Desejo a todos os 2 ou 3 leitores deste blog (não sei quais dos meus 4 irmãos e pais e alguns amigos não o lê) um excelente ano de 2010!
Para todos os portuguesinhos que caíram na esparrela de passar os olhos por aqui o meu desejo é igual! Acrescento apenas que desejo profundamente que, antes de agir, pensem durante 2 minutos se valerá a pena manifestarem um grau de insensibilidade para com um outro ser humano!!
A todos os outros combatentes contra a inércia despeço-me deste ano na esperança que consigamos trazer pelo menos 1 portuguesinho para o nosso grupo de combate, desejando-vos força e determinação neste combate que muitas vezes parece inútil!!! Além de um excelente ano, obviamente!
BOM ANO NOVO!!!!!
Luz ao fundo do túnel!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Educação - parte III
O telemóvel! Ahhhh! O meu telemóvel! Aquele apêndice corporal fundamental sem o qual eu não respiro!
Mas como é o que os nossos antepassados conseguiram matar mamutes sem o dito cujo????
Estando eu no cinema vendo um filme com uns efeitos especiais e sonoros fantásticos, fui distraído por um toque piroso (ainda por cima)! O toque prolongou-se por algum tempo enquanto o proprietário do aparelhómetro tentava ler no seu visor de quem era a chamada. Talvez tivesse lido mais rápido se o visor do instrumento respiratório fosse em 3D. Ou então se tivesse tirado os óculos 3D. Não sabendo se o senhor seria portador de algum síndroma que lhe impossibilitasse o desligar imediato do luzidío e sonoro instrumento, decidi aguardar. Eis que fiquei espantado quando oiço o famoso:
- 'Tou? 'Tou?.. 'Tá lá?
Nesta altura viro-me novamente para o proprietário que estava duas cadeiras à minha esquerda com curiosidade em saber se iria conseguir estabelecer a ligação. Bolas! A ligação do aparelho respiratório não se tinha estabelecido... Desejei nessa altura ter tirado um curso de primeiros socorros que me permitisse ajudar este portuguesinho que estaria à beira de uma lenta e dolorosa asfixia! Ufa! Não foi preciso chamar o 112 com o meu telemóvel desligado. Da próxima vez colocarei no silêncio apenas, para poder chamar auxílio rapidamente!!
Bolas! Sobreviveu! Peço que me desculpem a minha crueldade (não quero que me desculpem mas é bonio dizê-lo).
Toque piroso novamente... o auxílio respiratório não iria faltar!
Desta vez fui eu que me engasguei. Mas ocorreu-me que ele realmente precisaria de ajuda respiratória. Muito bem! Disse para o ar e a bom som:
- Por amor de Deus!
Mais uma vez, Deus deixou-me pendurado... Talvez o Clooney pudasse participar numa publicidade de telemóveis...
Nesta altura estarão todos a pensar que a excelsa personagem atendeu o telefone e segredou que estava no cinema e para ligarem o respiradouro um pouco mais tarde que ele ainda tinha uma reserva de ar.
Sinto muito ter que vos desiludir (na realidade não sinto mas é politicamente correcto dizê-lo).
A conversa começa.
- Que falta de consideração!- vociferei eu.
Bah! Além de portuguesinho também deve ser surdo, pensei.
Quando me apercebo que estaria a combinar deslocar-se a uma obra no dia seguinte, pensei: "Hmm. Devias estar a trabalhar, meu malandreco! Que bom que tenhas faltado às tuas obrigações e me tenhas vindo fazer companhia na visualização do filme mais caro de sempre!!"
Nesta altura viro-me novamente para aquele vulto com intuitos violentos. Mas a minha educação não me permite bater em pessoas com óculos... não me explicaram se os 3D estavam incluídos nesta regra quando eu era mais novo. Terei que perguntar aos meus pais. Disse:
- Amigo! Desligue o telemóvel! (peço desculpa aos caros leitores pela minha falta de educação, mas não me ocorreu, naquele momento, pedir por favor... nem por amor de Deus, que já me havia faltado)
E fiquei inclinado na sua direcção, olhando-o fixamente nos olhos. (Não os conseguia ver, mas não consigo passar aquela imagem de faroeste sem esta pequena mentira)
Devem ter passado cerca de 10 minutos, de olhos nos olhos (eu também não tirei os meus 3D durante os 2 segundos desta troca)! Eis que o portuguesinho desliga a ventoinha que alimentava a conduta de ar, despachando o bem aventurado fornecedor de ar. Devo salientar que não foi rude com o fornecedor!
Haja boa educação, nem que seja a despachar alguém!
Vi o resto do filme!
Mas como é o que os nossos antepassados conseguiram matar mamutes sem o dito cujo????
Estando eu no cinema vendo um filme com uns efeitos especiais e sonoros fantásticos, fui distraído por um toque piroso (ainda por cima)! O toque prolongou-se por algum tempo enquanto o proprietário do aparelhómetro tentava ler no seu visor de quem era a chamada. Talvez tivesse lido mais rápido se o visor do instrumento respiratório fosse em 3D. Ou então se tivesse tirado os óculos 3D. Não sabendo se o senhor seria portador de algum síndroma que lhe impossibilitasse o desligar imediato do luzidío e sonoro instrumento, decidi aguardar. Eis que fiquei espantado quando oiço o famoso:
- 'Tou? 'Tou?.. 'Tá lá?
Nesta altura viro-me novamente para o proprietário que estava duas cadeiras à minha esquerda com curiosidade em saber se iria conseguir estabelecer a ligação. Bolas! A ligação do aparelho respiratório não se tinha estabelecido... Desejei nessa altura ter tirado um curso de primeiros socorros que me permitisse ajudar este portuguesinho que estaria à beira de uma lenta e dolorosa asfixia! Ufa! Não foi preciso chamar o 112 com o meu telemóvel desligado. Da próxima vez colocarei no silêncio apenas, para poder chamar auxílio rapidamente!!
Bolas! Sobreviveu! Peço que me desculpem a minha crueldade (não quero que me desculpem mas é bonio dizê-lo).
Toque piroso novamente... o auxílio respiratório não iria faltar!
Desta vez fui eu que me engasguei. Mas ocorreu-me que ele realmente precisaria de ajuda respiratória. Muito bem! Disse para o ar e a bom som:
- Por amor de Deus!
Mais uma vez, Deus deixou-me pendurado... Talvez o Clooney pudasse participar numa publicidade de telemóveis...
Nesta altura estarão todos a pensar que a excelsa personagem atendeu o telefone e segredou que estava no cinema e para ligarem o respiradouro um pouco mais tarde que ele ainda tinha uma reserva de ar.
Sinto muito ter que vos desiludir (na realidade não sinto mas é politicamente correcto dizê-lo).
A conversa começa.
- Que falta de consideração!- vociferei eu.
Bah! Além de portuguesinho também deve ser surdo, pensei.
Quando me apercebo que estaria a combinar deslocar-se a uma obra no dia seguinte, pensei: "Hmm. Devias estar a trabalhar, meu malandreco! Que bom que tenhas faltado às tuas obrigações e me tenhas vindo fazer companhia na visualização do filme mais caro de sempre!!"
Nesta altura viro-me novamente para aquele vulto com intuitos violentos. Mas a minha educação não me permite bater em pessoas com óculos... não me explicaram se os 3D estavam incluídos nesta regra quando eu era mais novo. Terei que perguntar aos meus pais. Disse:
- Amigo! Desligue o telemóvel! (peço desculpa aos caros leitores pela minha falta de educação, mas não me ocorreu, naquele momento, pedir por favor... nem por amor de Deus, que já me havia faltado)
E fiquei inclinado na sua direcção, olhando-o fixamente nos olhos. (Não os conseguia ver, mas não consigo passar aquela imagem de faroeste sem esta pequena mentira)
Devem ter passado cerca de 10 minutos, de olhos nos olhos (eu também não tirei os meus 3D durante os 2 segundos desta troca)! Eis que o portuguesinho desliga a ventoinha que alimentava a conduta de ar, despachando o bem aventurado fornecedor de ar. Devo salientar que não foi rude com o fornecedor!
Haja boa educação, nem que seja a despachar alguém!
Vi o resto do filme!
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Educação - parte II
Uma das razões que me levou a iniciar este espaço de discussão foi a possibilidade de partilhar as minhas ideias sobre o que se passa neste país. Também considero importante o saber "ouvir" a opinião dos outros.
Num post recente num outro blog, houve um iluminado que me acusou de dizer disparates:
"Este Nuno Oliveira é a prova mais evidente de que estamos num país livre, aberto a todo e qualquer disparate."
Eu digo muitos disparates. Mas sustento todos com argumentos. E aqui entro no tema.
A educação que nos permite sustentar os nossos pontos de vista sobre qualquer tema.
Quando alguém nos diz que não temos razão, ficamos à espera que nos digam porquê. Nem que seja para contrapormos.
Quando não nos dizem nada para além da discordância demonstram uma obtusidade motivada por duas razões:
Em todo o caso, qualquer uma das razões é demonstrativa da falta de educação e cultura dum povinho que tem dificuldade em lutar por algo em que acredite, quando tem algo em que acredite.
E que os jogos se iniciem! - diria o Nero
Num post recente num outro blog, houve um iluminado que me acusou de dizer disparates:
"Este Nuno Oliveira é a prova mais evidente de que estamos num país livre, aberto a todo e qualquer disparate."
Eu digo muitos disparates. Mas sustento todos com argumentos. E aqui entro no tema.
A educação que nos permite sustentar os nossos pontos de vista sobre qualquer tema.
Quando alguém nos diz que não temos razão, ficamos à espera que nos digam porquê. Nem que seja para contrapormos.
Quando não nos dizem nada para além da discordância demonstram uma obtusidade motivada por duas razões:
- não tem argumentos por incapacidade verbal fruto de uma educação menos rigorosa e/ou esforçada, perfeitamente compreensível pois nem todos têm essa sorte ou possibilidade;
- não tem argumentos porque nem sequer sabem porque discordam. É o chamado "é porque é".
Em todo o caso, qualquer uma das razões é demonstrativa da falta de educação e cultura dum povinho que tem dificuldade em lutar por algo em que acredite, quando tem algo em que acredite.
E que os jogos se iniciem! - diria o Nero
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Liberdade constitucional
Ao longo dos últimos dias tenho comentado noutros blogs sobre um facto: casamento gay.
Aqui não pretendo defender o casamento gay. Pretendo defender a liberdade de uma pessoa poder viver a sua vida sem que isso tenha consequências nas vidas dos que os rodeiam. Tanto quanto isso é possível. Mas irei usar o dito casamento como exemplo do atropelo diário às liberdades de um ser individual a viver em "sociedade".
Com muita liberdade de pensamento que os meus pais me deram, considero que consegui atingir um equilíbrio que poucos neste mundo consiguiram atingir. E ainda tenho muitos anos pela frente (espero).
Enquadrando. Fiz os meus primeiros 9 anos numa escola católica. Terminei o 2º ano do ciclo (6º ano hoje em dia) com nota máxima a tudo excepto uma: Relegião e Moral. Já nessa altura questionava o Pdr. Manuel Joaquim e os seus ensinamentos catequistas. Não me conseguiu convencer que Deus existe. Nem com a lenga-lenga do ovo e da galinha. Quando nos disse que Deus existia por que algo tinha criado o mundo perguntei-lhe quem tinha criado Deus. Diga-se que ele mudou de assunto. Um puto de 11 anos conseguiu deitar por terra um argumento, no mínimo, ridículo.
Desde esse dia decidi que iria questionar tudo o que me quisessem impor. E decidi também que esperaria pela morte para descobrir se Deus existe. Não iria gastar o meu tempo de vida em busca de algo que não teria resposta em vida.
Aprendi também a questionar a bondade das pessoas quando nos oferecem algo. Há sempre algo que querem em troca. Nem que seja afecto.
Considero que toda a nossa liberdade é etiquetada desde o momento em que nascemos. Ou seja, não temos nenhuma. A não ser que a questionemos. Que questionemos tudo. Toda a informação que nos é dada vem de algo ou alguém com uma perspectiva. Cabe-nos definir o que devemos ou não absorver.
Todas as ideias e conhecimento que possuo hoje são fruto da junção de ideias de muitas pessoas que eu espremo e acrescento às minhas. Absorvo aquilo que considero útil. E já mudei de sentido em relação a muita coisa.
Mas uma coisa a que me tenho mantido fiel é que não tenho o direito de escolher como os outros devem viver a sua vida.
Quando aceitamos como dado adquirido certos conceitos sociais cometemos uma falha grave. Não por estaram errados. Mas porque não os questionamos.
Quando oiço pessoas comparar casamento gay com a poligamia ou com casamento incestuoso dou-lhes razão. Tem tudo a ver. Já se questionaram porque é que o incesto é proíbido? Já se perguntaram porque é que a poligamia não é permitida?
Porque é "feio"?
Porque não é natural?
Porque é pecado?
Há sociedades em que são ou foram permitidas.
Acho irónico colocarem os primos direitos no mesmo barco. Os meus bisavós eram primos direitos. Talvez tenham ido parar ao inferno. Talves por isso os encontre quando morrer...
Fartei-me de rir com gosto com um argumento pró-casamento gay: todos os homossexuais são filhos de heterossexuais. Uma verdade inegável. Será dos genes torpes dos pais? São pais pecadores e Deus castigou-os? Quando chegar ao inferno hei de lhes perguntar...
Sou a favor que a igreja defenda os seus pensamentos e ideias. Mas não que os tente impor a uma sociedade. Até sou defensor de muitas das ideias de Cristo. Ou que dizem que ele teve. Se é que ele realmente existiu. Há muitas que são boas.
E assim como não admito que a igreja decida como eu devo viver a minha vida, não tolero esta constituição torpe cheia de imposições duma sociedade ainda agrilhoada a certos preconceitos.
E para aquelas pessoas que defendem o referendo pergunto - Quem é que referendou para que as mulheres pudessem votar? Ou para deixariam de ser propriedade dos maridos?
Quem é que referendou para que a escravatura fosse abolida?
E quem é que referendou que o casamento entre pessoas do mesmo sexo fosse proibido?
Quem é que referendou a nossa constituição?
E que os jogos se iniciem! - diria o Nero
Aqui não pretendo defender o casamento gay. Pretendo defender a liberdade de uma pessoa poder viver a sua vida sem que isso tenha consequências nas vidas dos que os rodeiam. Tanto quanto isso é possível. Mas irei usar o dito casamento como exemplo do atropelo diário às liberdades de um ser individual a viver em "sociedade".
Com muita liberdade de pensamento que os meus pais me deram, considero que consegui atingir um equilíbrio que poucos neste mundo consiguiram atingir. E ainda tenho muitos anos pela frente (espero).
Enquadrando. Fiz os meus primeiros 9 anos numa escola católica. Terminei o 2º ano do ciclo (6º ano hoje em dia) com nota máxima a tudo excepto uma: Relegião e Moral. Já nessa altura questionava o Pdr. Manuel Joaquim e os seus ensinamentos catequistas. Não me conseguiu convencer que Deus existe. Nem com a lenga-lenga do ovo e da galinha. Quando nos disse que Deus existia por que algo tinha criado o mundo perguntei-lhe quem tinha criado Deus. Diga-se que ele mudou de assunto. Um puto de 11 anos conseguiu deitar por terra um argumento, no mínimo, ridículo.
Desde esse dia decidi que iria questionar tudo o que me quisessem impor. E decidi também que esperaria pela morte para descobrir se Deus existe. Não iria gastar o meu tempo de vida em busca de algo que não teria resposta em vida.
Aprendi também a questionar a bondade das pessoas quando nos oferecem algo. Há sempre algo que querem em troca. Nem que seja afecto.
Considero que toda a nossa liberdade é etiquetada desde o momento em que nascemos. Ou seja, não temos nenhuma. A não ser que a questionemos. Que questionemos tudo. Toda a informação que nos é dada vem de algo ou alguém com uma perspectiva. Cabe-nos definir o que devemos ou não absorver.
Todas as ideias e conhecimento que possuo hoje são fruto da junção de ideias de muitas pessoas que eu espremo e acrescento às minhas. Absorvo aquilo que considero útil. E já mudei de sentido em relação a muita coisa.
Mas uma coisa a que me tenho mantido fiel é que não tenho o direito de escolher como os outros devem viver a sua vida.
Quando aceitamos como dado adquirido certos conceitos sociais cometemos uma falha grave. Não por estaram errados. Mas porque não os questionamos.
Quando oiço pessoas comparar casamento gay com a poligamia ou com casamento incestuoso dou-lhes razão. Tem tudo a ver. Já se questionaram porque é que o incesto é proíbido? Já se perguntaram porque é que a poligamia não é permitida?
Porque é "feio"?
Porque não é natural?
Porque é pecado?
Há sociedades em que são ou foram permitidas.
Acho irónico colocarem os primos direitos no mesmo barco. Os meus bisavós eram primos direitos. Talvez tenham ido parar ao inferno. Talves por isso os encontre quando morrer...
Fartei-me de rir com gosto com um argumento pró-casamento gay: todos os homossexuais são filhos de heterossexuais. Uma verdade inegável. Será dos genes torpes dos pais? São pais pecadores e Deus castigou-os? Quando chegar ao inferno hei de lhes perguntar...
Sou a favor que a igreja defenda os seus pensamentos e ideias. Mas não que os tente impor a uma sociedade. Até sou defensor de muitas das ideias de Cristo. Ou que dizem que ele teve. Se é que ele realmente existiu. Há muitas que são boas.
E assim como não admito que a igreja decida como eu devo viver a minha vida, não tolero esta constituição torpe cheia de imposições duma sociedade ainda agrilhoada a certos preconceitos.
E para aquelas pessoas que defendem o referendo pergunto - Quem é que referendou para que as mulheres pudessem votar? Ou para deixariam de ser propriedade dos maridos?
Quem é que referendou para que a escravatura fosse abolida?
E quem é que referendou que o casamento entre pessoas do mesmo sexo fosse proibido?
Quem é que referendou a nossa constituição?
E que os jogos se iniciem! - diria o Nero
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Crispação
Crispação!
Dei por mim a pensar na falada crispação existente entre o governo e a oposição. Quando penso como seria extremamente fácil apresentar um orçamento para 2010 que o PSD deixasse passar, pergunto-me porque é que o José Sócrates não negoceia. Não conhecendo a agenda do Sócrates pergunto-me porque é que ele quer eleições antecipadas. Se o intuito fosse unicamente permanecer no poder, então negociaria facilmente. A única razão que levaria alguém - como levou o Cavaco Silva - a querer uma maioria absoluta seria o facto de querer fazer algo e não o deixarem. Mas ele ainda não tentou fazer nada! Até o orçamento "redistributivo" foi aprovado...
E aqui lembrei-me de uma coisa: e o que está para trás?
Ponderemos...
Com uma maioria absoluta onde o poder de fiscalização da assembleia da república é uma fantochada, como se provou na legislatura passada, nada se descobre. Aquelas famosas comissões de inquérito foram uma palhaçada (não é só o deputado do PS na comissão da saúde que é um palhaço). Pelo menos o resultado final foi uma brincadeira de gosto no mínimo duvidoso... E uma das razões principais - e sinceramente não o consigo compreender - foi a sonegação de informação pedida ao governo (e ao Banco de Portugal).
E aqui volto à minha recordação - e o que é que está para trás?
Não consigo lembrar-me com exactidão mas acho que houve uma coincidência temporal entre o começo da crispação e dos pedidos do PSD de algumas comissões de inquérito... hmm...
Aqui começo a tremer: mas que raio quererão o Sócrates e o Teixeira dos Santos (alguém de quem eu tive pena quando aceitou ser ministro das finanças) tanto esconder? O que é que levou o Campos e Cunha a demitir-se? À parte a seriedade deste, é claro!
Meus amigos, eu prevejo um futuro muito negro pela frente...
Dei por mim a pensar na falada crispação existente entre o governo e a oposição. Quando penso como seria extremamente fácil apresentar um orçamento para 2010 que o PSD deixasse passar, pergunto-me porque é que o José Sócrates não negoceia. Não conhecendo a agenda do Sócrates pergunto-me porque é que ele quer eleições antecipadas. Se o intuito fosse unicamente permanecer no poder, então negociaria facilmente. A única razão que levaria alguém - como levou o Cavaco Silva - a querer uma maioria absoluta seria o facto de querer fazer algo e não o deixarem. Mas ele ainda não tentou fazer nada! Até o orçamento "redistributivo" foi aprovado...
E aqui lembrei-me de uma coisa: e o que está para trás?
Ponderemos...
Com uma maioria absoluta onde o poder de fiscalização da assembleia da república é uma fantochada, como se provou na legislatura passada, nada se descobre. Aquelas famosas comissões de inquérito foram uma palhaçada (não é só o deputado do PS na comissão da saúde que é um palhaço). Pelo menos o resultado final foi uma brincadeira de gosto no mínimo duvidoso... E uma das razões principais - e sinceramente não o consigo compreender - foi a sonegação de informação pedida ao governo (e ao Banco de Portugal).
E aqui volto à minha recordação - e o que é que está para trás?
Não consigo lembrar-me com exactidão mas acho que houve uma coincidência temporal entre o começo da crispação e dos pedidos do PSD de algumas comissões de inquérito... hmm...
Aqui começo a tremer: mas que raio quererão o Sócrates e o Teixeira dos Santos (alguém de quem eu tive pena quando aceitou ser ministro das finanças) tanto esconder? O que é que levou o Campos e Cunha a demitir-se? À parte a seriedade deste, é claro!
Meus amigos, eu prevejo um futuro muito negro pela frente...
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
A Educação
Pois é! Um tema bué da nice!
O título tem educação com E porque quero abordar as duas vertentes da palavra: a educação no sentido da aprendizagem e no sentido das boas práticas em sociedade.
Em primeiro lugar a educação escolar.
Há quem pense (os nossos estimadíssimos governantes) que basta saber ler. Ia dizer escrever mas nem isso se sabe hoje em dia. Até há uns anos atrás eu considerava-me um péssimo escritor. Um dos meus irmãos gozava-me constantemente por escrever atabalhoadamente. Com muitos erros gramaticais. É verdade que nunca precisei de um verificador ortográfico na escola e nunca tinha erros em ditados. E estou a falar da 1ª classe onde aprendi a ler, escrever sem erros ortográficos, a somar e a subtrair. Tenho certeza que muitas das crianças que estão hoje na 4ª classe não conseguem fazer o mesmo.
Porquê?
Porque não se exige que os alunos aprendam.
Porque se facilita tudo. Quando muitos não conseguem atingir a excelência, baixa-se o padrão da mesma. Trabalha-se para as estatísticas.
Vivemos num país em que o mais importante é o título que colocamos à frente do nome. Este é o verdadeiro objectivo nacional. Mesmo que para isso se baixe os padrões de qualidade e exigência. Banalizando a excelência...
Há títulos que são verdadeiramente merecidos. Um doutorado ou um professor catedrático, etc. São títulos que levam anos de trabalho e com qualidade suficiente para que se possa exigir o direito de ser tratado como tal. O mais engraçado é que normalmente as pessoas que o obtém não fazem questão de o ser.
Existe na nossa sociedadezinha uma subordinação ao título e não à competência individual. Ninguém admite ter um superior hierárquico que não seja engenheiro ou doutor. Por outro lado, o "doutorzeco" tem a mania que tem mais valor só porque o é. Neste aspecto gostaria de chamar a atenção aos países civilizados onde o respeito é merecido, com base nas atitudes e acções de cada um. Só saberei se alguma pessoa a trabalhar nos EUA é licenciado, etc. se lhe perguntar. De outra forma ficarei limitado a saber o seu nome. Cá no Portugalzinho, assim que se termina o curso superior, já se requer que se trate por dr. ou engº. Nos EUA pagam salários conforme a universidade que se frequentou, que grau se atingiu etc.. Mesmo que se continue a desempenhar o mesmo cargo, é dado um aumento ao empregado que tirou um mestrado ou outro grau, simplesmente porque é uma pessoa mais bem preparada e mais apta para ter um desempenho melhor. Claro que isto é contextualizado e nem sempre verdade. Não se paga mais ao empregado de balcão porque terminou o liceu e nem todas as empresas têm capacidade financeira para suportar estes aumentos. Aquelas que realmente são competitivas fazem-no para manter uma pessoa competente e mais bem qualificada porque conhecem a verdadeira essência do que é a produtividade.
De volta ao tema. Já verificaram que ambos os tipos de educação estão interligados (tenho consciência que isto parece uma palestra, mas não é essa a minha intenção).
Embora pareça uma contradição das minhas palavras anteriores, a verdade é que nem sempre a boa educação é "posse" dos mais instruídos. Não é preciso ter um grau universitário para se ser mais bem educado. E aqui está um facto que me faz pensar e tirar algumas conclusões.
A boa educação (moral) está intimamente ligada ao egoísmo. Normalmente, as pessoas mais educadas (escolar) são menos egoístas pois aprendem melhor que existe mundo para além do umbigo. Apreendem melhor o conceito de dar e receber. Claro que é importante a bondade e a generosidade inata. Mas não me interessa focar este aspecto neste momento uma vez que não se educa.
O egoísmo não permite que se admita que existe outra opinião para além da nossa.
Causa a falta de respeito e, em consequência, a má educação.
Esse egoísmo começa em casa. Ao se exigir da criança e premiá-la quando não cumpre. Ao querer que não falte nada à criança retiramos-lhe a necessidade do esforço para obter algo. Aprende que não precisa de dar para receber. Não repeita quem lhe dá pois sabe que irá receber na mesma. Ao não criarmos uma hierarquia criamos uma pessoa que nunca se irá adequar a um local de trabalho onde tem de cumprir os seus deveres impostos por alguém acima. Muitas das vezes alguém com uma educação semelhante que irá desrespeitar os subordinados da mesma forma que foi desrespeitado (uma excepção de "generosidade" excessiva e pela negativa...).
Há uns tempos atrás a minha mulher viajou pela Dinamarca. Encontrou um quiosque a meio do caminho entre duas vilas. Esse quiosque tinha lá dentro legumes e fruta. Tinha uns sacos de plástico, uma balança, uma calculadora e uma outra caixa. A caixa tinha, imagine-se, dinheiro! Era algo semelhante a uma loja de conveniêcia aberta 24H por dia. Sem ninguém! Sem nenhum empregado! Quem precisasse, pesaria o que pretendesse levar, deixaria o dinheiro (havia trocos e tudo!) e iria para casa fornecido. Cá em Portugal até o quiosque desapareceria de certeza. Justiça seja feita: em quase qualquer parte do mundo isto não resulta. Incluindo nos grandes centros dinamarqueses...
Refiro este pequeno exemplo como algo grandioso a que todos, em todo o lado, devemos aspirar.
Se é possível na Dinamaca, porque não é possível aqui?
Tendo consciência e uma quase certeza que jamais será possível em Portugal, mas sei que devo ter isso como objectivo e tentar partilhá-lo com todos!
Só mudaremos algo se o objectivo for grande! Não podemos baixar os braços admitindo derrota. Temos que travar diversas batalhas com objectivos mais pequenos mas sempre com o objectivo maior de ganhar a guerra!
Para quem lê este blogue e leu as minhas mensagens anteriores pejadas de pessimismo, deixo-vos aqui umas palavras optimistas: é possível mudar!!!
O título tem educação com E porque quero abordar as duas vertentes da palavra: a educação no sentido da aprendizagem e no sentido das boas práticas em sociedade.
Em primeiro lugar a educação escolar.
Há quem pense (os nossos estimadíssimos governantes) que basta saber ler. Ia dizer escrever mas nem isso se sabe hoje em dia. Até há uns anos atrás eu considerava-me um péssimo escritor. Um dos meus irmãos gozava-me constantemente por escrever atabalhoadamente. Com muitos erros gramaticais. É verdade que nunca precisei de um verificador ortográfico na escola e nunca tinha erros em ditados. E estou a falar da 1ª classe onde aprendi a ler, escrever sem erros ortográficos, a somar e a subtrair. Tenho certeza que muitas das crianças que estão hoje na 4ª classe não conseguem fazer o mesmo.
Porquê?
Porque não se exige que os alunos aprendam.
Porque se facilita tudo. Quando muitos não conseguem atingir a excelência, baixa-se o padrão da mesma. Trabalha-se para as estatísticas.
Vivemos num país em que o mais importante é o título que colocamos à frente do nome. Este é o verdadeiro objectivo nacional. Mesmo que para isso se baixe os padrões de qualidade e exigência. Banalizando a excelência...
Há títulos que são verdadeiramente merecidos. Um doutorado ou um professor catedrático, etc. São títulos que levam anos de trabalho e com qualidade suficiente para que se possa exigir o direito de ser tratado como tal. O mais engraçado é que normalmente as pessoas que o obtém não fazem questão de o ser.
Existe na nossa sociedadezinha uma subordinação ao título e não à competência individual. Ninguém admite ter um superior hierárquico que não seja engenheiro ou doutor. Por outro lado, o "doutorzeco" tem a mania que tem mais valor só porque o é. Neste aspecto gostaria de chamar a atenção aos países civilizados onde o respeito é merecido, com base nas atitudes e acções de cada um. Só saberei se alguma pessoa a trabalhar nos EUA é licenciado, etc. se lhe perguntar. De outra forma ficarei limitado a saber o seu nome. Cá no Portugalzinho, assim que se termina o curso superior, já se requer que se trate por dr. ou engº. Nos EUA pagam salários conforme a universidade que se frequentou, que grau se atingiu etc.. Mesmo que se continue a desempenhar o mesmo cargo, é dado um aumento ao empregado que tirou um mestrado ou outro grau, simplesmente porque é uma pessoa mais bem preparada e mais apta para ter um desempenho melhor. Claro que isto é contextualizado e nem sempre verdade. Não se paga mais ao empregado de balcão porque terminou o liceu e nem todas as empresas têm capacidade financeira para suportar estes aumentos. Aquelas que realmente são competitivas fazem-no para manter uma pessoa competente e mais bem qualificada porque conhecem a verdadeira essência do que é a produtividade.
De volta ao tema. Já verificaram que ambos os tipos de educação estão interligados (tenho consciência que isto parece uma palestra, mas não é essa a minha intenção).
Embora pareça uma contradição das minhas palavras anteriores, a verdade é que nem sempre a boa educação é "posse" dos mais instruídos. Não é preciso ter um grau universitário para se ser mais bem educado. E aqui está um facto que me faz pensar e tirar algumas conclusões.
A boa educação (moral) está intimamente ligada ao egoísmo. Normalmente, as pessoas mais educadas (escolar) são menos egoístas pois aprendem melhor que existe mundo para além do umbigo. Apreendem melhor o conceito de dar e receber. Claro que é importante a bondade e a generosidade inata. Mas não me interessa focar este aspecto neste momento uma vez que não se educa.
O egoísmo não permite que se admita que existe outra opinião para além da nossa.
Causa a falta de respeito e, em consequência, a má educação.
Esse egoísmo começa em casa. Ao se exigir da criança e premiá-la quando não cumpre. Ao querer que não falte nada à criança retiramos-lhe a necessidade do esforço para obter algo. Aprende que não precisa de dar para receber. Não repeita quem lhe dá pois sabe que irá receber na mesma. Ao não criarmos uma hierarquia criamos uma pessoa que nunca se irá adequar a um local de trabalho onde tem de cumprir os seus deveres impostos por alguém acima. Muitas das vezes alguém com uma educação semelhante que irá desrespeitar os subordinados da mesma forma que foi desrespeitado (uma excepção de "generosidade" excessiva e pela negativa...).
Há uns tempos atrás a minha mulher viajou pela Dinamarca. Encontrou um quiosque a meio do caminho entre duas vilas. Esse quiosque tinha lá dentro legumes e fruta. Tinha uns sacos de plástico, uma balança, uma calculadora e uma outra caixa. A caixa tinha, imagine-se, dinheiro! Era algo semelhante a uma loja de conveniêcia aberta 24H por dia. Sem ninguém! Sem nenhum empregado! Quem precisasse, pesaria o que pretendesse levar, deixaria o dinheiro (havia trocos e tudo!) e iria para casa fornecido. Cá em Portugal até o quiosque desapareceria de certeza. Justiça seja feita: em quase qualquer parte do mundo isto não resulta. Incluindo nos grandes centros dinamarqueses...
Refiro este pequeno exemplo como algo grandioso a que todos, em todo o lado, devemos aspirar.
Se é possível na Dinamaca, porque não é possível aqui?
Tendo consciência e uma quase certeza que jamais será possível em Portugal, mas sei que devo ter isso como objectivo e tentar partilhá-lo com todos!
Só mudaremos algo se o objectivo for grande! Não podemos baixar os braços admitindo derrota. Temos que travar diversas batalhas com objectivos mais pequenos mas sempre com o objectivo maior de ganhar a guerra!
Para quem lê este blogue e leu as minhas mensagens anteriores pejadas de pessimismo, deixo-vos aqui umas palavras optimistas: é possível mudar!!!
Subscrever:
Mensagens (Atom)