminado que me acusou de dizer disparates:
"Este Nuno Oliveira é a prova mais evidente de que estamos num país livre, aberto a todo e qualquer disparate."
Eu digo muitos disparates. Mas sustento todos com argumentos. E aqui entro no tema.
A educação que nos permite sustentar os nossos pontos de vista sobre qualquer tema.
Quando alguém nos diz que não temos razão, ficamos à espera que nos digam porquê. Nem que seja para contrapormos.
Quando não nos dizem nada para além da discordância demonstram uma obtusidade motivada por duas razões:
Em todo o caso, qualquer uma das razões é demonstrativa da falta de educação e cultura dum povinho que tem dificuldade em lutar por algo em que acredite, quando tem algo em que acredite.
E que os jogos se iniciem! - diria o Nero
Num post recente num outro blog, houve um iluminado que me acusou de dizer disparates:
"Este Nuno Oliveira é a prova mais evidente de que estamos num país livre, aberto a todo e qualquer disparate."
Eu digo muitos disparates. Mas sustento todos com argumentos. E aqui entro no tema.
A educação que nos permite sustentar os nossos pontos de vista sobre qualquer tema.
Quando alguém nos diz que não temos razão, ficamos à espera que nos digam porquê. Nem que seja para contrapormos.
Quando não nos dizem nada para além da discordância demonstram uma obtusidade motivada por duas razões:
- não tem argumentos por incapacidade verbal fruto de uma educação menos rigorosa e/ou esforçada, perfeitamente compreensível pois nem todos têm essa sorte ou possibilidade;
- não tem argumentos porque nem sequer sabem porque discordam. É o chamado "é porque é".
Em todo o caso, qualquer uma das razões é demonstrativa da falta de educação e cultura dum povinho que tem dificuldade em lutar por algo em que acredite, quando tem algo em que acredite.
E que os jogos se iniciem! - diria o Nero
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
A Educação
Pois é! Um tema bué da nice!
O título tem educação com E porque quero abordar as duas vertentes da palavra: a educação no sentido da aprendizagem e no sentido das boas práticas em sociedade.
Em primeiro lugar a educação escolar.
Há quem pense (os nossos estimadíssimos governantes) que basta saber ler. Ia dizer escrever mas nem isso se sabe hoje em dia. Até há uns anos atrás eu considerava-me um péssimo escritor. Um dos meus irmãos gozava-me constantemente por escrever atabalhoadamente. Com muitos erros gramaticais. É verdade que nunca precisei de um verificador ortográfico na escola e nunca tinha erros em ditados. E estou a falar da 1ª classe onde aprendi a ler, escrever sem erros ortográficos, a somar e a subtrair. Tenho certeza que muitas das crianças que estão hoje na 4ª classe não conseguem fazer o mesmo.
Porquê?
Porque não se exige que os alunos aprendam.
Porque se facilita tudo. Quando muitos não conseguem atingir a excelência, baixa-se o padrão da mesma. Trabalha-se para as estatísticas.
Vivemos num país em que o mais importante é o título que colocamos à frente do nome. Este é o verdadeiro objectivo nacional. Mesmo que para isso se baixe os padrões de qualidade e exigência. Banalizando a excelência...
Há títulos que são verdadeiramente merecidos. Um doutorado ou um professor catedrático, etc. São títulos que levam anos de trabalho e com qualidade suficiente para que se possa exigir o direito de ser tratado como tal. O mais engraçado é que normalmente as pessoas que o obtém não fazem questão de o ser.
Existe na nossa sociedadezinha uma subordinação ao título e não à competência individual. Ninguém admite ter um superior hierárquico que não seja engenheiro ou doutor. Por outro lado, o "doutorzeco" tem a mania que tem mais valor só porque o é. Neste aspecto gostaria de chamar a atenção aos países civilizados onde o respeito é merecido, com base nas atitudes e acções de cada um. Só saberei se alguma pessoa a trabalhar nos EUA é licenciado, etc. se lhe perguntar. De outra forma ficarei limitado a saber o seu nome. Cá no Portugalzinho, assim que se termina o curso superior, já se requer que se trate por dr. ou engº. Nos EUA pagam salários conforme a universidade que se frequentou, que grau se atingiu etc.. Mesmo que se continue a desempenhar o mesmo cargo, é dado um aumento ao empregado que tirou um mestrado ou outro grau, simplesmente porque é uma pessoa mais bem preparada e mais apta para ter um desempenho melhor. Claro que isto é contextualizado e nem sempre verdade. Não se paga mais ao empregado de balcão porque terminou o liceu e nem todas as empresas têm capacidade financeira para suportar estes aumentos. Aquelas que realmente são competitivas fazem-no para manter uma pessoa competente e mais bem qualificada porque conhecem a verdadeira essência do que é a produtividade.
De volta ao tema. Já verificaram que ambos os tipos de educação estão interligados (tenho consciência que isto parece uma palestra, mas não é essa a minha intenção).
Embora pareça uma contradição das minhas palavras anteriores, a verdade é que nem sempre a boa educação é "posse" dos mais instruídos. Não é preciso ter um grau universitário para se ser mais bem educado. E aqui está um facto que me faz pensar e tirar algumas conclusões.
A boa educação (moral) está intimamente ligada ao egoísmo. Normalmente, as pessoas mais educadas (escolar) são menos egoístas pois aprendem melhor que existe mundo para além do umbigo. Apreendem melhor o conceito de dar e receber. Claro que é importante a bondade e a generosidade inata. Mas não me interessa focar este aspecto neste momento uma vez que não se educa.
O egoísmo não permite que se admita que existe outra opinião para além da nossa.
Causa a falta de respeito e, em consequência, a má educação.
Esse egoísmo começa em casa. Ao se exigir da criança e premiá-la quando não cumpre. Ao querer que não falte nada à criança retiramos-lhe a necessidade do esforço para obter algo. Aprende que não precisa de dar para receber. Não repeita quem lhe dá pois sabe que irá receber na mesma. Ao não criarmos uma hierarquia criamos uma pessoa que nunca se irá adequar a um local de trabalho onde tem de cumprir os seus deveres impostos por alguém acima. Muitas das vezes alguém com uma educação semelhante que irá desrespeitar os subordinados da mesma forma que foi desrespeitado (uma excepção de "generosidade" excessiva e pela negativa...).
Há uns tempos atrás a minha mulher viajou pela Dinamarca. Encontrou um quiosque a meio do caminho entre duas vilas. Esse quiosque tinha lá dentro legumes e fruta. Tinha uns sacos de plástico, uma balança, uma calculadora e uma outra caixa. A caixa tinha, imagine-se, dinheiro! Era algo semelhante a uma loja de conveniêcia aberta 24H por dia. Sem ninguém! Sem nenhum empregado! Quem precisasse, pesaria o que pretendesse levar, deixaria o dinheiro (havia trocos e tudo!) e iria para casa fornecido. Cá em Portugal até o quiosque desapareceria de certeza. Justiça seja feita: em quase qualquer parte do mundo isto não resulta. Incluindo nos grandes centros dinamarqueses...
Refiro este pequeno exemplo como algo grandioso a que todos, em todo o lado, devemos aspirar.
Se é possível na Dinamaca, porque não é possível aqui?
Tendo consciência e uma quase certeza que jamais será possível em Portugal, mas sei que devo ter isso como objectivo e tentar partilhá-lo com todos!
Só mudaremos algo se o objectivo for grande! Não podemos baixar os braços admitindo derrota. Temos que travar diversas batalhas com objectivos mais pequenos mas sempre com o objectivo maior de ganhar a guerra!
Para quem lê este blogue e leu as minhas mensagens anteriores pejadas de pessimismo, deixo-vos aqui umas palavras optimistas: é possível mudar!!!
O título tem educação com E porque quero abordar as duas vertentes da palavra: a educação no sentido da aprendizagem e no sentido das boas práticas em sociedade.
Em primeiro lugar a educação escolar.
Há quem pense (os nossos estimadíssimos governantes) que basta saber ler. Ia dizer escrever mas nem isso se sabe hoje em dia. Até há uns anos atrás eu considerava-me um péssimo escritor. Um dos meus irmãos gozava-me constantemente por escrever atabalhoadamente. Com muitos erros gramaticais. É verdade que nunca precisei de um verificador ortográfico na escola e nunca tinha erros em ditados. E estou a falar da 1ª classe onde aprendi a ler, escrever sem erros ortográficos, a somar e a subtrair. Tenho certeza que muitas das crianças que estão hoje na 4ª classe não conseguem fazer o mesmo.
Porquê?
Porque não se exige que os alunos aprendam.
Porque se facilita tudo. Quando muitos não conseguem atingir a excelência, baixa-se o padrão da mesma. Trabalha-se para as estatísticas.
Vivemos num país em que o mais importante é o título que colocamos à frente do nome. Este é o verdadeiro objectivo nacional. Mesmo que para isso se baixe os padrões de qualidade e exigência. Banalizando a excelência...
Há títulos que são verdadeiramente merecidos. Um doutorado ou um professor catedrático, etc. São títulos que levam anos de trabalho e com qualidade suficiente para que se possa exigir o direito de ser tratado como tal. O mais engraçado é que normalmente as pessoas que o obtém não fazem questão de o ser.
Existe na nossa sociedadezinha uma subordinação ao título e não à competência individual. Ninguém admite ter um superior hierárquico que não seja engenheiro ou doutor. Por outro lado, o "doutorzeco" tem a mania que tem mais valor só porque o é. Neste aspecto gostaria de chamar a atenção aos países civilizados onde o respeito é merecido, com base nas atitudes e acções de cada um. Só saberei se alguma pessoa a trabalhar nos EUA é licenciado, etc. se lhe perguntar. De outra forma ficarei limitado a saber o seu nome. Cá no Portugalzinho, assim que se termina o curso superior, já se requer que se trate por dr. ou engº. Nos EUA pagam salários conforme a universidade que se frequentou, que grau se atingiu etc.. Mesmo que se continue a desempenhar o mesmo cargo, é dado um aumento ao empregado que tirou um mestrado ou outro grau, simplesmente porque é uma pessoa mais bem preparada e mais apta para ter um desempenho melhor. Claro que isto é contextualizado e nem sempre verdade. Não se paga mais ao empregado de balcão porque terminou o liceu e nem todas as empresas têm capacidade financeira para suportar estes aumentos. Aquelas que realmente são competitivas fazem-no para manter uma pessoa competente e mais bem qualificada porque conhecem a verdadeira essência do que é a produtividade.
De volta ao tema. Já verificaram que ambos os tipos de educação estão interligados (tenho consciência que isto parece uma palestra, mas não é essa a minha intenção).
Embora pareça uma contradição das minhas palavras anteriores, a verdade é que nem sempre a boa educação é "posse" dos mais instruídos. Não é preciso ter um grau universitário para se ser mais bem educado. E aqui está um facto que me faz pensar e tirar algumas conclusões.
A boa educação (moral) está intimamente ligada ao egoísmo. Normalmente, as pessoas mais educadas (escolar) são menos egoístas pois aprendem melhor que existe mundo para além do umbigo. Apreendem melhor o conceito de dar e receber. Claro que é importante a bondade e a generosidade inata. Mas não me interessa focar este aspecto neste momento uma vez que não se educa.
O egoísmo não permite que se admita que existe outra opinião para além da nossa.
Causa a falta de respeito e, em consequência, a má educação.
Esse egoísmo começa em casa. Ao se exigir da criança e premiá-la quando não cumpre. Ao querer que não falte nada à criança retiramos-lhe a necessidade do esforço para obter algo. Aprende que não precisa de dar para receber. Não repeita quem lhe dá pois sabe que irá receber na mesma. Ao não criarmos uma hierarquia criamos uma pessoa que nunca se irá adequar a um local de trabalho onde tem de cumprir os seus deveres impostos por alguém acima. Muitas das vezes alguém com uma educação semelhante que irá desrespeitar os subordinados da mesma forma que foi desrespeitado (uma excepção de "generosidade" excessiva e pela negativa...).
Há uns tempos atrás a minha mulher viajou pela Dinamarca. Encontrou um quiosque a meio do caminho entre duas vilas. Esse quiosque tinha lá dentro legumes e fruta. Tinha uns sacos de plástico, uma balança, uma calculadora e uma outra caixa. A caixa tinha, imagine-se, dinheiro! Era algo semelhante a uma loja de conveniêcia aberta 24H por dia. Sem ninguém! Sem nenhum empregado! Quem precisasse, pesaria o que pretendesse levar, deixaria o dinheiro (havia trocos e tudo!) e iria para casa fornecido. Cá em Portugal até o quiosque desapareceria de certeza. Justiça seja feita: em quase qualquer parte do mundo isto não resulta. Incluindo nos grandes centros dinamarqueses...
Refiro este pequeno exemplo como algo grandioso a que todos, em todo o lado, devemos aspirar.
Se é possível na Dinamaca, porque não é possível aqui?
Tendo consciência e uma quase certeza que jamais será possível em Portugal, mas sei que devo ter isso como objectivo e tentar partilhá-lo com todos!
Só mudaremos algo se o objectivo for grande! Não podemos baixar os braços admitindo derrota. Temos que travar diversas batalhas com objectivos mais pequenos mas sempre com o objectivo maior de ganhar a guerra!
Para quem lê este blogue e leu as minhas mensagens anteriores pejadas de pessimismo, deixo-vos aqui umas palavras optimistas: é possível mudar!!!
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